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Mostrando postagens de Dezembro 18, 2013

II Carta a São Pedro.

II Carta a São Pedro. Pedro, Obrigado por me fazer ver novamente a chuva, mesmo que só por uns instantes. Quando vi as primeiras gotas caindo... Pensei: As chuvas se repetem, mas sempre com um charme de singularidade. 
São Pedro, São Pedro... que seja abundante as águas que não destruam barracos, nem provoquem deslizamentos sobre casebres, não deixem os mais miseráveis ilhados e no tormento dos abrigos improvisados. Não, não! 
Que não vejamos mais a dor de uma parcela significativa da população que, através dos tempos, fica sempre desabrigada, na verdade, é desabrigada de tudo. Não permita que todos esses coagidos da sorte tenham que ser resgatados em massa por uma defesa civil inexistente. Estamos em um país que inexiste recursos e equipamentos para pronto uso diante de catástrofes. Por quê? Porque nunca se ver catástrofe quando são pobres soterrados, ilhados com suas casas submersas. Nem mesmo quando estão no outro extremo: na seca. É essa velha seca. Seca industrial secular sem Gover…