sábado, julho 26, 2014

O César: Planeta dos Macacos, moral e eficácia


Ontem fui ver o Planeta dos macacos (confronto). Eis que o César diz para o humano bom: "Macacos começaram guerra etc." Sabe.. na minha ingênua observação que começou a guerra foram os humanos, pois já tinham invadido uma área dos macacos e ferido um dos seus membros. Além disso, estavam decididos a tomar a barragem de qualquer jeito e, para chegarem ao seu objetivos foram se armar. Iam fazer um ataque dentro da área residencial dos macacos, o que resultaria em uma luta de lanças contra fuzis, metralhadoras e bombas. 
Mas o perverso Kobo constatou plano dos humanos, percebeu que com energia eles teriam muito mais recursos e força, descobriu o potencial destrutivo de suas armas e tirou do inimigo o fator surpresa. Isto é, Kobo teve a coragem de buscar se defender... Porém, Kobo tinha, além disso, a ambição de ser o chefe, mandar nos demais e para arregimentar seu grupo atirou no líder e provocou um incêndio. Por tudo isso Kobo foi para o lugar maldito dos vilões. Mas tirando Kobo da história o mais provável é que a macacada seria extinta ou escravizada novamente. 
O César macaco, em outra cena, disse ao seu filho: "descobri que somos muito parecidos (humanos e macacos)". Kobo, o vilão, durante anos de jaula e sofrimento, sabia o que os humanos eram capazes em termos de maldade e, com eles, aprendeu a ser mal do mesmo modo. Isto é, Kobo compreendeu e incorporou essa condição de parecidos ao humanos pela maldade. Essas questões, do ponto de vista histórico, podem sofrer diversos enquadramentos morais, mudando o ângulo e o ponto de observação. No mais, é ideologia (performance de linguagem: discurso, carregado de interesses). 

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