quinta-feira, novembro 03, 2016

É conspiração da direita ou a esquerda é que perdeu as eleições e o rumo?

Já tratei da Universal. Sou a favor da liberdade religiosa e não tratar da religião em si. Vários post foram produzidos para criticar ou explicar o aumento do descrédito eleitoral da "esquerda" nessas eleições, principalmente diante dos resultados de São Paulo e Rio de Janeiro.
Para mim não são os conservadores e nem a direita, mas os neo-pentecostais a real força que cresce visando o poder no Brasil. A direitona já tem seus representantes no poder através do PMDB etc. Tudo o mais fora disso e autodenominada de direita está longe de uma organização e articulação que tenha que signifique uma força significativa rumo ao poder. Na verdade nem precisam desse esforço. Só não se pode esquecer que o PRB esteve nos governos de Lula e de Dilma. Não por acaso o Edir Macedo foi um dos convidados de honra para a cerimônia de posse de Dilma. Haddad também prestigiou a cerimônia de inauguração no templo temático Templo de Salomão da Universal. Além disso, foi nos governos do PT que as igrejas ganharam mais condições de atuarem junto ao Estado e ainda ficaram mais livres de de taxas e tributos de quais natureza.
Essa história tem um outro lado que é composto exatamente pela esquerda, que nunca consegue enxergar nada em si, mesmo de sucessivas rejeições nas urnas. Esquerda insiste em falar de um povo e de um proletariado sem face, um proletário universal que sofre, sem endereço certo. Essa mesma esquerda nunca apresenta nada de concreto para tal sofrimento, na verdade, ela nunca está cotidianamente no enfrentamento imediato desse sofrimento. O cotidiano real dos pobres reais, dos sofredores reais, não é confrontado na prática por essa esquerda à altura de seus discursos a favor dos pobres. A prática não tem o mesmo nível da abstração que carregam sobre a realidade dos menso favorecidos. Essa esquerda para além do discurso não aprece confrontando essa situação cruel ao pobres nem na forma de uma solidariedade imediata, mesmo que pequenina.
O que efetivamente está lá do lado desses sofredores são os senhores e irmãos dos templos. Quem socorre e promove qualquer ação de emergência na comunidade? Quem efetivamente é o último recurso na comunidade? Cada vez mais são os irmãos da congregação e não os camaradas do partido ou do sindicato. Em boa medida esses partidos só existem em período eleitoral , no restante do tempo nem se dão ao trabalho de promover audiências públicas, ouvir o povo para possuírem propostas realmente de surgidas na base. Esses partidos são na verdade cobradores e adoradores do dízimo dado pelo Estado, após tirar do povo, na forma de Fundo Partidário.
Portanto, não é tanto a direita, os conservadores que crescem, mas é a esquerda e os progressistas que deixaram de existir enquanto força atuante organicamente passando a ser cada vez mais apenas um discurso vazio. São robustas derrotas eleitorais, sem nunca serem vistos como quem realmente pregam ser por quem eles dizem defender: o povo mais pobre. As vitórias de Lula e Dilma com parceria com o PMDB criou a ilusão para os progressistas e os ditos de esquerda que eles realmente tinham tomado o poder. Bem, o impeachment provou que a coisa não era bem assim. Quem está efetivamente no controle do poder são os que já estavam lá à frente do poder e definindo a forma e o conteúdo do seu exercício. Essa esquerda só serviu para alimentar ainda mais esse mostro.
A tendência é de crescimento do projeto de poder dos neo-pentecostais, porque a esquerda não consegue mais ter uma compreensão histórica de si, pelo contrário, a esquerda possui uma visão religiosa si, que se traduze em uma postura de onisciência e infalibilidade. Sem os ditos progressistas e os ditos de esquerda perceberem seus "pecados" históricos, não vai ter "salvação" nessa arena política que tenha força arrebatadora no campo laico. Resta esse choro de culpar um suposto outro que conspira ou atacar os pobres como sendo incapazes de votar "correto".

segunda-feira, outubro 31, 2016

Holandinha: vitória, pero no mucho



A chegada de Braide no segundo turno e a existência do próprio segundo comprovam que há muito espaço para os opositores de Flávio crescerem competitivamente. 
Holandinha foifeito e permanece prefeito colado na imagem de Flávio e esse segundo turno mostrou que a rejeição a Holandinha é alta e muito firme. 

A vitória eleitoral de Holandinha é de pouca expressão do ponto de vista político. Não foi expressiva, ainda mais levando em conta que a sua candidatura contou com o apoio da força da máquina municipal sob seu próprio comando (ou do seu pai)  e mais o apoio do governador. A diferença de votos foi só de 31.651(nada mais que um bairro médio de São Luís) diante de um candidato que "corria por fora" e ainda muito desconhecido do eleitor da Capital. Outro fator que ajuda a sustentar essa afirmação sobre a dimensão política dessa vitória é o total de votos Nulos e Brancos que atingiu a marca de 24. 702 votos. Só um pouco menos da diferença que deu a vitória a Holandinha. 

Tem outro elemento importante nesse pleito: abstenção. As abstenções totalizaram um pouco mais 92 mil votos no primeiro e  um pouco mais de 103 mil votos no segundo turno. Esse aumento deixa mais em cheque a expressão política dessa vitória de Holandinha. Provavelmente muitos desses eleitores se sentiram menos atraídos a participarem, a legitimarem as opções que lhes foram postas. O nível de campanha foi péssimo. Faltou respeito ao eleitor e foram demasiadas as fugas acerca das questões fundamentais de interesse público, preenchendo o tempo com discussões difamatórias, mentiras e boatos. Isso tem muita importância ainda mais em uma Democracia, onde a legitimidade precisa ser ratificada continuamente nas urnas e para além das urnas. 
Cabe destacar que o governador não completou ainda dois anos de mandato e o seu pronunciamento a favor da reeleição de Holandinha não fez efeito sobre essa parcela do eleitorado, que preferiu se abster de votar. Certamente o crescimento global da abstenção é fruto da influências de múltiplos fatores, mas não é desprezível seu crescimento frente a tamanho apelo eleitoral.  

