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ATEÍSMO ENVERGONHADO ATACA IGREJA PARA JUSTIFICAR VOTO EM DILMA

 
Primeiro. As “teses” de alguns intelectuais ou homens das luzes é uma farsa. Não é um olhar acadêmico, nem intelectual sério, mas um doutrinamento faccioso e apaixonado. Puro proselitismo revanchista de um ateísmo envergonhado. Tentativa covarde de querer justificar o voto pró-Dilma usando o suposto fundamentalismo católico como álibi. Isso é anti-serrismo ou anti-catolicismo? Para ser contra Serra não precisa atacar a Igreja. Isso tem nome: intolerância religiosa e anti-democracia.

Segundo. São dissimulados quando tentam dizer que não apóiam a candidata do PT e estão falando tão somente em nome de valores outros. Quais? Democráticos? Republicanos? O valor defendido por essa trupe anti-católica é a luta exacerbada pela manutenção do poder. Poder pelo poder.

Esses ataques indiscriminados contra a Igreja Católica não é defesa do Estado laico. Pois o Estado laico, em Democracia, garante a liberdade religiosa. A participação de religiosos nas disputas eleitorais não é tornar o Estado teológico, mas garantia da pluralidade da participação democrática. Esse tipo discurso laico anti-católico tem nome: stalinismo! Quem tem religião não tem cidadania? Católico não é cidadão?

Atacam os católicos em proteção à candidatura de Dilma. Ocultam que a pesquisa DataFolha mostra que a grande maioria dos católicos pretendem votar em Dilma. Sugiro a esses brilhantes construtores iluminados da ciência que vejam os dados do IBGE sobre a quantidade de católicos existentes no Brasil. Perguntem-se: como ela teria 56% dos votos sem os católicos? Qual a probabilidade disso ocorrer sem os católicos? É nítida a fraqueza acadêmica desse ateísmo envergonhado pró-Dilma. É legítima a opção por ela. Peçam voto para a dama, mas não tentem denegrir os católicos.

Terceiro. Comparar as posições da Igreja Católica atual aos da Igreja da Idade Média não é só puro deslize metodológico, mas cretinice “intelectual”. Se for para fazer um levantamento com a finalidade de produzir um balanço das ações da Igreja, vamos incluir todos os feitos e fases. Por exemplo, a Teologia da Libertação, a campanha do soro caseiro, a proteção, abrigo e financiamento de fugas de presos e perseguidos políticos no período do regime autoritário. O primeiro documento contra a escravidão moderna foi uma bula papal. Ou isso não vale agora?

A Igreja Católica não só se posicionou a favor da Anistia (1979) como também apoiou o movimento pelas Diretas . Foi uma iniciativa da Igreja Católica a inclusão dos três mecanismos de democracia semi-direta na nossa Constituição (1988): Referendo, Plebiscito e Iniciativa Popular. E por falar em iniciativa popular, adivinha quem trabalhou arduamente para colher as assinaturas para efetivar a Lei da Ficha Limpa (?). Pois é, também foi a Igreja Católica. Ela também está trabalhando na coleta de assinaturas para limitar a propriedade da terra em combate aos latifúndios.

Quarto. Quem é contra o aborto não defende a morte de mulheres em “clínicas clandestinas”, só a título de esclarecimento, não são clínicas, são matadouros. Quem defende a morte é quem defende aborto. Levar o aborto para uma clínica não clandestina não exclui a possibilidade de morte da mulher, nem elimina as possibilidades de provocar seqüelas físicas e, o que também é grave, as psicológicas. Além disso, vai continuar promovendo a morte de um indivíduo indefeso. Esse discurso pró-aborto anti-católico tem como principais aliados os segmentos machistas. Por que os machistas são a favor? Porque é cômodo deixar toda a tragédia de sexo sem responsabilidade sobre a mulher. Porque eles são irresponsáveis e não querem arcar com a paternidade.

O que a Igreja Católica defende é a Família, enquanto um grupo social formador, promotor de segurança e proteção e satisfação afetiva. Lugar de amor e solidariedade desinteressada. A lógica da Igreja é estabelecer relações duráveis e sexualmente responsáveis. A gestação é a forma como a vida humana se perpetua no planeta, não é algo de interesse de um só indivíduo ou gênero. É uma questão humana e não tão simples! Não é só legalizar.

Quinto (dos infernos). É uma vergonha querer demonizar a Igreja para justificar o voto na Dilma. Dilma politicamente é Sarney. Os Sarney são seus aliados preferenciais no Maranhão. Isso foi demonstrado exaustivamente no primeiro turno. Dilma e Lula pediram e exaltaram Roseana Sarney e João Alberto no horário eleitoral. Não viram isso?

O atual coordenador da campanha de Dilma no Maranhão é Ricardo Murad. Ele é o comandante supremo da campanha de Dilma nesse segundo turno. Ricardo tem feito as bandeiras petistas tremularem na rotatória do Caolho e deu seu mega-hiper-size-plus comitê para a campanha de Dilma. Esses são os fatos!

A questão LAICA é: Quem vota em Dilma vai ou não fortalecer a oligarquia mandonista dos Sarney? Vão se aliar ou não ao mandonismo por ordem de Dilma?

Não tem blá, blá, blá... Onde está a coerência? Como ser contra o mando dos Sarney e votar em quem está dando mais poder a eles? Ah tá, é a questão nacional, o projeto nacional, não é? Só estranho a invisibilidade do Maranhão nesse todo. Como a parte nunca aparece no todo? Não é complicado?

Os fundamentalistas são mesmo quem? Tem uma turma que só quer chocolate, não adianta guaraná. A coerência é medida pelos cargos e vencimentos pagos pela viúva!

Não sou Pró-Serra, não o acho um bom candidato (é ruim), tão pouco tenho alguma ligação com o PSDB, mas Serra é tão ruim politicamente quanto a Dilma. Considero-os péssimos candidatos e responsáveis diretos pelo rebaixamento dos debates políticos. “Nunca antes, na história do Brasil,” foi tão ruim escolher. Esse é o meu sentimento.

Comentários

  1. Embora concorde com a tese exposta, discordo dos termos em que você a expõe.
    É que o ateísmo não está envergonhado.
    É o contrário, está bem desinibido, já até transformou a manifestação da igreja católica em crime de opinião.

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  2. Bom, sobre criticar o cristianismo, eu sou um crítico sim.
    O que acontece é o que eu falo para todos os meus amigos cristãos:
    "Quer ser contra a legalização do aborto? Quer ser contra a legalização das drogas? Quer ser contra adoção por casais homossexuais? União civil?
    Podem ser, mas não me usem argumentos religiosos, por favor"

    Isso serve para as eleições também. Quer ser contra ou a favor de um cadidato, seja! Porém separe sua fé religiosa, de assuntos sociais, politicos, economicos...

    Você está certo nesse aspecto, o voto não deve ser determinado e uma campanha não pode ser justificada por conta de um grupo catolico, protestante, ateu, budista... Apoiar ou não um candidato.

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