sexta-feira, julho 04, 2014

Brasil e o nariz da Copa

Reproduzido a partir da internet, autor não identificado.

Ser um povo cuja manifestação mais forte de patriotismo não está ligada aos elementos tradicionais da chamada cultura cívica não é, em si, um fato comum e fica mais extraordinário quando a virtude cívica assume a forma de torcida de futebol. Civicamente eufórico diante de uma TV ou, no rol de alguns poucos, cantando o hino nacional no estádio onde acontece a partida de futebol. 

O hino emociona e nem se sabe o porquê. O que tem esse hino? Serão as margens plácidas?, ou o brado retumbante?, ou os raios fúlgidos?, ou o impávido colosso?, ou deitado eternamente em berço esplêndido?, ou fulguras?, ou florão?, ou mais garrida?, ou o lábaro?, ou a flâmula?, ou a clava forte? Difícil saber o que move esse reduzido cidadão ao imenso torcedor patriótico. 

O certo é que Hino Nacional Brasileiro fala de coisas não comuns se comparado a outros hinos. Fala "de amor e de esperança", de "amor eterno", de campos "risonhos" e "flores". 

Que país já ousou viver "um sonho intenso"? É isso... Vivemos de sonhos, de poesias. Não sem motivos o poeta notou essa vida: "Vamos viver de brisa, Anarina."

Vamos descansar os olhos (para o choro)... amanhã tem jogo da seleção na copa, dia de nacionalismo! 



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