Pular para o conteúdo principal

Mães, os dias e a nossa Mãe



Todas as Mães são grandiosas... mas a nossa, queremos sempre, que seja a maior. Mãe é uma criação social tanto quanto nossa humanidade. Algumas mulheres engravidam, parem, mas não conseguem incorporar e a crer nos valores que movem essa condição. Pecado, loucura, crime? Não.

Algumas mulheres não conseguem. Elas só não conseguiram se guiar para essa tarefa, visando assumir uma condição reconhecida socialmente em um dado tempo. E isso só as deixa diferente na perspectiva social e cultural, que sempre estabelece para si referências norteadoras. Nada mais. Só que a sociedade enquanto uma forma de partilhar certos elementos culturais hegemônicos, reage. Mas quem não consegue ser mãe continua prenhe de valor em tantos outros aspectos, no seu valor de mulher e pessoa. Tantas outras mulheres nunca engravidaram e não pariram, biologicamente, porém, são mães integrais, não de uma família, mas de uma comunidade inteira. Mães que são inomináveis em intensidade.

O ethos materno vai na direção de inúmeros significados e tem uma intensa carga simbólica. O seu espectro afetivo e moral é o mais denso dentro da nossa sociedade, porque acreditamos que ele seja síntese de todas as formas mais intensas e puras do que acreditamos ser Amor. 

Eu sempre tive Mãe. E isso foi um ganho de vida, ainda mais que só tive ela como amparo, proteção e orientação. Hoje minha Mãe reside no azul... onde nossa compreensão material ainda não chega, nem temos qualquer força de percepção e apreensão significativa, apesar de se tratar de uma realidade também física e viva. 

Mas quero deixar meus votos de força e carinho aos que nunca tiveram Mãe, em nenhuma das variáveis já vistas de expressão de maternidade. Meu abraço e meu pedido de perdão por ter tido algo tão especial que a vocês foi, desde sempre, negado. 

Feliz  Dia das Mães! 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AÇÃO DIRETA E LEGÍTIMA DEFESA PACÍFICA

Green Politics must become the Politics of the Regions – all the Regions, from the celestial to the subterranean. Let the next Gathering of the Greens conduct all its business in poetry. This will foreshadow the day when America will be Green. Even better, the day when for a small fee we do an international name exchange and America becomes a large frozen island, while Green Land extends from sea to shining sea. The day when Green Politics rules. The day when the President pantomimes the Inaugural Address and sings the State of the Union in falsetto. The day when the Supreme Court sits naked in powdered wigs and hands down rulings in Pig Latin. The day when the Congress throws a multi-party and dances all the Laws out of existence.(Trecho do The Surre(gion)alist Manifesto , John P. Clark)
É preciso ultrapassar as formas mórbidas e dilacerantes da política atual. Não adianta só as contestações, enquanto persistir seus mecanismos genocidas e desumanizantes é necessário agir diretamente s…

Governo de Flávio Dino rumo ao último biênio

Tive uma educação libertária, isso já é suficiente para não adorar ídolos, heróis e nem acreditar na doutrina da "vanguarda revolucionária", o que entraria em conflito direto com as percepções e entendimentos que tenho sobre o que é História. Logo não tenho vocação a discípulo, a servo, a escravo e nem a puxa-saco ou lacaio. Minha torcida é cívica e republicana pelo governo, pela governabilidade e governança que, cumprindo os parâmetros de governo da lei, responda às necessidades do povo e aos negócios públicos com responsabilidade, competência e publicidade.
Em democracia a crítica e a contestação são direitos do cidadãos não é uma dádiva do governante. A contestação e o reclame não precisa de um aceite prévio ou concessão do ocupante do poder. Assim, a esfera da democracia guarda tensões e um certo nível de dissenso. A discordância não precisa estar fundamentada ela é. Isso difere de acusações em atos e procedimentos que configurem como crimes. A crítica, longe de ser uma …

Ação Penal 470 - Filhos do Brasil

                                         Por  Washington Ribeiro Viégas Netto*

"Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio. Um dia, um feio inventou a moda, e toda a roda amou o feio". Zeca Baleiro.

Tenho acompanhado com especial atenção o julgamento do mensalão pela nossa mais alta corte de justiça, o STF. Penso que o resultado ali proclamado nos dará uma medida atual do quanto já nos distanciamos da pecha “república de bananas”; forma de governo que ainda persiste em países destas latitudes. No decorrer de todos esses anos em que tramita o processo, tem sido uma rara oportunidade de o Brasil reafirmar a força e solidez de suas instituições, soberanamente constituídas, quando confrontadas com um, ao que tudo parece, projeto de poder que, por meio de um conhecido método de aparelhamento estatal, tentou um processo de clivagem dessas mesmas instituições. Porém, antes mesmo de iniciado o julgamento, acredito que o saldo é favorável ao Brasil. O Supremo é composto d…