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Comendas do comendador



E assim os dias passam... O nome crise já está ficando desgastado etc. Mas também muitos políticos estão desgastados, com suas imagens para lá de ridicularizadas na internet (blogs, e-mails, etc.), nos jornais e nas televisões. O resultado de algumas vitórias pessoais pode se revelar um peso negativo ao desempenho eleitoral da candidatura governista à Presidência da República.
A última pesquisa Datafolha mostra uma Dilma “estável” e um Serra que se mantém bem a ponta nos colégios eleitorais de maior volume. Em São Paulo a diferença serrana chega a 40 pontos em relação à Dilma. Se aumentar sua diferença no Rio e em Minas o tucano só vai precisar permanecer próximo aos índices atuais no norte, nordeste e centro-oeste que será o próximo presidente. Chances de crescer no Rio e em Minas existem. Em Minas isso vai correr quando Aécio se retirar enquanto candidato à Presidente e fecha apoio a sua legenda. No Rio a aliança com Gabeira tende a favorecer Serra.
O jogo ainda está muito aberto, mas sem Ciro o Serra cresce muito, se o PT não acordar que Ciro é o candidato que mais divide voto com Serra, as coisas vão ficar inviáveis para o PT. Até agora Lula tem apostado que em 2010 vai ser uma escolha entre os feitos do seu governo e os do PSDB, mas o eleitorado talvez não seja tão linear na sua leitura e passe a cobrar de Dilma aquilo que ela não tem, tão pouco é certo que os feitos do governo Lula possam ser traduzidos como Dilma. Até agora os números indicam que a ausência de Ciro na disputa presidencial é perigosa a existência de um segundo turno.
A novidade Marina pode crescer nos grandes centros, principalmente se assumir um discurso enxuto e “calmo” de oposição, numa alternativa de candidata feminina a Dilma e a Heloisa.
Heloisa Helena permanece na faixa de 12% das intenções de voto, principalmente levando em consideração que ela não tem tido espaço na mídia. Revela bem a faixa dos que não simpatizam com o governo Lula. H. Helena pode ser canalizadora do voto útil, caso haja um segundo turno, o que acabaria sendo mais benéfico ao candidato Serra do que à candidata Dilma. Se o PSOL buscar ampliar suas alianças pode obter um peso eleitoral maior e passar a ser uma grande referência nacional de oposição, seja em um governo petista ou tucano, potencial a candidata tem demonstrado para produzir esse efeito. Doze por cento, sem nenhuma exposição massiva na mídia, é algo muito bom.
A tabela agora é seguinte, segundo datafolha: Serra 37%, Dilma 16%, Ciro 15%, Heloisa 12%. Nesse cenário, tanto a saída de Ciro quanto a de Heloisa cria um situação melhor para Serra.
Vamos ver, depois do festejo do comendador, se a salvação do comando do Senado está combinada com o sucesso da sucessão PRESIDENCIAL. A casa vai bater durante toda a semana.

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