terça-feira, dezembro 07, 2010

FATOS PONTUADOS


PROMESSA PÚBLICA É DÍVIDA COM O PÚBLICO – Senhora Governadora Roseana prometeu construir 72 hospitais até o final desse ano. Ninguém vai comprar legalmente isso? Trata-se de uma promessa pública! Quando ela disse que ia construir até o final do ano, estava e devia estar falando enquanto Governadora. Pois um candidato não pode construir. Como o mandato só começa em janeiro, não poderia ser promessa de campanha da candidata, mas da governadora. É ato impossível um candidato realizar obras públicas antes das eleições e antes de assumir o cargo, que só ocorrerá no ano seguinte. Portanto, foi a Governadora que fez uma promessa pública e deve prestar conta publicamente da realização ou não de tal promessa. O melhor Governo da vida dela (mas não vai ser de nossas vidas).

NENHUM CENTAVO – Lula onipotente disse que não cortará nenhum centavo do PAC, ora o PAC já é um imenso corte, mais da metade está virando obras inacabadas, bem reprise do que ocorreu no final da Ditadura Militar. O outro detalhe é que ele ainda não percebeu que acabou, que fora da Presidência não vai ter mais como exercer as funções de Presidente. É preciso acordar para a forma impessoal do poder da Presidência. Em final de mandato, todos encontram um motivo para não obedecer. Presidente, o mandato acabou!

A MORTE DA ILHA REBELDE – Castelo como prefeito de São Luís soa com vingança das forças reacionárias. Logo ele que oprimiu as frações que representavam a rebeldia da ILHA. Castelo prefeito de São Luís simboliza o enterro da ilha literária, politizada e crítica. É a própria feiúra que passou a imperar na cidade, que perdeu sua face, sitiada por um mar de gente destroçada pela miséria! Eis a massa sobre a qual foi moldada a morte da Ilha Política, Atenas Brasileira. O cartão postal fúnebre é a Biblioteca Benedito Leite fechada e em ruína.

São Luís carece de uma intervenção urbanística maciça, precisa criar novos espaços de circulação, lazer e vivência pública. A cidade precisa de novos marcos arquitetônicos e culturais, o que não implica abandono do que existe, pelo contrário, fortalecê-los em um outro patamar. Castelo é o estereótipo do político tradicional mandão, cheio de falatório e performance exótica, que desdenha do conhecimento e da razão. Quem contribuiu para matar a Ilha Rebelde? Jackson Lago! Ele foi o que mais barganhou com essa ideologia e também foi o que deu o golpe mais mortal sobre ela.

Jackson ajudou decisivamente Castelo a se eleger prefeito de São Luís. Com isso, não só absolveu o maior ícone da anti-rebeldia, mas ajudou decisivamente o sarneísmo a consolidar o ideário do homogêneo e do indistinto. Isto é, todos são iguais. O que resulta na seguinte questão prática: para que recusar os Sarney se todos são iguais?

Castelo, para completar a obra de matar a Ilha Rebelde, agiu de forma decisiva para Roseana ser bem votada em São Luís e evitar o segundo turno na eleição de 2010. Garantindo a vitória para Roseana. Com isso hegemonizou o modelo do atraso, anti-progressiSta, anti-esquerda, anti-republicano e anti-democrático. Tudo que a Ilha Rebelde sempre detestou. Castelo/Roseana vão fortalecer o clientelismo, o patrimonialismo, o nepotismo, o filhotismo, o clã familiar e a anti-meritocracia.

OS MORROS E OS BOBOS – Passado o calor do entusiasmo, da esperança de ver os governantes agirem em prol da segurança e do bem estar coletivo, vem o frio crítico racional. Cadê aquelas levas de marginais armados que foram filmados fugindo ou andando em fila indiana pelas favelas antes do “cerco”?

Olhando em detalhes e através das reportagens recentes, nota-se que é preciso investigar o “cerco”. Saber como tantos bandidos desapareceram e quase ninguém foi preso ou morto. Já são visíveis as falhas, que nada mais foram que facilitações cúmplices com o crime. Colocar as Forças Armadas dentro de uma armação dessa precisa ser repensado, ou colocar as Forças Aramadas á frente e no controle, pois senão vai servir de tola diante o esquemático sistema infiltrado na polícia carioca que tem ligações com o crime.

“O cerco” não foi um cerco diversas rotas e vias de fuga foram deixadas sem vigilância e controle, parte de mata e até pedreiras. Galerias ficaram livres para a circulação dos bandidos e inúmeros moradores já denunciaram que propina.

Vejamos: como o serviço de inteligência não sabia que lá houve obras do PAC, que se tratava de galerias, os acessos das mesmas e suas dimensões? Por que as pedreiras e tantos outros pontos não vigiados? Por que os helicópteros não continuaram filmando a rota e deslocamento dos bandidos? Por não se efetivou logo a ação de subida e durante o dia? Quem ordenou o adiamento? A noite foi usada para facilitar as fugas? Cadê as correntes de ouro que os bandidos usavam? Cadê a grana da comercialização da droga? Cadê a droga? Só tinha maconha lá? Por que não estão utilizando cães farejadores? O Governo fez acordo com os bandidos? Quem inventou que tem anunciar para o bandido a hora que vai ocorrer o ataque e o equipamento que vai ser usado? Nós não merecemos o papel de bobo em período natalino.

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