terça-feira, março 03, 2015

Onde fica a constituição diante de tantos "exércitos" ?

Nos últimos meses tenho notado como irresponsavelmente igrejas e organizações falam em "exército" etc. 

Primeiro vem a fala de Stélide e depois Lula sobre "exército" e "luta" respectivamente e agora surge uma milícia fazendo ordem unida, fardada na Igreja Universal. 

Se tem um teatro desnecessário em uma democracia é o de grupos paramilitares, com formação marcial. Não cabe essas encenação e não é responsável. 

A Lei 9.096/95 no seu Art. 6 º apresenta a seguinte redação: "É vedado ao partido político ministrar instruções militar ou paramilitar, utilizar-se de organização da mesma natureza e adotar uniforme para seus membros". E na Constituição Federal de 1988, no Art. 5º, XVII estabelece que: "é plena a liberdade de associação para fins lícitos, vedada a de caráter paramilitar."

Cabe ao fiscais da leis um questionamento sobre a seguinte afirmação de Lula: "sobretudo quando João Pedro Stédile  colocar o exército dele do nosso lado." E Stédile possui um exército? Como assim? Qual a legalidade dessa organização e sua finalidade? E eis que toma conta das redes sociais um grupo fardado dentro da Igreja Universal autodenominado Gladiadores do Altar. Formação de tipo marcial, ordem unida e brados ensurdecedores. Até onde pode ir essa ações de suposta fé com grupos organizados nesse padrão? 

A marcha democrática, congelada pelos golpista remanescente de 1964 com a cumplicidade dos governos do PSDB e do PT que os abrigaram e deram-lhes mais espaço no poder, será desmanchada no ar pela irresponsabilidade e surtos teístas?  

Está mais que na hora da defesa da democracia ser elevada acima de legenda, do governo ou oposição, tomar uma forma cívica e barrar todos os fluxos autoritários/golpistas assentados no poder ou não, governistas ou não. O combate à corrupção tem que ser uma opção pela afirmação republicana e democrática, não uma opção partidária, eleitoral ou de casuísmos.  A defesa democrática deve ser sem concessões e com responsabilidade política. 

Argumentar que corrupção já existia não  absolve os governantes da responsabilidade da corrupção atual e tem como efeito prático só nivelamento na prática do ilícito.  Ser igual não isenta da responsabilidade e nem é projeto que aponte para uma mudança de curso, isso só escancara a incapacidade de afastamento do erro. 

O PT infelizmente converteu-se em uma peça anti-democrática e de golpe quando diretamente ameça a democracia e quando provoca ameças à democracia. 

sexta-feira, fevereiro 27, 2015

O custo PMDB e a campanha antecipada de Lula


Não vejo o quadro geral da política brasileira como uma pmdebização. Isso é sintoma. A nossa real enfermidade é autoritarismo e falta de virtude civil. O espaço público e a coisa pública não representam nada para os que dizem que a representam. Não é o PMDB, nem o sistema presidencialista, é um ethos com forte viés demofóbico,anti-res publica. 

O que faz o Executivo buscar fazer aliados, uma base ampla de apoio no Parlamento não é tipo de presidencialismo, uma necessidade da Política. Nos sistemas Parlamentarista é o rotina formar coalizões, vide o que aconteceu agora na Grécia. Com quem o festejado Syriza compôs para governa? Com um partido nacionalista de direita. Mas qual o nosso problema? Falta de Política no ela tem de essencial: negociação de interesses públicos. A preferência não é negociar e pactuar sobre projetos que representem interesse público, o que é pactuado é declínio de poder e troca de favores de interesse privado. O que buscam o governante é tão-somente a cumplicidade e obediência do Legislativo. A velha forma autoritária de decidir. 

O quadro tem como agravante a forma frágil e inconsistente da oposição, o que significa dizer que estamos sem opção. Inexiste uma força política organizada que canalize para si a insatisfação nacional e que efetivamente tenha um projeto de mudança sintonizados com as novas aspirações populares e dos demais segmentos sociais indignados com a atual situação do país e sua vida política. E a ausência de forças democráticas organizadas de oposição ao governo propicia o alastramento de minorias conservadoras de tipo reacionário. A corrupção que se alastra é algo mais que a monetária, pautada em propina, mas de decadência de valores fundamentais para sustentar nossas principais instituições democráticas e republicanas. 

O PMDB não é uma invenção de si mesmo mas o sumo do ethos que exerce a hegemonia sobre todos o nosso aparelho de poder e nas nossas principais instituições.  Dilma e o PT trilharam para o rumo de desse ethos e amálgama  foi tão intenso que esvazio e perdeu qualquer força de contraste a esquerda que eles representavam. O exercício do poder pautado em uma coalizão sem projeto político norteadores e sem pactos que priorizem interesse público tornou as alianças uma espiral infinita e desastrosa de troca-troca de favores comprometendo recursos públicos, o funcionamento do Estado e colocando a sociedade em uma situação de risco.  

A ausência de uma oposição que represente as atuais demandas e tenha uma identidade de renovação e a incapacidade de fazer política do PT e da Dilma tornaram a reeleição de Dilma um fator conturbador e de elevação do custo PMDB. O PMDB consegue hoje ser o fiel estabilizador da "base de apoio" no Congresso, o que lhe permite exigir mais pelo seu apoio. Isso tem se tornado mais preocupante com a crescente pressão da cúpula do PT contra Dilma e da campanha aberta de Lula para presidente em 2018. É nesse contexto que Dilma vai ser cobrada pelo o PMDB, que certamente reivindicará mais espaço no poder. O real custo desse apoio é a questão maior. O que efetivamente vai significar para a sociedade brasileira o PMDB com mais poder? Para onde o PMDB vai nos levar? O que realmente Lula e a cúpula do PT pretendem pressionando Dilma e antecipando a campanha eleitoral de 2018? É o que temos para ver nos próximos anos... Já é até difícil saber de quem Dilma é avatar e vice-versa. 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 

domingo, fevereiro 22, 2015

Brasil, e agora?


