Pular para o conteúdo principal

Protestos e os infiltrados


Não vejo como desassociar algumas ações de "manifestantes" com o desejo dos donos do poder. Trata-se do desejo dos governantes de esvaziarem e até mesmo anularem as manifestações. 
Existe a tal estratégia black bloc, mas vejo como desconfiança certas ações, pois sinto que, no meio das pessoas politicamente focadas (black bloc ou não), estão infiltrados aliados dos poderosos para produzirem desgaste nos protestos. Agem como aproveitadores para eclipsar a legitimidade dos protestos. 
As ações dos infiltrados possuem o propósito único de tumultuar para esvaziar. Os que estão no poder sabem do potencial de crescimento e alastramento dessas manifestações. O que é melhor se não for possível impedir totalmente? Reduzir, isolar e criminalizar. 
Em todo o país há segmentos extremamente descontentes com os serviços básicos, com o desperdício de dinheiro público. Muitos querem protestar contra os governantes, mas vão ficando em casa por conta dos confrontos com a polícia. 
Quem gosta disso? Os que não querem protestos. A turma de Brasília e os governos estaduais não querem que os movimentos cresçam. Eis o serviço das militâncias governistas infiltradas. Tudo leva a crer que são eles os maiores promotores e beneficiados dessa suposta "radicalidade".
É.. Os grupos que verdadeiramente estão engajados, focados no interesse público, estão deixando, sem perceberem, os infiltrados destruírem a oportunidade da crítica e a força da contestação política das passeatas, produzindo uma adesão alienada ao sistema, ao recuperar para os poderosos os motes de legitimação para o uso da força. Tudo o que eles querem é isso. 
O que os poderosos têm como argumento para a situação da saúde, da segurança pública, do transporte etc. ? Nada! É preciso bloquear o mal que pega carona! Essa deve ser a estratégia. Os que estão no poder precisam prestar conta de tato descaso e desvios dos recursos públicos. 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

AÇÃO DIRETA E LEGÍTIMA DEFESA PACÍFICA

Green Politics must become the Politics of the Regions – all the Regions, from the celestial to the subterranean. Let the next Gathering of the Greens conduct all its business in poetry. This will foreshadow the day when America will be Green. Even better, the day when for a small fee we do an international name exchange and America becomes a large frozen island, while Green Land extends from sea to shining sea. The day when Green Politics rules. The day when the President pantomimes the Inaugural Address and sings the State of the Union in falsetto. The day when the Supreme Court sits naked in powdered wigs and hands down rulings in Pig Latin. The day when the Congress throws a multi-party and dances all the Laws out of existence.(Trecho do The Surre(gion)alist Manifesto , John P. Clark)
É preciso ultrapassar as formas mórbidas e dilacerantes da política atual. Não adianta só as contestações, enquanto persistir seus mecanismos genocidas e desumanizantes é necessário agir diretamente s…

Governo de Flávio Dino rumo ao último biênio

Tive uma educação libertária, isso já é suficiente para não adorar ídolos, heróis e nem acreditar na doutrina da "vanguarda revolucionária", o que entraria em conflito direto com as percepções e entendimentos que tenho sobre o que é História. Logo não tenho vocação a discípulo, a servo, a escravo e nem a puxa-saco ou lacaio. Minha torcida é cívica e republicana pelo governo, pela governabilidade e governança que, cumprindo os parâmetros de governo da lei, responda às necessidades do povo e aos negócios públicos com responsabilidade, competência e publicidade.
Em democracia a crítica e a contestação são direitos do cidadãos não é uma dádiva do governante. A contestação e o reclame não precisa de um aceite prévio ou concessão do ocupante do poder. Assim, a esfera da democracia guarda tensões e um certo nível de dissenso. A discordância não precisa estar fundamentada ela é. Isso difere de acusações em atos e procedimentos que configurem como crimes. A crítica, longe de ser uma …

Ação Penal 470 - Filhos do Brasil

                                         Por  Washington Ribeiro Viégas Netto*

"Quando o homem inventou a roda, logo Deus inventou o freio. Um dia, um feio inventou a moda, e toda a roda amou o feio". Zeca Baleiro.

Tenho acompanhado com especial atenção o julgamento do mensalão pela nossa mais alta corte de justiça, o STF. Penso que o resultado ali proclamado nos dará uma medida atual do quanto já nos distanciamos da pecha “república de bananas”; forma de governo que ainda persiste em países destas latitudes. No decorrer de todos esses anos em que tramita o processo, tem sido uma rara oportunidade de o Brasil reafirmar a força e solidez de suas instituições, soberanamente constituídas, quando confrontadas com um, ao que tudo parece, projeto de poder que, por meio de um conhecido método de aparelhamento estatal, tentou um processo de clivagem dessas mesmas instituições. Porém, antes mesmo de iniciado o julgamento, acredito que o saldo é favorável ao Brasil. O Supremo é composto d…