sexta-feira, outubro 30, 2009

NERVOS DE AÇO E SANGUE PURO BANDEIRANTE

Quando por aqui, no Maranhão, uma minúscula elite “letrada” lia Homero e empurravam alguns de seus filhos para os círculos intelectuais da Europa. Enquanto isso, os Bandeirantes avançavam mata adentro nos sertões, carregando à mão a espada e o bacamarte. Encontraram ouro, tornaram os aborígenes cativos ou os dizimaram, limparam o chão e deixaram abertos os caminhos por onde foram-se redes de comunicação e comércio. Tudo na base do sangue, suor e lucro. Muitos deles nem falavam português, só conheciam a língua geral (Nheengatu).
Nesse Maranhão, a filharada da elite se "polia" nos devaneios literários. Esse "empreendimento" só serviu, posteriormente, como discurso performativo para inflar o mito da Atenas Brasileira. No final das contas essa "empresa" não resultou em nenhuma conquista significativa para o povo maranhense, tão pouco para sua posteridade. Pois virou uma Jamaica brasileira, capital do reggae. Vide a discrepância atual entre São Paulo e o Maranhão. 
É certo que "diversos" fatores precisam ainda ser considerados nesse processo de produção do Maranhão miserável, mas a diferença de ethos é um componente importantíssimo para se pensar essa desigualdade existente. O ethos paulista, que chamo de sangue bandeirante, pode ser sintetizado nas palavras de Bartolomeu Bueno, o Anhanguera (diabo velho):
“ACHAREI O QUE PROCURO OU MORREREI NA EMPRESA”.
Nesse particular vejo o governador José Serra como um bandeirante puro sangue , sangue que combina muito bem com os seus nervos de aço. Serra espera, calculadamente, o que procura agora: a desistência de Aécio Neves à vaga de candidato do PSDB à presidência da república. Depois certamente vai querer achar o que procura no mais puro estilo... anhanguera!

Hoje é Páscoa.

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