Pular para o conteúdo principal

Quem são esses estranhos parlamentares na TV ? Quem os elegeu contra a vontade da maioria?


Esse sistema eleitoral virou um atentado contra a democracia. As eleições proporcionais não estão garantindo a pluralidade democrática, mas estão servindo para manter verdadeiras gangues ocupando as cadeiras do parlamento. Que seres são esses que dizem nos representar? Quem os elegeu contra nós? 

São facções totalmente distanciadas do interesse público, guiadas por interesses corporativos, sem atender às demandas de interesse geral e na defesa dos cidadãos com menor gozo das garantias civis, políticas e sociais formalizadas. 

A presença constante dessas facções no Parlamento está diretamente relacionada à capacidade de manter uma clientela eleitoral. Assim vão conseguindo sucessivas vitórias eleitorais, mesmo que a grande maioria da população os rejeite. 

Esses supostos "parlamentares", do ponto de vista político, são indivíduos que não concretizam a condição de representação enquanto vontade coletiva, porque não estão vinculados às causas públicas. 

São eleitos sem constituir maioria significativa, beneficiados principalmente pela fórmula atualmente adotada de rateio das vagas, que tem produzido abusivamente sobre-representação e sub-representação parlamentar.

Sem extinguir esse modelo atual de distribuição das vagas e o critério de participação na distribuição, vai ficar cada vez mais rotineira a existência de bancadas sem a aprovação da maioria dos eleitores, compostas por indivíduos totalmente estranhos e desaprovados pela grande maioria dos cidadãos. Verdadeiros ilegítimos representantes de fato. 

É preciso buscar combinar a garantia da composição pluralista do Parlamento com um sistema de eleição e distribuição de vagas pautado em formação de maioria qualificada. Algo como combinar percentual mínimo de votos nacional, eleições majoritárias plurinominal. Desse jeito é que não pode continuar...

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AÇÃO DIRETA E LEGÍTIMA DEFESA PACÍFICA

Green Politics must become the Politics of the Regions – all the Regions, from the celestial to the subterranean. Let the next Gathering of the Greens conduct all its business in poetry. This will foreshadow the day when America will be Green. Even better, the day when for a small fee we do an international name exchange and America becomes a large frozen island, while Green Land extends from sea to shining sea. The day when Green Politics rules. The day when the President pantomimes the Inaugural Address and sings the State of the Union in falsetto. The day when the Supreme Court sits naked in powdered wigs and hands down rulings in Pig Latin. The day when the Congress throws a multi-party and dances all the Laws out of existence.(Trecho do The Surre(gion)alist Manifesto , John P. Clark)
É preciso ultrapassar as formas mórbidas e dilacerantes da política atual. Não adianta só as contestações, enquanto persistir seus mecanismos genocidas e desumanizantes é necessário agir diretamente s…

Ação Penal 470 - Filhos do Brasil

                                         Por  Washington Ribeiro Viégas Netto*

"Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio. Um dia, um feio inventou a moda, e toda a roda amou o feio". Zeca Baleiro.

Tenho acompanhado com especial atenção o julgamento do mensalão pela nossa mais alta corte de justiça, o STF. Penso que o resultado ali proclamado nos dará uma medida atual do quanto já nos distanciamos da pecha “república de bananas”; forma de governo que ainda persiste em países destas latitudes. No decorrer de todos esses anos em que tramita o processo, tem sido uma rara oportunidade de o Brasil reafirmar a força e solidez de suas instituições, soberanamente constituídas, quando confrontadas com um, ao que tudo parece, projeto de poder que, por meio de um conhecido método de aparelhamento estatal, tentou um processo de clivagem dessas mesmas instituições. Porém, antes mesmo de iniciado o julgamento, acredito que o saldo é favorável ao Brasil. O Supremo é composto d…

A CORRUPÇÃO NÃO É UMA COISA MENOR

A CORRUPÇÃO NÃO É UMA COISA MENOR A relativização aplicada aos casos de corrupção praticada por parte da “esquerda” (criminosos da “política’) é vergonhosa e irresponsável, mas não deixa ter coerência interna com a doutrina política que abraçam (ao credo religioso que professam). Esse modelo de esquerda existe enquanto séquito e seu ethos é de natureza similar aos ethos encontradas em seitas religiosas. Seguem a apreciação dos fatos e do contexto sob a ferrenha força doutrinária (que diz o que fazer) e sustentada pela fé cega (eles creem por creem, sem se permitir pensar sobre os rumos da sua fé e os efeitos dela sobre o contexto). Essa parte é, sem exagero nenhum, composta por fanáticos. O fanatismo é tão exacerbado que buscam escamotear fatos, em que pese as diferenças e possibilidades interpretativas, são passíveis de verificação por diversos meios. Mas, como fanáticos de tipo de seita, estão mantendo a coerência, pois não só isso pode ser racionalizado a partir da doutrina mãe (marx…