segunda-feira, agosto 10, 2009

Os relativamente calados, os absolutamente silenciosos e os berrantes



Causa estranheza ver que na frente do pelotão de defesa/ataque do senador José Sarney não tenha nenhum senador maranhense. Será que a manifestação dos atuais senadores maranhenses não soma a seu favor? Até agora não ouvi ninguém usar a tribuna nem para fazer algumas considerações favoráveis, destacar pontos omitidos pelos opositores etc. Não digo uma defesa apaixonada ou furiosa, mas uma minimamente de solidariedade e que exemplificasse que os demais senadores não são tão diferentes dele. Que silêncio é esse?
Esse silêncio também é percebido na Câmara onde também habitam tantos outros aliados maranhenses. Por que os deputados federais que sempre buscaram apoio junto à família Sarney não estão se pronunciando para dirimir dúvidas ou mostrar pontos controversos sobre as acusações que o senador vem recebendo? "Que é que é isso", companheiro?
Por outro lado, na Câmara, o deputado Domingos Dutra, em sintonia com a oposição a Sarney no senado, soltou sua voz, como sempre fez no período eleitoral, e o atacou sem recorrer a uma linguagem mais técnica, sem se preocupar em fundamentar seus argumentos, sistematicamente, em princípios de ordem republicana ou democrática, ou do ponto de vista legal... preferiu migrar para os fundamentos da biologia, melhor dizendo, para a fisiologia animal. Comparou o presidente do senado ao camaleão.
Mais uma vez a oposição maranhense ao senador Sarney demonstra não saber explorar as oportunidades em prol dos seus objetivos. Ao comparar o senador Sarney a um camaleão aumentou a mística sobre o mito de sua invencibilidade e de sua capacidade de sempre se safar.
Por que? Porque: “Na simbologia africana, o camaleão é um animal sagrado, visto como o criador dos primeiros homens. Nunca é morto, e quando é encontrado no caminho, tiram-no com precaução, por medo do trovão e do relâmpago.”
Entre os ioruba é contado que Olorum enviou o camaleão em seu lugar para participar de um desafio proposto por Olocum. O resultado foi um empate. O camaleão também aparece ligado ao mito da criação, um mensageiro (ligação entre o humano e sagrado) etc.
Infelizmente o deputado foi plantar seus pés numa historiografia que ignora as culturas africanas. Ruim para o deputado que é um afro-descendente, legítimo filho de uma comunidade quilombola.
Diante do status quo que busca garantir sua sobrevivência na passionalidade, na conveniência, o melhor é insurgir-se com base na racionalidade crítica e virtude cívica.
Enquanto isso... Serra, nos marcos dos bandeirantes, anima suas chances. Veja aqui:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/sergiomalbergier/ult10011u605791.shtml

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