sexta-feira, fevereiro 17, 2012

CASTELO DE BARRO E PARA O BARRO OLIGÁRQUICO



Castelo estranhamente nunca sentiu o verdadeiro gosto da vingança dos Sarney, mesmo se dizendo de “oposição”. Esse senhor vive alegando “perseguições”, “pressões” e que luta para que a Prefeitura não seja tomada por “eles”. Quem são "eles"? Nunca especifica quem é realmente seu adversário. Esse “eles” é como um inimigo imaginário. Diz que existe, mas nunca mostra mesmo quem é. 

Castelo faz um teatro à moda de um arremedo caipira, tentando sempre se apresentar como um homem de vínculos e hábitos humildes, não poupando gestos que beiram a bizarrice para comprovar sua performance. Não raro, teatraliza ser um apóstolo da sagrada experiência administrativa. 
Castelo insulta a inteligência de todos de forma recorrente através de justificativas tacanhas sobre a violência policial na greve de 1979. Sobre esse fato afirma que  não teve nada com isso e que nem estava aqui. Ele era simplesmente o governador do estado do Maranhão. Quem então deu tal ordens de reprimir os estudantes? Como isso pôde acontecer sem o conhecimento do governador? Foi o vice-governador que mandou descer a porrada nos estudantes? Foi um "outro alguém" que governava dos bastidores? Ou foram diretamente os militares que ocupavam o poder? Conte outra, senhor dos magos, mestre do ilusionismo!!!

João Castelo atualmente usufrui de um mandato que está no rol das heranças malditas do conturbado e, por vários motivos, equivocado governo Jackson. Como já é habitual na sua carreira política, não retribuiu a ajuda dada pelo Sr. Jackson para conseguir o mandato de Prefeito. Mais uma de suas ingratidões e traições. Depois de eleito não fez nenhum gesto de gentileza à altura do que lhe foi oferecido. Castelo não deu ao ex-governador cassado, Jackson, o apoio devido e merecido. Não teve a delicadeza da compaixão no momento pós-cassação. Não se satisfazendo só em praticar tal ingratidão, logo em seguida, de forma dissimuladamente, designou aos seus principais peões (vereadores aliados) a tarefa de apoiar Roseana, tendo como objetivo derrotar Flávio Dino. Ingratidão. 

Castelo nasceu do barro autoritário acumulado na olaria golpista de 1964. Foi modelado pelo seu pai-compadre José Sarney, principal responsável para que ele obtivesse o cargo de governador, sem-voto. Mesmo diante tamanho gesto, Castelo acabou sendo ingrato com o compadre. 
No exercício do mandato de governador João Castelo operou com um encarregado de obras dos generais. Os militares abriram os canteiros de obras e deixaram ele na função de encarregado das obras. Assim Castelo provou e tomou gosto pelo autoritarismo, a mandar e desmandar sem prestar contas, sem inserir transparência nos seus atos e agir de forma totalmente irresponsável, do ponto de vista público.
Seu talento administrativo é próprio de lugares onde o ar não é democrático. Sempre que acha uma brecha exercita seu talento intimidador e violento.
Nasceu desse barro e para as mãos do seu criador voltará. Basta ver suas constantes aparições ao lado da governadora vitalícia do Maranhão. Não é outra coisa, podem anotar... Fecharão acordo em segundo turno se o outro candidato for alguém que represente uma ameaça à continuidade da hegemonia oligárquica mandonista.

A única restrição dos Sarney a Castelo é a falta de confiança nele. Portanto, não há oposição, enfrentamento, mas desconfiança. Pois ingratidão para ele é hobby. Como prefeito provou sua total falta de competência como gestor público em um Estado Democrático e de Direito. A cidade de São Luís já foi massacrada duas vezes por Castelo.  Primeira,  como tragédia, foi efetivada através do mandado de sua esposa, a Sra. Gardênia. Segunda, como farsa, sob o seu próprio rótulo de mandato, obtido graças ao apoio de Jackson Lago. Entregar o terceiro mandato para Castelo é abortar as possibilidades de mudança por mais duas décadas. Será a confirmação do atraso e de nossa miséria política, pois ele nada mais é que um típico produto autoritário!

Atualmente existem três candidatos do grupo Sarney à prefeitura de São Luís, a saber: Washington, Castelo e o intrépido laranja sarneísta (Bob).

Torna-se necessário desconstituir esses disfarces e fazer essas criaturas voltarem solenemente para o barro donde surgiram e queimarem nos fornos dessa olaria maldita! Chega!

Os ouvidos que o discurso do PT não encontram mais.

Os ouvidos que o discurso do PT não encontram mais.  Eu trabalho com duas hipóteses sobre a situação do PT:   1- a irresponsabi...