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Mostrando postagens de Abril 1, 2013

A cronologia dos erros

Se todos os indivíduos socializados da espécie humana parassem e, em silêncio, recobrasse todos os seus momentos de vivência social (na dimensão mais objetiva) e experiência de vida (na dimensão mais simbólica e subjetiva) encontraria vários nós explicativos, falta de sentido e direcionamento. Não só isso, calmo e racionalmente recuperando os fatos selecionados da memória, estabeleceria diversos outros parâmetros de julgamento e avaliação de seus atos. Os erros, em parte seriam relativizados, em parte abolidos, mas sempre, parece ser, haverá um erro residual, persistente na memória como uma auto-condenação. Será que é possível ao ser social se despir de todas as suas culpas ou de ser seu próprio juiz? Qual ser social não traz uma porção de controle, restrições e normas ensinadas desde os primeiros instantes de vida? Em geral, em média, do que é ser convencionalmente normal, isso é uma impossibilidade social. Se é uma possibilidade da existência física individualizada, ela não consegue…