quinta-feira, setembro 25, 2014

Ataque contra Dino é reflexo direto da miséria política vivida pelo Maranhão



O Maranhão merece respeito! Mas é esperar demais de quem construiu uma carreira de "sucesso" à custa de uma pilhagem do Estado.

Não  causa espanto o fato de bandidos serem alçados à condição de personagem de campanha política. Vivemos uma extrema miséria política. 

Os fins e os meios dessa ação criminosa contra Flávio Dino revelam, de forma banal, a desqualificação dos beneficiados com isso. Principalmente para quem a ética não significa nada (relativismo absoluto).

A tradução é bem simples: só criminosos possuem vínculos estreitos com criminosos desse naipe.  Ou, melhor dizendo, só um criminoso poderia querer tirar tamanho proveito com um crime desse tipo. 

Não existe surpresa. O estamos vivendo é uma miséria política sem precedentes. Não se pode esperar outra coisa. O nível é tão baixo e desrespeitoso que desmerece qualquer atenção maior. 

Lamento que pessoas que se dizem de esquerda, libertárias e do campo progressista fiquem em silêncio, em uma espécie de omissão-cúmplice diante desse ato covarde e desleal contra Flávio. Quem é essa gente também? 

Flávio Dino só precisa ter a paciência de esperar o momento certo para responder de forma lapidar a essas agressões. Ganhando o governo não pode ter postura vacilante e dúbia igualmente ao governo da libertação. Não, não pode deixar de ser contundente. 

Desconstrução das referências simbólicas tem que ser uma das primeiras tarefas. Isso passa por restabelecer nomes originais de logradouros públicos, que foram rebatizados por pura bajulação dos lambedores de pés. Precisa homenagear quem realmente lutou e empenhou  avida em grandes causas, que teve reconhecido popular, quem obteve destaque nas artes e nas ciências.  É preciso restabelecer os símbolos oficiais do poder público (brasão do estado) nos órgãos e entidades estatais, contrariando o personalismo e patrimonialismo que desfigurou o nosso estado. É prioritário saber usar de forma transparente e legal duas coisas que ficam diretamente nas mãos de quem está à frente do Executivo: o cofre e a polícia. 

Lembro-me que fiz, durante o governo Jackson, a seguinte pergunta: Por que essa avenida da UEMA foi batizada de Lourenço Vieira da Silva? Ninguém me respondeu nada. Até hoje fico perguntando a justificação de tal homenagem. Pergunto agora: O nome de Maria Aragão não seria mais legítimo para essa avenida? Logo em seguida, ainda no governo Jackson, uma escola de ensino médio foi batizada de "29 de outubro", construída dentro do campus da UEMA (são Luís). Imediatamente após a esse fato... perguntei a um secretário: Por que não tiram o nome do filho de ACM da avenida que passa ao lado centro de Convenções? Ele me respondeu: "É preciso criar as condições". Pergunto agora: o nome do Gov. Jackson Lago não é mais apropriado que o nome do filho de ACM para essa avenida? Pois bem, Jackson foi cassado e Roseana assumiu o governo e logo na semana seguinte a escola "29 de outubro" virou "Paulo VI". É assim... 

A linguagem (sob todas as suas formas) é meio para construção de hegemonia... 

Hoje é Páscoa.

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