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OPERÁRIOS DO NADA

As inúmeras câmaras de vereadores no Brasil refletem a grandeza da nossa inexpressividade política. Do nosso nada. Não somos politicamente expressivos, somos meio-cidadãos em participação. Isso possibilita que milhares de vereadores sejam puros operários do nada. Portanto, isso tem nossa parcela de culpa.


Os gastos com esses indivíduos são volumosos e compõe a carga tributária que arrastamos. Com a multiplicação irresponsável de municípios, os custos só aumentam e os resultados são cada vez mais pífios, com sucessivos escândalos de desvios de recursos públicos.  Em nada melhoram as condições de vida dos cidadãos. Será justo sustentar por quatro anos um inútil, de nada fazer e de nada significar para o bem comum?


Os gastos são altos com um único vereador, particularmente se comparados aos resultados produzidos em prol do interesse público e em defesa da coisa pública. Há uma enorme diferença entre custo e benefício.

Cidades de 10 mil eleitores com 09 vagas de vereador é um desperdício de recursos públicos. Um parlamentar municipal, em geral, serve para servir ao executivo ou para fazer “oposição” a esse.

Ambas as atitudes têm sido de baixíssima qualidade: a primeira, por ser vergonhosamente servil, além de distorcida e irresponsável. A segunda, na maioria dos casos, é mero casuísmo, não consegue ser propositiva e vive exclusivamente de denúncias derivadas da investigação da imprensa. Quando não há escândalos, não fazem nada. Cabe rever a competência parlamentar do vereador.

Reforma política séria diminuiria o número de vereadores. Nas cidades com menos de 40 mil eleitores não deveria ter mais de sete vereadores. As cidades com menos de 10 mil eleitores deveria ter, no máximo, cinco vereadores e não deveria ter remuneração pelo exercício do cargo. Os mandatos seriam pelo desejo de servir à coletividade, um verdadeiro servir público.

Todo parlamentar deveria ser obrigado, por lei, a fazer prestação de contas. Apresentar, no final do mandato, um relatório de suas atividades. Os que tivessem menos de 60% de participação/presença ficariam inelegíveis e sem direito a recurso.

O senhor Pereirinha, presidente da Câmara Municipal de São Luís, o sexagenário – assim estava escrito nas camisetas distribuídas no seu aniversário -  teve empenho total para
Exigir do IBGE que apresentasse a população de São Luís com mais de 01 milhão de habitantes, o famoso golpe do milhão. Para quê? Para aumentar o número de vagas na Câmara Municipal.


Qual o empenho da Câmara para cobrar maior empenho do prefeito? O que estão fazendo contra esse descaso em que se encontra São Luís?

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