quarta-feira, fevereiro 04, 2015

Mais Dilma é 100% mais dependência ao PMDB


O segundo mandato de Dilma é o maior governo que o PMDB já teve. Porque de fato as grandes decisões ficaram agora sob o direcionamento do PMDB. Essa condição ganha maior proporção à medida que o PT definha em termos de articulação e coordenação política. 

Já tinha dito o que significaria essa tal vitória de Dilma, o que significaria para "fazer muito mais" e "mais pela esquerda". A vitória de Dilma foi uma avassaladora vitória do PMDB. O partido tem a Vice-Presidência, Presidência do Senado e a Presidência da Câmara Federal. Além disso, tem uma grande bancada e pode receber adesões e aderir a qualquer bloco partidário, parlamentar e a partidos. Com essa flexibilidade, sem contenções ideológicas e um fortíssimo fisiologismo o PMDB tem conseguido se manter no centro do poder político e na parte frontal do Governo Federal (desde a redemocratização). 

O momento é o momento do PMDB, porque há tempos o PT vem deteriorando ideologicamente e programaticamente. O PT se auto-desautorizou eticamente. Um dos grandes motes da trajetória do PT era a defesa da ética na política, avançou eleitoralmente fazendo sistematicamente denúncias e criticando casos de corrupção. Hoje o PT tem uma progressiva perda de identidade política e de coerência. Tudo que o PT levanta como causa soa falso ou vira figura como incoerente. Não há congruência entre o que os membros do partidos dizem e o que eles fazem. E nisso há uma sequência de ações desastradas. Vide a articulação encabeçada pelo senhor Mercadantes na disputa das Presidências da Câmara Federal e do Senado. O Mercadante simboliza um PT desastrado e sem rumo e o Dirceu simboliza o PT sem densidade moral, sem congruência e nivelado ao que há de pior da direita. 

O PT hoje é um partido nitidamente sem coordenação e agindo equivocadamente. Diante disso e do descontrole desse Governo Dilma, já fica difícil saber o que é o pior e com a certeza de que tudo pode piorar. Assim, ironicamente, começamos a depender do PMDB. Qualquer mudança e reforma política vai depender do humor do PMDB de emplacar ou não algum grau de interesse público e vontade geral no fazer dessa legislatura.  

Ontem (03/02/2015), durante a votação da admissibilidade da PEC 352/13, na Câmara Federal, ficou bem nítida dependência que estamos do humor político do PMDB e do total descaminho do PT. A admissibilidade passou e abriu caminho para a Reforma Política. O PT fracassadamente tentou obstruir e confundir o que votar no conteúdo e o que é admissão da pertinência de debater a matéria. Lamentável. 

No primeiro governo de Dilma foi Lula que elegeu um poste. Agora no segundo governo de Dilma foi o povo que elegeu um marqueteiro para a Presidência da República. Já é mais que nítido o despreparo de Dilma para a condição de Presidente. Essa sua falta de competência administrativa data da sua época de ministra e presidente do conselho da Petrobrás. O país chegou a uma situação crítica em termos de desequilíbrio das contas públicas, inflação saindo do controle e com uma carga tributária abusiva.  Basta uma questão simples: para que serviu o Programa de Aceleração do Crescimento? O que foi acelerado e o que cresceu? 

Quem diria... que a opção criada pelo pelo PT seria torcer por uma melhora do PMDB. 




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