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Mostrando postagens de Setembro 9, 2016

A vereadora de um voto e que nem foi dela

Em Dracena, Estado de São Paulo, está o exemplo máximo de um sistema eleitoral com um dispositivo de distribuição de cadeiras (vagas) precário e irresponsável. O atual sistema eleitoral concretizou esse mês a bizarrice da hipertrofia da sobre-valorização do voto e o abismo da falta de legitimidade dos representantes. Tudo isso de forma legal. 

A senhorita Aline de Oliveira Souza, que teve um único voto, nem votou nela, pois no dia da eleição viajou e estava fora do domicílio eleitoral. Ela também já deixou de residir na cidade onde vai assumir o cargo de vereadora para um mandato de 4 meses. Tudo legal. Isso teve efetividade porque a vereadora Aline é fruto de uma coligação em eleição proporcional. Vejam a questão em detalhe: os votos que garantiram a vaga foi a somatória dos votos dados à coligação. Pois bem, o candidato mais votado da coligação perdeu o mandato por infidelidade partidária ( a vaga pertence ao partido), o titular do mandato perdeu esse direito e os quatro primeiros su…