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Mostrando postagens de Maio 5, 2011

BIN LADEN, IRAQUE, ESTADOS UNIDOS E O TEATRO DE ASSASSINATOS

O que Bin Laden nos trouxe? Nada. Bin Laden foi trazido, foi vomitado pela falência e diluição de cânones da modernidade:  a racionalidade política, previsibilidade e controle.
O primeiro derrame, individualizado na pessoa de Bin Laden, foi o terror como forma sistemática de reação e manifestação de interesses de coletividades. O terrorismo, particularmente efetuado pelo homem bomba, desconstrói as linhas do humanismo moderno. Não só isso, as guerras se tornaram sem-fim, onde a ideia de vitória ficou intangível. Mesmo quando uma das partes tem superioridade bélica, o conflito não termina.
Essa guerra sem-fim é uma guerra que não representa uma saída da política com um retorno calculado a partir de objetivo. Ela simplesmente não tem objetivo político que sustente um retorno positivo à política. É a guerra que não possibilita nenhuma ilusão de sentido. A guerra do Iraque foi uma guerra para quê? Qual o objetivo? Que retorno político? Sintomática a conclusão de Shannon P. Meehan, capitão…