sexta-feira, janeiro 06, 2012

CASTELO E O ANTI-SARNEÍSMO DE AREIA, POEIRA E FRANCHISING


  

Todos os que estão atentos aos noticiários já depararam com algum capítulo da novela Mexicana Maranhense: O MIGUÉ DOS MILHÕES.


Breves questionamentos sobre a novela: 
João disse que não viu, não sabe por onde a grana passou, nem seu paradeiro. Os meninos do José querem a grana de volta, mesmo que parcelada. Pois é. Já parcelaram o que não existe? Ou parcelaram o que existe e ninguém sabe onde está? Ou sabem? Será que vão jogar a culpa em alguém já falecido? O que importa é: no meio dessa discussão entre os de João e os de José está a falta de transparência, que resulta em uma miséria da coisa pública. Os 73 milhões não podem ser esquecidos. O repasse foi uma farsa montada pelo ex-governador? Algo aconteceu e precisa ser esclarecido.

São 73 milhões de reais que estão em disputa entre os de José e os de João. Dezenas de versões já surgiram, textos belíssimos já foram escritos para racionalizar a imoralidade e prova nossa imbecilidade. Fato inequívoco, trata-se de dinheiro público que, tudo indica, não foi contabilizado devidamente - cujo paradeiro ninguém sabe. A isso como já deixa dúvidas se tal repasse existiu realmente. A certeza é somente que o dinheiro público, mais uma vez, não recebeu cuidados republicanos.

Os de José já falaram em CPI etc. e os de João tentam provar sua inocência, seu desconhecimento e uns, pasmem, até insinuaram que o ex-governador Jackson não chegou a repassar tal dinheiro para a Prefeitura, pois afirmaram que o dinheiro não existe. Se não existe os aliados de José estão dizendo que ele não chegou na Prefeitura e, consequentemente, foi o governo estadual que disse mas não fez. Deu para entender? Estão sutilmente querendo incriminar o Dr. Jackson quando dizem que o dinheiro nunca existiu na Prefeitura. O atual mandato do João é uma dádiva do senhor Jackson, logo essa fala é, no mínimo, ingrata!

Porém, isso tudo que parece ser uma ferrenha luta, uma briga etc. não passa de uma dança de acasalamento político. Isso são pressões para seduzir na direção de um acerto, concerto para um conserto de poder intra-oligárquico. José quer se prevenir de brechas que possam surgir, requer participação no comando dessa Prefeitura para não ter sérias ameaça ao que lhe é mais precioso: o Governo do Estado. José já sentiu o quanto é perigo deixar essa Prefeitura cair nas mãos de que tem  realmente potencial de confrontá-lo. Na prefeitura seria um concorrente mais forte e com maior lastro. José não é bobo e nunca dormiu no ponto.

João é cria de José, compadre e nunca fez uma ruptura extrema, nunca chegou nem a encenar ódio aos modos do Ricardo-cunhado. Sabe o peso da rejeição consolidada contra ele, que a máquina da prefeitura não tem o poder de arrasto ilimitado, que precisa de uma facilitação por parte dos Leões e qualquer nome mais jovem que apareça pode atrair votos para forçar um segundo turno, que não lhe é nada favorável. Por isso, João empenha-se em afastar os jovens com potencial eleitoral do páreo. Ao mesmo tempo tenta manter Edivaldinho sob suas asas e empurrar Flávio para um tal de 2014 “certo”. Sendo que o segundo é a sua mais aguda preocupação, pois esse já reúne experiência eleitoral, está melhor posicionado nas pesquisas e já conquistou a confiança de vários setores populares e empresariais. Além de poder mobilizar, em torno de si, a maior fração da oposição ao sarneísmo, ainda encarna mais facilmente a alternância política. Esse pode lhe tirar o controle da Prefeitura e lhe impor uma disputa com Roseana pela única vaga para o Senado, em 2014, sem estar calçado em nenhum dos poderes.

José não tem nenhum nome eleitoralmente viável e, certamente, não quer reviver a saga Jaime Santana, mas tem a fórmula e todos os Leões estaduais e nacionais sob seu mando. Já colocou um vice-seu em um mandato de Jackson e pode reeditar o feito. Deve estar apostando em 2014, sem Flávio na Prefeitura, parai ser mais fácil operar a sucessão da filha. Esse senhor nunca foi de desprezar adesões que sejam úteis aos seus objetivos e a cooptação é técnica de seu pleno conhecimento. Resta-lhe até junho para trazer de volta o compadre ou cooptar um bom nome de outro grupo. Porém, vai fazer o básico para garantir o fundamental para manter seu status político: o governo do estado e a maioria da bancada federal (vagas de senadores e deputados federais). Se João não vier, para punir mais uma ingratidão, José poderá apimentar a novela bem no meio da campanha, mesmo que o adversário de Castelo seja Flávio, pois ainda terá tempo (quatro anos) para pensar como diminuir as potencialidades deste último na sucessão de 2014. Mas já terá minado Castelo como candidato ao Senado.  Não vai querer deixas sua filha sem um mandato.

Muitos dos de João terão que inventar uma boa justificativa se João remediar a situação dos milhões com uma aliança providencial com José. Boa parte desse anti-saneísmo-castelista é castelo de areia ou poeira de obra inacabada. Outra parte segue a fidelidade pessoal (amizade) a João ou são profissionais defendendo seu pão-de-cada-dia no ofício de assessores (nada contra).

Flávio tem o que perder nessa “querela” e é indesejado por ambos. Qualquer abraço vindo dessas partes será igual ao abraço do urso. Melhor é que Flávio trabalhe para que eles se abracem fortemente como no abraço dos afogados.

É visível que, em termos de habite-se de shopping, o papo já demonstra congruência. Coisas que uma boa loja de franchising famosa vai arrumando e apaziguando em prol da união. No mais é poeira barata...

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