quarta-feira, julho 30, 2014

(Atualizado) Eleição presidencial: a oposição se recusa ganhar e atesta a miséria política

Conversando com um amigo.. perguntei sobre as eleições e, em particular, a eleição para a presidência da república. Ele foi direto: "A oposição está se recusando ganhar." Sabe.. é algo para se refletir. Lembrei da própria situação do PMDB, um partido gigante, mas que se recusa lançar nomes e ganhar a eleição como cabeça de chapa. Opta por usar sua enorme bancada e grupo de governadores para barganhar com a aderência a qualquer sigla partidária que assuma o governo. A causa única parece ser estar no governo, seja qual for o candidato à frente dele. 

Por outro lado, a maioria dos partidos, dentre eles os que reivindicam a posição de mais à esquerda, assumem uma posição vacilante quanto ao governo Dilma e reproduzem o discurso do PT sobre inimigos imaginários: extrema-direita golpista, imprensa golpista, coxinhas etc. Até aí não é tão alarmante. Fica pior quando olhamos para as candidaturas do PSDB e do PSB que, nitidamente, parecem "disputar" para não vencer. 

Campos já atestou ter uma visão limitada da política em escala nacional e não sabe perceber as oportunidades do momento. Após Lula atrapalhar a criação do partido da Marina, Campos não percebeu que isso não era só desejado pelo PT, mas também era desejado indiretamente pelo PSDB. Sem Marina a candidatura de Dilma respirou e Aécio assumiu o segundo lugar na disputa. Campos nada disso viu ou não quis ver. As questões a serem debatidas nessa eleição deixa a disputa mais favorável a Marina. Caberia ao Campos demonstrar maior visão do processo político, humildade e declinar em nome de Marina. A saída de Campos colocaria a disputa em um novo ritmo. Basta olhar a monotonia e o baixo interesse que tem despertado os atuas candidatos da oposição. Essa alteração provocaria automaticamente uma maior exposição e discussão em torno da candidatura de Marina. Ela é mais conhecida do que Campos e tem um discurso que se afasta do lugar comum das mútuas acusações provocadas por PT e PSDB. Infelizmente Campos não é um bom estrategista. Nesse momento Marina tem mais chance de levar a eleição para um segundo turno. 

Aécio tem o problema da herança dos governos de FHC e isso facilita o PT ficar se defendendo através de acusações, fazendo o jogo de provar quem é o pior. Essa situação é boa para o PT, porque se exime de apresentar as razões, os motivos que justifiquem mais um governo de Dilma e deixa de prestar contas sobre a atual gestão. Além disso, Aécio fica o tempo todo tendo que justificar seu próprio governo em Minas. Ele é o candidato perfeito para o PT desviar o foco das principais questões de interesse público: nível de inflação, crescimento, criminalidade e violência, corrupção, saúde, transporte etc. O PSDB está aceitando esse jogo como se estivesse apostando no quanto pior melhor e esperando a chegada de 2018. Traduzindo: estão apostando em segundo mandato de Dilma totalmente desastroso para em 2018 o PSDB volta ao governo. É o que nos leva acredita o candidato Aécio até o momento, pois agora ele não apresentou uma só proposta consistente, não buscou colocar em discussão, a partir de propostas, as questões mais pertinentes como a reforma política e tributária e o combate à corrupção. Nada de significativo Aécio tem apresentado e demonstrado para o eleitorado. Além de sua abismal dificuldade de falar diretamente para os nordestinos. 

Observando por esse ângulo, torna-se preocupante o que afirmou meu amigo: a oposição está se negando ganhar. Eta miséria política! Essa atitude das oposições é uma das piores coisas para esse momento político. Onde sérias questões do ponto de vista da ordem democrática e pública assumem tons dramáticos. Diante, principalmente de uma escalada da violência e da criminalidade, a ineficiência do sistema de saúde, a péssima qualidade em serviços essenciais, destaque para os transportes urbanos, os constantes abusos e desrespeitos aos consumidores e usuários da telefonia móvel e dos planos de saúde privados. 

Esse tom e postura assumidos pelas oposições até agora mostram um baixo nível responsabilidade com os cidadãos e eleitores brasileiros. Trata-se de irresponsabilidade política. Basta ver o tamanho da rejeição de Dilma e a situação do apoio do PMDB, que estrategicamente entrou rachado no apoio à reeleição. Na prática isso resultará em um aumento no custo de manutenção da base de apoia à Dilma. O segundo mandato da presidente terá um preço político hiperinflacionado, o que é muito grave tanto do ponto de vista republicano e democrático, particularmente no tocante ao clima da governabilidade. 

Pobre Brasil... de ricos "políticos". 

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