domingo, outubro 24, 2010

É PURO BRASIL. AO ARGUMENTO CRÍTICO, O INSULTO PESSOAL.


Tem uma longa tradição no Brasil o recurso de querer calar o outro quando não se tem argumento diante de uma situação real. Em geral, recorre-se aos berros, intimidações ou a termos pejorativos. Taxa-se de louco (muito comum) ou coisas similares os que questionam e não se alinham prontamente. No final, o resultado é o que Paulo Francis sinalizou: "ao argumento crítico, o insulto pessoal".

No Maranhão, lugar por excelência das sobrevivências retrógadas, infames, bestiais da ignorância e das tacanhices “políticas”, está ganhando fôlego, cada vez mais, esse artifício perverso. Por último... ganhou fôlego a reprodução de falácias e as atitudes irresponsáveis contra a religiosidade cristã.
Por que estão fazendo isso e ainda falando em nome de uma “iluminação da razão”?
Por que apelar para esse discurso de Fundamentalismo?
Por que usar a mesma ferramenta utilizada pela CIA contra o Islamismo, tentando justificar as ações criminosas contra os afegãos, iraquianos etc.?
Porque estão tentando desviar a atenção das pessoas. Para alcançar tal objetivo resolveram atacar a Igreja Católica remontando fatos da Inquisição, usando o conceito de fundamentalismo para demonizar os cristãos.
Querer criminalizar a opinião da Igreja é um  absurdo!

Que fundamentalismo? Bobagem. Os cristãos produzem uma exegese intelectualmente apuradíssima  e incorporando as mais diversas contribuições do conhecimento não-religioso, indo da Arqueologia à Semiótica. Falta leitura e atualização para esses anti-católicos.
Seguir a direção nacional de um partido de forma a-crítica, aceitar uma hierarquização partidária extremamente verticalizada é o quê?
Sinto o cheiro de um proselitismo iluminista-cartesiano-newtiniano-aristotélico tardio. Puzt! Ainda não chegaram nem à crítica da unicidade "raciológica"?, aos dilemas: razão  e liberdade, razão e violência?

É notório que faltou argumento e estão querendo esconder uma questão crucial: a aliança Sarney/Dilma e a entrega do PT à família Sarney. Não existem Partidos dos Trabalhadores. Só existe um PT. Existem pessoas, é certo, que não se submeteram à determinação das direções nacional e estadual do PT. Mas o PT que existe é um só e está aliado à família Sarney.

A posição da Igreja a favor da vida e contra o aborto, tal como aparece nos documentos oficiais, contém elementos do humanismo secular e contribuições de pesquisas feitas com base nas diversas áreas do conhecimento. Não cabe esse rótulo de fundamentalismo.

Mais uma vez: o que tem feito alguns indivíduos trocarem a reflexão serena e crítica pelo proselitismo partidário cego, extremo e intolerante?

Entendemos que uma parte da esquerda maranhense (auto-denominação) não sabe como manter seu discurso anti-Sarney diante da aliança de Sarney com Dilma. Porque vai votar na Dilma e quer esconder a implicação direta do seu voto com o fortalecimento do poder dos Sarney no Maranhão.

Dilma é Sarney no Maranhão. Isso está comprovado! Sobram dados e provas!

Não se submeter à aliança Dilma/Sarney não é declarar voto a Serra. Pois ainda existem três outras opções: voto nulo, voto em branco e a abstenção.

O dado duro e seco é o seguinte: os donos da oposição ao sarneísmo não foram capazes, nos últimos 45 anos, de alcançar um nível de competitividade consistente e organizada. Quem achar que o Maranhão é assim só por força e obra de só um homem ou de uma única família está equivocado ou, no mínimo, com extrema má fé.

Infelizmente existem pessoas que fizeram suas carreiras apontando os erros dos Sarney e nada mais. Assim vivem até hoje. Discurso estandardizado: farto de denúncias e quase zerado de elementos propositivos. No fundo, vivem torcendo para que o grupo Sarney faça “algo”, pois sem isso os anti-sarney não vão ter o que dizer e nem como justificar sua existência e situação. É uma “oposição-fã”.

O que está faltando é uma reflexão séria e responsável sobre o futuro político dos que combatem essa dominação dos Sarney, levando em consideração que o PT está aliado a esse mando e os demais partidos de esquerda: PC do B, PSB estão apoiando Dilma e fazem parte do governo Lula. Fica de fora dessa situação a esquerda composta pelo PSOL, PSTU e PCB (auto-intitulada de verdadeira esquerda).
Para quem realmente quer tratar a sucessão presidencial de forma Política e séria, quem quer  pensar o futuro do Maranhão não pode ocultar a aliança Sarney/Dilma. Discutir honestamente e com inteligência esse cenário é o que importa agora!

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