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Êxodo "roliudiano"

Tentei não dizer nada sobre o filme Êxodo...mas, é óbvio, não consegui..kkk. Começo avisando que sou cristão católico e creio em Deus. Mas Moisés é tipicamente uma figura teológica, isto é, precisa ser vista e compreendida pela fé na grandeza divina. Aí cabe a exegese feita por Maquiavel que ressaltou o fato de Moisés falar com Deus e logo descartou como personagem passível de análise histórica. Sábio Maquiavel (que também era um crente). Sobre algumas curiosidades do filme: Primeiro, não existe em nenhum monumento e documento egípcio encontrado até hoje qualquer referência a Moisés, certamente o seu nome egípcio nunca foi Moisés ou ele é uma figura heroica incorporada ao contexto do Êxodo posteriormente pela tradição oral de forma unificada de vários narrativas e epopeias sobre o Êxodo. Segundo, sobre o Êxodo existem registros fora da bíblia e os próprios egípcios fizeram registros de utilização de escravos de origem asiática em construções.  Mas as construções não foram feitas só com trabalho escravo, existia o trabalho assalariado no Egito. O Êxodo é totalmente improvável no período Ramsés II, cujo reinado é bem posterior. Da mesma forma Moisés não sai e nem volta com Ramsés no poder. A numerologia tem um significado na Torá. Por isso, cabe lembrar que Moisés sai do Egito com 40 anos, 40 anos depois tem um encontro com Deus e lidera os judeus pelo deserto com 80 anos. Seu auxiliar nada menos que seu irmão mais velho. Pois é, esse senhor de 80 anos sobe montes etc. Como bem disse Maquiavel... "ele falava com Deus". Terceiro, Deus aparece como criança carrancuda e caprichosa, novidade de Hollywood. Mas o filme tem duas das coisas mais fascinantes do cinema: entretenimento e  fantasia. 

Faraó provável na época do Êxodo: Amenhotep II.
Faraó mais provável na época da saída de Moisés do Egito (exílio): final do mando de Hatshepsut, antes de Tutmés III assumir sozinho o poder. 

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