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O PAPAI DO CAPITAL


Antes do Cristianismo, bem antes, já existiam comemorações no atual período natalino cristão. Isto é, o dito mundo pagão tinha suas celebrações "natalinas".
O processo civilizador cristão acabou colocando ao mundo o Natal como nascimento do Cristo. Fundando um novo marco temporal, um novo tempo. Porém, a modernidade, a sociedade da mercadoria universalizou o velho culto pagão e confrontou o nascimento de Jesus diante do capitalismo. 
Desde então o enfrentamento é entre Fraternidade, solidariedade, caridade fraterna, desapego material, amor pautado na humildade versus o afeto quantificável, materializado na mercadoria, no ter para poder ser, no crediário, no cartão de crédito, no lucro e na concorrência de mercado.
Papai Noel não representa uma mera sobrevivência dos antigos cultos pagãos, mas a mais avança tecnologia de marketing capitalista. O Gordo bonachão faz caber todos os fetiches da mercadoria em um só saco e pode ser associado a qualquer bandeira de cartão de crédito. Sem nenhum constrangimento é feliz vendendo, anunciando o brilho do consumo sob a oração: Master Visa, Master Dei!
Se tem alguma constribuição valiosa de Marx, outro velho barbudo, é a ironia que fez sobre o fetichismo da mercadoria. O fetichismo da mercadoria é uma das mais dramaticas formas de desumanização, transformar o que há de mais humano, os sentimentos afetivos, em coisa.
Marx e os marxista compreenderam o fetichismo da mercadoria como um tragédia do capitalismo, mas cada vez fica mais evidente que é um drama da humanidade.  

FELIZ NATAL... GRAÇA, LUZ E AMOR A TODOS OS LEITORES...
O GRANDE PRESENTE É TER A CAPACIDADE DE AMAR O PRÓXIMO...ISSO NÃO TEM PREÇO!
OBRIGADO PELAS VISITAS CONSTANTES... OS LEITORES ESTÃO AUMENTANDO!
MINHA GRATIDÃO!

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