quarta-feira, dezembro 28, 2011

PREFEITURA DE SÃO LUÍS,GATO COM FOME, O GUERREIRO DE SACO DAS ALMAS E MAQUIAVEL



Dois Eitos é texto de autoria do Deputado Federal Domingos Dutra, publicado recententemente no blog Conversa de Feira (24/12/2011), nele o deputado expõe alguns ensinamentos retirados da sua experiência de vida para tratar da sucessão municipal de São Luís. 


O deputado petista Domingos Dutra, o caçador de Futi, começa Dois Eitos discorrendo sobre suas origens de lavrador e quilombola, depois faz emergir a sabedoria orgânica do quilombo de Saco das Almas, que é ilustrada na através das qualidades dos eitos. O ponto crucial da análise de Dutra, para resumir, é que Flávio tem que colher o que plantou em 2008/2010 sendo candidato em 2012 e preparar o terreno para 2014/2018. Isto é, o eito ruim deve ser tratado depois, quando este estiver em situação bem pior (finaliza assim o oráculo quilombola). 

Nas confraternizações que participei, nas últimas semanas, ouvi algumas análises sobre a possível não-candidatura de Flávio Dino a prefeito de São Luís, nas eleições de 2012. Aqui resumo: “Não se guarda comida com fome, pois o gato vem e come”. “Os acertos de agora não vão ter validade alguma em 2014. O contexto é outro e novos nomes podem emergir”. “Ele vai criar brecha para ‘eles’ gerarem uma cria novinha em folha”.  (Ocultei os nomes propositalmente). 

A experiência de vida e de política do guerreiro de Saco das Almas e o ditado popular do gato com fome são pertinentes.

O ano de 2014 tem uma vaga de senador  em disputa e, no mínimo, terá 04 fortes candidatos. As 18 vagas para deputados federais estarão em disputa. O senador Sarney sabe, desde o início, o quanto é crucial ter a maioria da bancada federal e deter o controle do governo estadual. Portanto, não vai haver nenhuma facilidade em 2014.

Os defensores da tese que Castelo é imbatível, porque esse senhor está com a “máquina municipal”, devem também pensar em não disputar o governo do estado em 2014. Pois a “máquina estadual” é bem mais ampla e o lastro de permissividade e cumplicidade a favor dos donos do Maranhão é imenso.

Essa capa de anti-saneísmo, como álibi, para forçar a união de diversos setores da política eleitoral é conservadora e predatória. Muitos dos que se vestem de anti-sarney não oferecem nenhuma qualidade política renovadora ou densidade moral diferenciada. Ao contrário, muitos que estão no anti-sarneísmo são perfeitos exemplos de que podem ser bem piores do que o que dizem combater. 

Essa tal oposição ampliada é uma mistura sem liga. Muitos estão lá por mera conveniência e podem mudar de lado a qualquer momento (dependendo da oferta. Exemplos não faltam). Dentre estes encontramos os grupos-partidários-de-barganha cujo projeto maior é a obtenção de cargos e assessorias para viverem tranquilos nas sombras do poder. Depois vem uma legião de pseudo-notáveis que, entre tantas deficiências, não possui qualquer peso eleitoral (sem votos). Cabe refletir se vai valer a pena chegar ao poder com todos esses pesos? Como acomodar todos esses egos e fazer uma administração limpa e eficiente? Eito bom não quer dizer pronto. É preciso ceifar as ervas daninhas mais robustas. 

Lembrem-se dos dois anos do senhor Jackson sentado na cadeira dos Leões.

A empreitada é difícil, longa, porém, um passo à frente tem que ser dado. A prefeitura de São Luís precisa ser ocupada, desde logo, por quem tenha condições de representar uma renovação política para o Maranhão.

O que justificaria apoiar a continuidade de Castelo na prefeitura de São Luís em um contexto como esse? No mínimo, oferecer mais condições de continuidade desse ethos político que vem nos enterrando na miséria e no atraso. Castelo é um “fóssil antropológico” do mandonismo.

Quanto ao ex-deputado Flávio, desconfio que a ala de velhacos dessa  oposição o quer engessado. Assim como antes, o querem como candidato, mas sempre para as “próximas” eleições.   Os velhacos querem que ele vire o eterno candidato das “próximas”.

Todas as disputam envolvem riscos. Em 2014 vai ser mais fácil? Por obra da sorte? Não devemos viver inteiramente à custa da sorte. Mesmo que ela exista, nos cabe cuidar de, pelo menos, 50% dos rumos das nossas vidas (alerta de Maquiavel).

Ninguém vai doar poder para ninguém. Compromissos eleitorais são todos de risco, independentemente do prazo (curto ou longo). Esperar 2014 é apostar no “certo” criado por duvidosos. O que se tem de mais concreto agora é a Prefeitura de São Luís! Por que recusar o Poder agora? Por que deixar São Luís refém de tão sórdidas mãos? Temos que salvar a alma e a face de São Luís, mas isso tem que ser agora! 

Obs.: A expressão “fóssil antropológico” é de autoria do senador José Sarney (criador político de Castelo), que a cunhou em um artigo sobre as tradições do Maranhão.


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