Qual a real situação do Brasil? Qual a real situação econômica e social do Brasil?
O segundo governo Lula, o primeiro governo Dilma simplesmente fizeram da gestão pública meios de propaganda eleitoral. Assim, adiaram,negligenciaram e irresponsavelmente não tomaram uma série de medidas e políticas preventivas e de correção na economia. Tudo para "não perder voto" e "atrair" voto. 

A governo gastou muito e muito mal em programas e projetos duvidosos e alguns bizarros. De repente o Brasil começou a abrir os cofres para uma série de países a título de caridade, recursos gastos sem nenhuma viabilidade de retorno. Vide o contrato mirabolante com a Venezuela na construção de uma refinaria, onde a Venezuela não é responsável por nada e tudo no famoso "não vamos pagar nada". Mas, não foi isso, os gastos do Executivo foram volumosos com um número hoje astronômico de cargos comissionados, publicidade e cerimoniais. Isso tudo sem a economia crescer e a inflação ganhando proporções maiores e onde afeta diretamente a grande parte da população.

Não adianta mais o governo dizer que está mantendo programas sociais, na verdade, o beneficiado do Bolsa Família já percebeu que a manutenção do programa não é suficiente, pois o recurso recebido perdeu poder de compra. E aí parece ser o real risco para Dilma e o governo do PT, quando essa massa eleitoral e trabalhadora começar a reclamar por conta da insignificância da ajuda recebida com o programa bolsa família. Sem uma estabilização econômica e sem crescimento parece pouco útil políticas que tendem a favorecer o cidadão apenas no consumo bens não duráveis, em consumo improdutivo. 

Por outro lado, o escândalo da Petrobrás já começa a ser lucro para o governo, é útil como cortina de fumaça. Em quanto essas denúncias de corrupção ocuparem a grande mídia é lucro para o governo, porque deixa a imprensa muito ocupada com um caso só. A real situação do país está guardada e abafada, ninguém investiga e ninguém noticia. 

É sabido de todos que esses governos há tempos vem manipulando dados, tendo como principais exemplos os casos do IPEA e do IBGE e, mais recentemente, a incrível ré-"invenção" de indicadores e de parâmetros para mensurar condições sociais e definir classe média, só para citar um caso estranho. Só que esse mar obscuro deve ser bem maior, profundo e cheio de tormentas. 

Quais as medidas do governo para tapar enormes problemas como o aumento da dívida pública, déficit na balança comercial etc.? A resposta são os aumentos de impostos, de tarifas etc.? Em uma economia que praticamente parou de crescer, com alta no dólar, inflação já preocupante, retração no setor industrial vai funcionar aumentar a carga tributária sobre os cidadãos, aumentar juros e os preços de energia e gasolina? 

Mas, no momento, parece que as pessoas só podem "saber"  sobre a Petrobrás. No mais, a imprensa e demais órgãos estão preocupados com Bolsonaro e outros circos. O fundamental está debaixo do tapete da "faxineira" na  presidência e deve ser nossa preocupação central nesse momento. 

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Flávio e PH: quando a Política perde espaço para bobagens


Quando a Política perde espaço para bobagens. O Maranhão está tão decadente que adversários políticos ou pessoas de opiniões diferentes precisam ser tratadas como inimigas. Aí o insulto substitui o argumento por pura ignorância. As divergências políticas não devem ser para eliminar pessoas, pois perde a qualidade de política. Nada demais Flávio cumprimentar PH nem qualquer outra pessoa não que não seja "os aliados". Civilidade é da política. Civilidade é Política. E por qual motivo esquecer que é Carnaval? 

segunda-feira, fevereiro 16, 2015

Cinquenta tons de cinza e cinzas de Carnaval..


Cinquenta tons de cinza não pode ser ignorado ao menos por um motivo: é um sucesso. Sucesso mesmo. Livro vendeu muito. Tempos atrás participei de uma mesa sobre o livro e fiz algumas observações sobre a história, especialmente para o capitalismo. Pois é, pareceu uma crítica piegas e anacrônica, mas não era nada de moldes marxista. Vou aqui sintetizar esse aspecto: Cinquenta tons de cinza é literalmente levar o espírito do capitalismo para cama. É o erótico que verdadeiramente mostra cópula com o desencantamento do mundo. É um realismo e antídoto contra uma ilusão lançada sobre a humanidade, particularmente no século XVIII: o romantismo romântico. O que atraia muitas pessoas é identificação com aquilo que identificam como liberdade, assegurando utilidade e prazer no estado contemporâneo da sociedade "contratual". Agora fico só até aqui..é Carnaval! 

domingo, fevereiro 15, 2015

30 anos de axé e o carnaval pastiche


30 anos de axé e micaretas ajudaram a retirar do Carnaval a inventividade, a irreverência e o transformaram em um pastiche.
É só ficar observando esses "carnavais" palanques-eleitorais para reeleição de prefeitos. E no final, o que menos toca é música de Carnaval. 
Tudo muda! O Carnaval está se dissolvendo?!!

sábado, fevereiro 14, 2015

Tão banal a solução final...


Deprimente..ver o ritmo do abandono, da deterioração do casario no Centro de São Luís. Difícil até de entender a lógica que move alguns proprietários que preferem deixar os imóveis deteriorando até o desabamento. Construções que poderiam abrigar tantas pessoas em um programa habitacional, abrigar tantas atividades educativas, de formação etc.  Mas a solução parece ser essa de deixa acontecer o pior: o fim. Tão banal a solução final! 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...