sábado, novembro 27, 2010

UEMA: CADÊ O RESULTADO? OPOSIÇÃO OU GOLPISMO?


Primeiramente quero deixar claro que sou a favor da apuração de toda e qualquer denúncia, independente do lado que a formule. No entanto, é preciso apresentar as provas, caso contrário, será um cúmplice.

Quando votei fiz uma opção não uma entrega de minha consciência, nem da minha crítica e liberdade.

A guerra judicial já estava preparada e, para nosso espanto, a dita oposição de esquerda da UEMA apareceu alinhada com o que há de mais reacionário e de extrema direita dentro da UEMA, não só isso, está mancomunada com o sarneísmo mais fervoroso e devoto. A prova cabal foi o ato de assinar a LIMINAR CONJUNTAMENTE COM OS SARNEÍSTAS. Desta forma, essa suposta oposição de esquerda se coloca no mesmo campo do que há de mais ferveroso da direita  na UEMA.

A oposição supostamente de esquerda está endossando e alavancando o velho projeto reacionário de tirar das Universidades sua autonomia. O que essa oposição está ajudando a construir é UMA INTERVENÇÃO.

Os velhacos reacionários sonham ganharem o posto de reitor como interventores. O propósito é estender ao máximo essa luta judicial até o Supremo. Tudo planejado e orquestrado no bom modelo da direitona golpista. Carlos Lacerda e os milicos não foram tão sistemáticos.

Querer disputar e querer o lugar que ocupa o atual reitor é normal do jogo democrático. Assim como é legítima a discordância e ser oposição, em democracia isso não é uma concessão, é direito. No entanto, o que se ver é um jogo irresponsável e inconseqüente.
Por que a oposição quer retirar da comunidade acadêmica o direito de saber o resultado da eleição? Por que providenciaram para que a comunidade não soubesse o resultado de sua vontade? A resposta é: QUEREM ESCONDER QUE FORAM DERROTADOS!

Os votos foram apurados e tal processo foi feito sob os olhos de centenas de pessoas que testemunharam apuração. Quem viu sabe para quem o NÃO foi dado por alunos, professores e funcionários.
Os principais atores dessa tentativa golpista ficaram em qual colocação?

Nunca um resultado de uma eleição foi negado aos eleitores. Isso é um absurdo e nós que votamos e compomos a comunidade universitária queremos conhecer o resultado. É um direito nosso?
Se existem irregularidades que as mesmas sejam apuradas e tomas as devidas providências, mas o resultado deve ter publicidade.

O outro lado dessa história é a omissão gritante da entidade representativa dos professores que, até o presente momento, não se pronunciou e nem convocou seus associados para discutir e analisar a questão. Não podemos ficar a reboque. A UEMA não é constituída só de servidores. O sindicato dos servidores não pode ficar ditando unilateralmente a vida da UEMA.

O que a UEMA precisa é de eleição com voto de igual peso, com transparência e com respeito à vontade da maioria. Isso deve ser efetivado dentro do campo político da própria UEMA e mantendo a autonomia da Universidade.
A autonomia universitária é um legado da resistência democrática contra a ditadura e não vamos aceitar um retrocesso.

Fazer oposição é legítimo, mas a tomada do poder tem que ser pelo voto, respeitando o veredito da vontade da comunidade, sem isso é autoritarismo fascista!

Não vamos aceitar e nos calar diante de desatinos de eminências pardas, principalmente aquelas que livre e espontânea abandonaram os quadros da UEMA, mas que agora agem nos bastidores querendo nos impor seus delírios autoritários por intermédio de seus avatares!

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