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Mostrando postagens de Abril 21, 2012

SARNEY E OS TEÓRICOS DO ÓBITO

Há dez anos ouço que “quando Sarney morrer acaba tudo”. O que acaba? O que é esse tudo? É um discurso forte e soa como verdade em diversos círculos tomados pela passionalidade e sentimentos afins. É nitidamente uma fala naturalizada, ideologizada, mas também ingênua.

Sarney enquanto indivíduo/sujeito deixou, há tempos, de ser observado pelas óticas: crítica, analítica, reflexiva, empírica, social, histórica e racional. O sujeito foi deixado em um canto e o mito passou a reinar. A força do mito é tamanha que os seus opositores, inimigos etc. falam do mito como se estivessem falando do sujeito. O pior de tudo isso é que nem se dão conta do mito, o que reforça ainda mais a ilusão de estarem tratando da realidade empírica do indivíduo/sujeito histórico Sarney.

O mito Sarney não está sob o controle do José Sarney. O mito circula, ganha forma e se traveste por inúmeras narrativas, formas de adoração ou repulsa. Mito-herói, mito-inteligência, mito-astúcia, mito-feitiçaria, mito-artimanha, mit…