Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Novembro 20, 2014

20 de Novembro: Que negro sou quando pardo

Toda identidade é construída. Toda identidade é processo, Toda identidade responde ao quesito do que sou eu (nós) em um contexto. Identidade é transacional, negociável e possui zonas porosas e fluídas. Nenhum humano pode ser reduzido a ser uma única face sem diminuir sua humanidade. Nenhuma causa é bastante para aprisionar o humano em uma única dimensão. 
Ser negro é ter direito ao humano: plural, multidimensional e a tudo o mais que é verdadeiramente humano: contradições, diversidades.  Qualquer ato em prol de consciência tem que ser emancipatório e reivindicativo de identidades plurais. 
Se o essencialismo é questionável, não menos é a visão de etnicidade que a construção e afirmação política tenha um único destino, uma única forma e uma prisão do sujeito nessa própria identidade. Porque isso é uma visão restrita das potencialidades do sujeito. 
A consciência negra tem que ser uma consciência de liberdade, que liberte o sujeito de qualquer cadeia, de qualquer limitação. Ser negro é ser …