sábado, outubro 11, 2014

Brasil: Corporativismo, corrupção e fingimento

Vejo um monte de servidores abraçarem a seu grande universo político: o umbigo. O corporativismo é a maior força reacionária e anti-transformadora que existe nesse país. Impede qualquer coisa de avançar, seja qual for a matriz da mudança (liberal ou qualquer outra). 

O corporativismo sempre grudou e alimentou o autoritarismo. O "meu" é sempre acima do interesse coletivo. A tal virtude civil não existe, o que existe é o interesse restrito das categorias profissionais e do funcionalismo público.   

Essa relativização e o fingimento de que a corrupção e diversos outros crimes contra a coisa pública não importam é um ato declaratório desse corporativismo exacerbado. 
As questões de ordem pública, o interesse geral, as grandes questões nacionais ficam secundarizadas e a probidade administrativa, a transparência, o respeito e o dever diante da coisa pública acabam restrita a uma ficção jurídica, mera formalidade legalista. Pois são facilmente relativizados e, vergonhosamente, ofuscados por questões irrelevantes, mentiras, promessa vazias, bravatas, chacotas etc. 

São só os políticos os culpados? Não. Essas mentiras, bravatas, falsas promessas e os ofuscamentos das questões públicas são álibis para a sociedade representar algo que ela diz ser, mas que ela não é. Toda essa corrupção faz parte do ethos geral, só que existe na forma charmosamente envergonhada. Brasil!!!!

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