domingo, março 13, 2011

OS DE DIREITO

Nesse ambiente de farta riqueza fácil, trabalhar e viver exclusivamente do fruto do seu esforço é exceção. Onde impera o enriquecimento  repentino, sem capital produtivo, torna-se uma ilegalidade viver de forma honesta. 
Buscar dar um caráter de ilegalidade ao movimento dos professores demonstra uma inversão de valores, porque aprofunda a insignificância do valor trabalho, honestidade, do valor direito, do valor educação e do valor liberdade.


Os professores na ponta, dentre as categorias que vivem honestamente do seu trabalho. Na verdade são bons exemplos de sobrevivência. Pois, apesar da baixíssima remuneração, ainda demonstram dignidade dia pós dia. 


Tentar pôr no descrédito ou na ilegalidade ações legítimas de defesa de cidadania, de garantias profissionais e de liberdade de manifestação é uma atitude vergonhosa.


Esses governantes agem dizendo que estão defendendo a ordem, mas eles figuram em primeiro grau como inimigos da coisa pública, pois estão sob suspeitas de falta de honestidade, legitimidade e probidade.
Para esse tipo de governantes, o legal é agir e viver com fortunas conquistadas sem trabalho. O ato de viver do trabalho só poder ser uma ilegalidade para eles.


Professor trabalha e ganha pouco, quando reivindica é execrado, desqualificado e, não raro, posto na ilegalidade. Esse é o valor atribuído à educação e aos seus profissionais.


Em pleno século XXI ainda estamos mendigando estatutos e marcos legais para uma atividade essencial para promover desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida. 
Valorizar a educação sem pão digno para quem trabalha?

Um comentário:

  1. Sempre candidatos , na época das eleições , referem-se à educação. Virou banalidade.

    Após o pleito pouco se fala e deixam o tema importante para segundo plano.

    Temos três pilares para alvancar a educação pública: o aumento para os docentes com o outro turno para estudos, a implementação do ensino aplicando a teoria crítica e pós crítica e o treinamnto de todos os membros da Escola desde Diretores, coordenados e os próprios docentes por Inspetores Federais , contratados pelo MEC.
    Caso contrário a Escola Pública é mera reprodutora das desigualdades sociais

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