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Disputa eleitoral no Maranhão: o paradoxo da contradição ou quase isso

O incrível e inacreditável complexo. O que quer dizer? Não sei. 
Mas, hoje tive a certeza que existe entre nós o paradoxo da contradição. Vi um mesmo texto sendo publicado em diversos blogs e no Facebook de forma tão passiva. 
Em qual lugar do mundo existe uma oposição que pede um adversário mais forte, mais competitivo? 

Reclamar de uma adversário que não decola é muito surreal. Querem um adversário que decole, é?

É certo que devemos escolher até os adversários. Isso é coisa repetida no meio politico. Mas, se esse texto foi com essa finalidade, o que não creio, ficou afastado do objetivo. Especialmente em relação  ao principal candidato da oposição: Dino. 

O texto é mais eficiente enquanto cobrança e pressão interna dos membros que compõem a oposição liderada pelo próprio Dino. Particularmente a parte que quer que ele defina logo seu candidato ao senado.  O aviso é claro: o PSB pode buscar outro rumo e o outro rumo é Eliziane, onde o candidato ao senado seria do PSB.

Quando dizem que Luís Fernando é um candidato que não passa de 18% mesmos nas pesquisas encomendadas pelo grupo dele, que não decola. O que isso quer dizer mesmo? 
É preciso considerar que a campanha oficialmente não começou, existe um número significativo de indecisos (os que nem pararam ainda para pensar em eleição) e há indícios fortes de abstenção alta. 

Em pesquisas anteriores o candidato governista não aparecia nem com 3%, não era citado na espontânea,  como desprezar esses 18%? É  lógico que isso é preocupante. Se Luís Fernando fosse realmente inexpressivo com 18% das intenções de voto, a oposição, no mínimo, deveria torcer para ele permanecer como candidato governista. Há algo estranho. Será que a oposição está torcendo para ter um concorrente mais forte? Ou desejando que Eliziane vire a candidata dos Leões? 

Disso tudo... fica alguns zumbidos: 1- existem diversas frações de interesses não declarados nesse grupo de Dino; 2- o PSB local vai desprezar as preferências de aliança de Campos?´; 3- Quem manda nesse PSB local?; 4- Ficou evidenciado que se o candidato dos Sarney não for Luís Fernando pode ter acordo. 

No meio dessa "notícia" existe algo mais envolvendo os sarneístas descontentes com a candidatura de Luís Fernando e "opositores" ao sarneísmo. Além da sede de poder e interesses nada públicos, essa turma possui o desejo, em comum, de rifar politicamente Zé Reinaldo. Motivos para um concerto não faltam. 

Nunca é demais lembrar que não se pode desconsiderar a rejeição, que sempre é um problema para quem tem rodapé alto e teto baixo.  Por outro lado, se a rejeição for baixa, mesmo com um rodapé baixo, o teto acaba ficando em aberto. 

Quem está à frente dos demais colocados não pode ficar se posicionando como segundo colocado. 

Que mago misturou tais ingrediente dessa poção desconhecida? 

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