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O PSB pode sucumbir ao canto do PSDB

Em post do dia 30/07/2014 (  ) falei que Eduardo Campos como cabeça de chapa e Marina como vice era vantajoso para o PT e para o PSDB. Além disso, afirmei que as chances de um segundo turno aumentaria se Campos declinasse da candidatura dele a favor dela. 

Todo mundo sabe que Aécio só conseguiu o segundo lugar na disputa quando a candidatura de Marina à Presidência foi freada com o indeferimento do pedido de criação do partido Rede.  

Marina, nas pesquisas anteriores à definição das candidaturas, aparecia nas pesquisas de intenção de voto com ampla vantagem à frente de Aécio e do próprio Campos.  

A a chave da questão agora é o atual presidente do PSB que pode inclinar o partido totalmente para o PSDB ou para o PT. Os laços e acertos com o PSDB, principalmente em São Paulo, são grandes. E o atual presidente não era favorável ao nome de Marina como vice. Em recente declaração Marina disse que não vai apoiar Aécio em casa de segundo turno.Tudo somado fica o atual presidente com a chave para apostar em uma vitória do partido com Marina no segundo turno ou aderir ao projeto de PSDB e ficar na expectativa de atuar como o PMDB em um governo do PSDB. 

Para atender o PSDB o que não falta ao presidente do PSB é opções de manobra. Pode, por exemplo, provocar um desentendimento interno e retirar a candidatura do partido por falta de consenso no interior da coligação; ou, por votação interna na coligação, fazer a maioria rejeitar o nome de Marina; podendo também, através de vários partidos da coligação imporem exigências que faça Marina desistir e ser substituía por um nome que não atrapalhe a candidatura do PSDB, uma espécie de candidato laranja. 

Para atender ao PT e voltar à condição de satélite desfrutando de um ministério, basta fazer essa última manobra e lançar alguém só como laranja. Hoje no final d atarde já plantaram no Estadão o nome de Erundina. No entanto, esse caminho terá consequências danosas para a legenda que perderia muito em credibilidade e, certamente, impactaria seu crescimento em ascensão.  

A tese de um plebiscito logo no primeiro turno não apresenta nada de consistente, porque sem mais um candidato de peso e que oxigene a disputa, não vai ter segundo turno. Dilma tem uma alta rejeição, mas os índices de voto dos atuais competidores são baixos, favorecendo a reeleição da presidente. 

A não existência de um segundo turno significa eliminar de vez, nesse pleito, o debate em torno de questões sérias e de alto significado nacional, como a saúde, a segurança, a educação, os transporte e as delicadas reformas política e tributária. 

Resta esperar e torcer para que surja, contrariando o curso das desgraças, um alto de realmente favorável à qualificação da política brasileira.  

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