sexta-feira, novembro 11, 2011

SER ANTI-SARNEY NÃO É ATESTADO DE IDONEIDADE MORAL NEM DE COMPETÊNCIA



Algumas carreiras políticas no Maranhão são mantidas graças ao manto sagrado do anti-saneísmo. Por conta disso, muitos são os que se sentem desobrigados de defender qualquer outra causa, de ter projetos ou princípios. O anti-sarneísmo é posto como recurso de uma autolegitimação e unção de imunidade. Esses seres "especiais" não precisariam fazer mais  nada (pensam eles), já que tudo é explicado e justificado a partir desse ofício de ser anti-Sarney. 

Poucos tiveram a coragem, até agora, de dizer que anti-sarneísmo não é suficiente para tornar alguém politicamente melhor que os Sarney. Além disso, ser anti-Sarney não é garantia de idoneidade moral, nem de competência. O que tem esse anti de próprio e particular? Qual seu conteúdo? Esse anti tem sido não mais que marketing pessoal de alguns indivíduos. Ser anti fica desobrigado de responsabilidades, deveres? Não responde por seus atos? 

O anti-sarneísmo é, em boa parte, somente o outro lado do sarneísmo, não é contestação autêntica e tão pouco sua superação, mas sua perpetuação pelo avesso. Não chega nem a ser alteridade. Na verdade, esse tipo anti por ofício é organicamente modelado pelo próprio sarneísmo. Isto é, não passa de produto puro e completo do mandonismo sarneísta. O "anti" carrega a mesma cultura mandonista e reproduz todos os vícios do personalismo, patrimonialismo, nepotismo e clientelismo tal qual o que diz combater. Está aprisionado ao mesmo contexto e à mesmíssima dinâmica. 

Porém, esse "anti" tem um lado bem pior, bem mais obscuro. O anti-sarneísmo de ofício vende a ilusão que é diferente e não aceita a existência do contraditório. No seu exercício de intolerância... supera até a matriz (ou a matrix). 

Alguns senhores espertos, na condição de anti-sarneístas,  encontram a facilidade necessária para esconderem incompetência, inoperância e ausência de projeto. É o doce conforto de só fazer ataques, mas sem apresentar serviços e proposições. Esses indivíduos viciosos, encapados de anti-sarneísmo, concorrem para deter o aperfeiçoamento da fórmula "romana", criada pelos Sarney: Circo e Circo, pão jamais! 

O que será dessa espécie "política" quando o senador Sarney sair de cena? Será que vão criar assombrações? Vão sobreviver inventando histórias de visagens ou aparições fantasmagóricas? Teorias conspiratórias? 

É bastante agudo e visível o estreitamento político no espaço político maranhense contemporâneo. Para iniciar a carreira “política” ou o indivíduo vai apresentar sua lealdade e fidelidade ao chefão ou corre para debaixo do manto do anti. Em ambos os casos, fica a desobrigação de qualquer outra qualificação. É a vida fácil! Isso é fazer política na sua  total potencialidade ou é aderir à mediocridade da servidão voluntária?

Isso não é tudo, o problema está ficando pior (isso fica para o próximo post) 

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