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Greve dos professores da rede municipal de São Luís e a explícita arrogância como resposta "administrativa"


Tenho acompanhado pelos noticiários e in loco a greve dos professores municipais de São Luís. 

Antes de tudo é preciso ter discernimento e saber distinguir, nas devidas proporções, agitadores profissionais, aproveitadores, ações partidárias e causas/reivindicações legítimas. 

Quem não sabe distinguir ativista orgânico, sujeito-direto de um interesse político e um aproveitador tentando barganhar dividendos parasitando situações políticas legítimas em proveito próprio? O que foi constatado, in loco, nas proximidades da Câmara Municipal: mulheres formavam a maior parte do grupo de docentes presente no local.  Na realidade estavam presentes  inúmeras mulheres, trabalhadoras, mães e merecedoras de respeito.  

O Editorial do JP "Por Exigir com J" (24 de junho de 2014) reproduzido por diversos blogues do soldo pardo, é uma um peça de perversidade e de racionalização da incompetência administrativa. Perversidade por tentar humilhar e achincalhar uma categoria já totalmente desprestigiada e injustiçada, mesmo exercendo um ofício tão fundamental: a Educação. 

Imaginem se o PJ fosse jogado no lixo, se a sua história os serviços prestados ao longo dos anos fossem diminuídos por erros ortográficos etc. contidos em duas ou em três de suas páginas.  Verdadeira estranheza e incoerência com a história de apoio à causa dos injustiçados. Esse JP não lembra o JP de Zé Bogéa (homem combativo, digno de respeito), nem o que conta como sendo sua própria história: 
"Em 29 de maio de 1951, o Jornal Pequeno foi lançado em São Luís pelo jornalista José de Ribamar Bogéa, num momento em que todos os órgãos de imprensa do Estado, de uma forma ou de outra, achavam-se vinculados a grupos ou partidos políticos".

O outro lado, a parte oculta da lua (desse editorial), está a atual gestão municipal, que sempre tenta achar um culpado nas suas sucessivas e fracassadas tentativas de cobrir a cabeça com uma peneira para evitar a luz do sol. Essa gestão é ruim, em diversos aspectos, mas agora começa a assumir a irresponsabilidade política. 

Esse ataque às professoras e professores da rede municipal, bravas e bravos trabalhadores é o mais perfeito ato de despreparo administrativo. Isso não é gestão de gestão pública, mas de humilhação e ridicularização de profissionais honrados. 

Responsabilidade pública e respeito seria apresentar, ao invés de tentar ridicularizar os docentes municipais, uma proposta capaz de equacionar os interesses. Interesses sim, política é e sempre foi espaço de interesses. O espaço político foi criado para equacionar interesses e estabelecer a primazia do interesse público. O editorial é uma bem montada afirmação de desconhecimento do que é Política. O trecho seguinte serve bem como ilustração: "que interesses políticos governem seus movimentos". Absurdo! 

Essa "mudança holandina" está sobrecarregada de pessoas que conhecem a educação muito bem como negócio, como lucro e local de promoção, mas que não a tem como valor, como direito e bem público. A que interesse serve o chefe do Executivo que buscar ridicularizar todo o corpo docente do ensino público? Ao G! O G da ganância do negócio do ensino privado. Eles conhecem bem essa área. 

Esse 'gestor" municipal está demonstrando densa incapacidade de equilibrar a ética da responsabilidade com a ética do compromisso. Não existe nada aí de mudança para melhor. É mesmo teor, eco e grito do velho do atraso.  O que já é visível nessa anunciada "mudança" é a silhueta de um mal pior em termos de intolerância, autoritarismo e arrogância. 

Professores (as), guardem isso: "Exigindo com J não vão conseguir absolutamente nada, nem ensinar seus alunos." (Editorial JP). Vocês não podem esquecer isso.

A cobrança por essa ortografia deve recair sobre o dirigente do sindicato que recebeu esse material, depois sobre o dono da gráfica. Professores não fizeram a editoração do material. Tudo isso cheira coisa sórdida. Se existem deficiências de formação e qualificação profissional a resposta tem que ser com programas e projetos de qualificação para sanar isso.  

Ficar se ancorando no antagonismo Sarney/Oposição para desqualificar a reivindicação dos professores é débil e ridícula. Tentar encobrir a incapacidade de gerenciar a crise orçamentária do município culpando a Lei de Responsabilidade Fiscal é uma vergonha. Como alguém pleiteia ser chefe do Executivo desconhecendo orçamento? Não sabia das dificuldades? Por que não se candidatou a prefeito do Jardim do Éden? Só no paraíso tudo está arrumadinho e pronto eternamente (para quem acredita). 

O engraçado é que agora a herança maldita deixada por João Castelo sumiu, não foi usada em nenhum parte do Editorial. O que houve? Castelo fez uma boa gestão e deixou as contas arrumadinhas? 

Não bastando ocultar os descaminhos da gestão anterior, culpar a lei de responsabilidade fiscal e o pacto federativo, o espírito da mudança  grafou: "neste grave momento de dificuldades econômicas e financeiras do país e que afeta principalmente a municipalidade."  (sublinhamos). 

Absurdo. Nem os mais radicais da direita e da oposição à Dilma ousaram afirmar isso. Dilma, eis os teus aliados!!!! 


Povo do Maranhão, Sarney já não é. A questão é qual mão cairá sobre nossas liberdades. Preocupante. estamos em um grave momento de dificuldades, mas de ordem Política. 



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