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A CORRUPÇÃO NÃO É UMA COISA MENOR

A CORRUPÇÃO NÃO É UMA COISA MENOR A relativização aplicada aos casos de corrupção praticada por parte da “esquerda” (criminosos da “política’) é vergonhosa e irresponsável, mas não deixa ter coerência interna com a doutrina política que abraçam (ao credo religioso que professam). Esse modelo de esquerda existe enquanto séquito e seu ethos é de natureza similar aos ethos encontradas em seitas religiosas. Seguem a apreciação dos fatos e do contexto sob a ferrenha força doutrinária (que diz o que fazer) e sustentada pela fé cega (eles creem por creem, sem se permitir pensar sobre os rumos da sua fé e os efeitos dela sobre o contexto). Essa parte é, sem exagero nenhum, composta por fanáticos. O fanatismo é tão exacerbado que buscam escamotear fatos, em que pese as diferenças e possibilidades interpretativas, são passíveis de verificação por diversos meios. Mas, como fanáticos de tipo de seita, estão mantendo a coerência, pois não só isso pode ser racionalizado a partir da doutrina mãe (marx…
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O que será de nós

O palco já ficou cheio de horrores: as cenas macabras só se repetem de um lado a outro do palco. O peso só aumenta sobre esse fraco assoalho democrático, ainda mais com toda a estrutura do Estado perdendo legitimidade de sua natureza pública. O Estado brasileiro precisa voltar a ter um mínimo de qualidade Pública. Não é mais possível aguardar algo de onde não pode sair nada mais: o Congresso. Falta qualidade de homens públicos, de estadistas e densidade moral para continuarem sendo componentes da Assembleia representativa do povo e dos interesses nacionais. 
Quem realmente governa esse país e com qual legitimidade?  Se ainda existe algum comando  institucional (não pessoal e não corporativo), para onde está nos levando? 
A falta de legitimidade já é total. A Lava Jato deixou bem visível os ossos podres do esqueleto do judiciário. A pergunta é: o que estavam fazendo os demais juízes e desembargadores que nunca viram nada e nem acharam fundamento legal para enfrentar tamanha corrupção? O …

O inusitado tempo nublado

O tempo atual parece tranquilo para uns pelo simples fato de não enxergarem nada à frente. O tempo nublado e sua relativa opacidade está criando ilusões e tranquilidades irresponsáveis. Atualmente no Brasil não existe um movimento democrático programático como alternativa eleitoral. Os atuais movimentos não têm força de mobilização nacional e nem são reconhecidos a partir de um programa ou agenda política que contemple as principais demandas ou que tenha propostas mínimas para enfrentamento da crise institucional existente. O modelo de Estado produzido pela ideia de Estado firmada na Constituição de 1988 é o desastre. Alguns dos nossos graves problemas são frutos genuínas da Constituição de 1988, que produziu inúmeras falhas institucionais e criou uma dinâmica política eleitoral, partidária e governativa extremamente inconsistente, falha e permissiva a atos e esquemas que ferem gravemente a credibilidade democrática e republicana. Esse estado de coisas vem gerando paulatinamente um pro…

De volta ao trabalho: greve geral dos sindicalistas

O Brasil tem acumulado um déficit de aprofundamento democrático ao longo de mais de três décadas... que somado ao a incipiente institucionalidade republicana tem colaborado para o descrédito de várias instituições políticas e para a corrosão gradativa da crença na democracia. A comunidade política nitidamente em crise e mergulhada em uma pressão autoritária produzida pela Direita e pela Esquerda. 
O processo de redemocratização e todos os impulsos democratizantes foram paralisados por dois acontecimentos próximos: a Constituição de 1988 e a Estabilidade econômica produzida pelo Plano Real. Esses acontecimentos criou não só uma acomodação geral. O mito da constituição cidadã fez mutos setores passasse a se sentir no céu do Estado de Direito e Social e tudo ia ser resolvido no campo regulado, o que resultou em uma massiva judicialização de tudo. O bem estar econômico também produziu um paraíso, cujo referência de melhoria social era o consumo, que resumida no jargão "pobre agora and…

A explicação: As chuvas

Andando por São Luís..vejo que a cidade está desfigurada em coisas que seriam a rotina de um serviço de conservação.  O Centro está como uma aspecto muito decadente .  Se o  Centro Histórico não passar a ter mais moradores, ter mais prédios servido de moradia (condomínios) o fim não tarda. A imagem de degradação começa do Canto da Fabril, muito triste.  Mas coisas menores poderiam estar sendo feitas como capinar..tirar os capins das calçadas e aparar a "grama" dos canteiros.  Tapar buraco é uma piada e o MP já deveria ter feito algo. Cidades mais pobres possuem pavimentação melhor. O eterno asfalto sem breu e com muita terra. E a culpa sempre são das chuvas. Fiquei meio sem ânimo de andar mais um pouco pelo Centro...

Viva o Carnaval e o Estado Laico

O passo em falso de uma suposta racionalidade dos gastos e uma moralidade religiosa estranha e fora de lugar. 
Como racionalidade administrativa a tentativa de desmonte do Carnaval é uma declaração de incompetência. Não pode ser visto estritamente como gasto, pois gera receita. Imaginem a quantidade de dinheiro deixado em outros municípios. O folião comeu, bebeu, comprou remédio, roupa, hospedagem etc... Clara visão sobre turismo de eventos e indústria do turismo. O Carnaval é uma manifestação popular e uma das mais significativas recriações culturais do Novo Mundo. 
A moralidade religiosa posta dentro do que é Estado é um absurdo, principalmente porque nega o Estado em sua essência laica (orientações e princípios políticos civis). A laicidade implica em imparcialidade para garantir a pluralidade, atentar contra qualquer elemento do diverso é um crime contra a ordem pública de um Estado laico. O boicote, a sabotagem contra manifestações populares é um atentado simbólico, uma violência &…

Governo de Flávio Dino rumo ao último biênio

Tive uma educação libertária, isso já é suficiente para não adorar ídolos, heróis e nem acreditar na doutrina da "vanguarda revolucionária", o que entraria em conflito direto com as percepções e entendimentos que tenho sobre o que é História. Logo não tenho vocação a discípulo, a servo, a escravo e nem a puxa-saco ou lacaio. Minha torcida é cívica e republicana pelo governo, pela governabilidade e governança que, cumprindo os parâmetros de governo da lei, responda às necessidades do povo e aos negócios públicos com responsabilidade, competência e publicidade.
Em democracia a crítica e a contestação são direitos do cidadãos não é uma dádiva do governante. A contestação e o reclame não precisa de um aceite prévio ou concessão do ocupante do poder. Assim, a esfera da democracia guarda tensões e um certo nível de dissenso. A discordância não precisa estar fundamentada ela é. Isso difere de acusações em atos e procedimentos que configurem como crimes. A crítica, longe de ser uma …