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GRANDEZAS INVERSAMENTE PROPORCIONAIS


“Duas grandezas são inversamente proporcionais quando, aumentando uma delas, a outra diminui na mesma proporção, ou, diminuindo uma delas, a outra aumenta na mesma proporção. Se duas grandezas X e Y são inversamente proporcionais, os números que expressam essas grandezas variam na razão inversa, isto é, existe uma constante K tal que: X · Y = K”

Assim pode ser ilustrada a mentalidade fossilizada dos que controlam o governo estadual. Nítido esgotamento, não só pela caduquice da longevidade da ocupação do cargo, mas também pelo esvaziamento propositivo e total perda de referência de causa pública. Ferindo a coisa pública com casuísmos arrogantes e prepotentes. 

Completo já é o abandono da “liturgia do cargo”, além do patrimonialismo privatista à frente dos negócios públicos.  

O descaso com a construção dos  72 hospitais é inversamente proporcional ao compromisso com a construção do molhe da Ponta D’Areia ou o Espigão da Rainha (que está sendo construído de forma acelerada).

Assim, sem cerimônias, coloca-se prioridade pública, o interesse geral como grandeza inversamente proporcional ao interesse particular. Verdadeira celebração de privilégios para uns e inferiorização para outros. 


Vivemos o horror de uma mescla de sociedade de castas e estamental (na perspectiva de M. Weber). Eles podem tudo (imunes).



Na versão propagandeira eleitoral, o governo, não-eleito, prometeu construir 72 hospitais até o final de 2010. Além disso, no horário eleitoral, eram exibidas maquetes digitais de obras que pareciam ter saído de filmes de ficção. Cadê essas obras?

No Maranhão real acontecem fenômenos diferentes: péssimos índices de qualidade de vida. Sobram pobrezas. Todos os tipos de miséria e atraso são mantidos ou acrescidos. Essa realidade é inversamente proporcional ao esplendor da vida do grupo que governa.  

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