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Mostrando postagens de Abril 4, 2015

A Páscoa e o Deus que "morre"

E. Durkheim tem uma das mais belas escritas dentre todos os cientistas sociais. Escreve em uma qualidade didática ímpar. O mais desqualificado pelo marxistas e certamente o menos lido por seus críticos. Mas, foi ele que abriu as portas para múltiplas visões sobre os fenômenos sociais para além do positivismo e do funcionalismo. Tentam o engessar até hoje no positivismo e no funcionalismo, mas ele foi bem mais. As representações, as dimensões culturais, a realidade moral, a educação e subjetivas (desejar)... tudo aparece em sua obra. E foi por Durkheim que aprendi uma singularidade do cristianismo: "eles matam o próprio Deus". 
Pois é, no Cristianismo o Deus é morto. Qual a necessidade do Deus passar pela morte sendo ele imortal? Morrer se ele mesmo já pregava a vida eterna e dizia que era a fonte da vida? Por que a morte precisou ser ritualizada para significar o não-fim? Por que a morte para a morte teve que ser consumada no próprio Deus para afirmar a vida eterna? Humildade…