Pular para o conteúdo principal

Toada de Edinho Lobão: Chegou, chegou! O senhorzinho chegou!


No começo da noite do dia 1º de maio liguei a televisão e logo surgiu na tela a imagem do senhor Edinho, agora rebatizado marqueiteiramente de Lobão Filho, fazendo um pronunciamento alusivo ao dia do Trabalho. 

Pois, é. Tendo como cenário um amplo quintal, que remeteu aos pomares das Casas Grandes, o senhor Edinho protagonizou um arregaçar de mangas, falando aos telespectadores de forma imperativa e com o dedo em riste, ordena: "Mãos à obra!"

Para nós, do lado de cá da tela, essa dedada na lente da câmera deixou a sensação de dedo na cara para avisar quem é que manda. 

Não é desnecessário lembrar que: quem manda mesmo é quem encontra obediência ou consegue impor sua vontade, não é só emitir uma ordem.  

Essa energia toda encenada, por esse senhor suplente de senador (do próprio pai), passou longe de parecer um convite ou uma oferta de compartilhar e comungar esforços com a grande massa de trabalhadores e trabalhadoras desse Maranhão. As mangas arregaçadas lembrou mais um lutador chamando para briga ou um senhor preparando-se para açoitar os cativos "preguiçosos". Quem viu nessas cenas uma pessoa que quer solidariamente participar, colaborar com os mais pobres na construção de condição de vida mais digna? 

Essa "homenagem" ao Dia do Trabalho ficou com cara, estilo e tom de senhor escravocrata ou capataz dando ordens aos "seus" cativos.  Mas, não podemos negar o mérito de Edinho: ele foi autêntico! 

Caro Senhor Edinho, faz muito tempo que nossas mãos estão na obra!   
Viva a insurreição dos povos do eito!!! 

Comentários

Postar um comentário

É uma satisfação contar com seu comentário! Obrigado!

Postagens mais visitadas deste blog

AÇÃO DIRETA E LEGÍTIMA DEFESA PACÍFICA

Green Politics must become the Politics of the Regions – all the Regions, from the celestial to the subterranean. Let the next Gathering of the Greens conduct all its business in poetry. This will foreshadow the day when America will be Green. Even better, the day when for a small fee we do an international name exchange and America becomes a large frozen island, while Green Land extends from sea to shining sea. The day when Green Politics rules. The day when the President pantomimes the Inaugural Address and sings the State of the Union in falsetto. The day when the Supreme Court sits naked in powdered wigs and hands down rulings in Pig Latin. The day when the Congress throws a multi-party and dances all the Laws out of existence.(Trecho do The Surre(gion)alist Manifesto , John P. Clark)
É preciso ultrapassar as formas mórbidas e dilacerantes da política atual. Não adianta só as contestações, enquanto persistir seus mecanismos genocidas e desumanizantes é necessário agir diretamente s…

Governo de Flávio Dino rumo ao último biênio

Tive uma educação libertária, isso já é suficiente para não adorar ídolos, heróis e nem acreditar na doutrina da "vanguarda revolucionária", o que entraria em conflito direto com as percepções e entendimentos que tenho sobre o que é História. Logo não tenho vocação a discípulo, a servo, a escravo e nem a puxa-saco ou lacaio. Minha torcida é cívica e republicana pelo governo, pela governabilidade e governança que, cumprindo os parâmetros de governo da lei, responda às necessidades do povo e aos negócios públicos com responsabilidade, competência e publicidade.
Em democracia a crítica e a contestação são direitos do cidadãos não é uma dádiva do governante. A contestação e o reclame não precisa de um aceite prévio ou concessão do ocupante do poder. Assim, a esfera da democracia guarda tensões e um certo nível de dissenso. A discordância não precisa estar fundamentada ela é. Isso difere de acusações em atos e procedimentos que configurem como crimes. A crítica, longe de ser uma …

Ação Penal 470 - Filhos do Brasil

                                         Por  Washington Ribeiro Viégas Netto*

"Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio. Um dia, um feio inventou a moda, e toda a roda amou o feio". Zeca Baleiro.

Tenho acompanhado com especial atenção o julgamento do mensalão pela nossa mais alta corte de justiça, o STF. Penso que o resultado ali proclamado nos dará uma medida atual do quanto já nos distanciamos da pecha “república de bananas”; forma de governo que ainda persiste em países destas latitudes. No decorrer de todos esses anos em que tramita o processo, tem sido uma rara oportunidade de o Brasil reafirmar a força e solidez de suas instituições, soberanamente constituídas, quando confrontadas com um, ao que tudo parece, projeto de poder que, por meio de um conhecido método de aparelhamento estatal, tentou um processo de clivagem dessas mesmas instituições. Porém, antes mesmo de iniciado o julgamento, acredito que o saldo é favorável ao Brasil. O Supremo é composto d…