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Mostrando postagens de Maio 25, 2014

Estética da irrelevante síntese

Os gregos antigos - mais especificamente os ateniense do século V a.C - constituíram socialmente uma modalidade de poder e um modo de vida que expressavam uma estética de liberdade, cujo gozo consistia em ter sob as mãos capacidade exclusiva imposição sobre si. Ao lado disso, estabeleceram a condição de todos ocuparem o centro (locus desse poder soberano) por sua vez. Em um universo delimitado para homens livres, iguais perante a Lei e ao direito igualitário à palavra. 
Ora, esse sujeito cidadão tinha a incumbência de manter-se livre com a participação, que em si já concretizava a condição de liberdade. Isso estava pautado em uma dinâmica pedagógica de governar e ser governado. Acreditavam que o melhor para governar era o que soube obedecer. Os gregos não queriam correr o risco de abrir brechas para governantes tiranos, déspotas.  
Ao contrário do que muitos pensam, a Democracia não é algo cômodo diante da desigualdade social. A desigualdade já existia e por contra das lutas contra as d…