A vitória de Holandinha acaba sendo, inicialmente, um bom cenário para a oposição a Flávio. Primeiro, porque Holandinha, com esse nível de gestão, dificilmente vai reverter essa sua rejeição até o final de 2017 (2018 tem mais eleições). Segundo, continuando Holandinha com esse desempenho administrativo, a tendência é que a sua rejeição permaneça alta e vá aderindo cada vez mais em Flávio e isso pesa muito eleitoralmente, já que São Luís é um mega colégio eleitoral com mais de 600 mil votos. Isso tem especial importância em uma disputa eleitoral de alcance estadual porque mais de 30% do eleitorado maranhense estã concentrado em 9 cidades, sendo que São Luís é uma delas. Por outro lado,  os 40 municípios "ganhos" pelo governo estadual, em geral, são muito pequenos eleitoralmente (além disso, caso concorra a reeleição, o governador não vai  obter 100% dos votos em todos eles). 

Outros fatores provavelmente pesarão eleitoralmente para Flávio em 2018, mas o mais destacado deles é custo PDT (qual será o tamanho da exigência política desse apoio até lá?). O PDT há 27 anos está encravado na Prefeitura de São Luís, todos os rumos tomados pela cidade, para o bem ou para o mal tem a marca PDT. O que ocorreu nesse período urbanisticamente, administrativamente, infraestruturalmente e nos serviços é de responsabilidade desse grupo. O PDT à frente da Prefeitura se configura hoje como uma oligarquia pelo tempo e pelos fins. Porém, o discurso anti-Sarney, o recurso de atrair voto pelo terror, através da exploração do medo, do medo do "retorno" dos Sarney, deu claros sinais que está em plena falência. O exemplo disso é que Braide foi acusado de ser candidato dos Sarney e chegou onde chegou.  O PDT vai ficar sem discurso e é hoje a real oligarquia existente na cidade de São Luís. 

Nomes destacados nesse projeto eleitoral que deu a vitória a Holandinha, a exemplo de Weverton e Waldir,  talvez não sejam esquecidos na avaliação do eleitorado na hora de votar em 2018, principalmente em São Luís. Além disso, são nomes assim que, em 2018, vão estar pesando com a conta de suas reeleições (deputados estaduais e federais). Que discurso vai harmonizar tudo isso? Como isso vai significar mudança? 

Enfim, Flávio se quiser ter êxito em sua reeleição (caso não queira conquistar nenhuma das duas vagas para o Senado) vai ter que trabalhar muito dentro de São Luís. Só que o contexto macro econômico mudou, a configuração política favorável junto ao Governo Federal foi desfeita com o impeachment de Dilma e o fim do governo do PT (isso era mesmo uma vantagem?) e já dizem que o percentual de desaprovação em relação ao governo Flávio está acima de 30%, o que não é nada desprezível em menos de dois anos de mandato. Isto é, essa vitória de Holandinha tem tudo para ser uma festa para os opositores de Flávio. Vitória, pero no mucho!    

quarta-feira, outubro 26, 2016

O que podemos ser


Duas décadas depois

Um dia ouvi uma senhora dizer que " a meditação interrompe o fluxo dos pensamentos e você não é perturbado pelos pensamentos". Posso até ter escutado errado, mas isso foi o que captei de forma nítida e audível.   

Como interromper a invasão de pensamentos? Como não dar curso a esse rio de pensamentos que toma nossa mente a cada instante? Achei aquilo tão louco, tão incomum e sem sentido. Afinal para que serviria isso? "Limpara mente". "Entrar na mente de forma profunda". Mais complicado ainda. Então ali apareceu uma ideia de mente que se colocava como um universo mental cheio de possibilidades inclusive essa. Pois bem, eu não acreditei na possibilidade mesmo de tal coisa para mim (eu conseguir). 

Tempos depois pensei aquilo de uma forma diferente, não só foco na possibilidades da mente mas as possibilidades da mente como uma forma também de percepção do existir. Isto é, o que podemos ser em termos do compreendemos nós mesmos sobre o que somos, a sensação própria do existir, seu significado e a própria percepção de realidade que temos. Isso está relacionado intimamente o temos para construir representações e codificar sensações e emoções diante das múltiplas experiências de vida (contatos, relações, impactos, emoções, vivências etc.) e do uso da imaginação, imagens mentais. Com correlatos sentidos, significações, objetivações. O que você percebe de si e o mundo que existe para si.

Penso que nada disso não ocorre em vazio, sem interferências e pressões de um contexto envolvente: material-físico, social (em todos os seus desdobramentos: político, econômico, artístico, religioso, societal, psico-social etc.) Isso pode até ser resumido como o campo de dinâmica competitiva e conflituosa. Olhando assim vejo uma tensão, ou melhor, um desafio frente a possibilidade  ser - continuidade - situações ou estados diferentes. Se esse bloqueio dos pensamentos produz um resultado de instante ao indivíduo, como segue suas sensações posteriormente diante do ambiente que é diverso? Se consegue a continuação do resultado de tal estado da mente em meditação, como existe frente ao mundo diferenciado e conflitivo? Como isso não ser um benefício preso a individualidade? Todos indo na mesma direção e estado? 

Qualquer homogeneidade na história tem implicações sobre a diferenciação. Além disso, como aferir igualdade em uma sensação subjetiva que não se expressa na sua efetivação? Pelo resultado, observando as formas de relações posteriormente produzidas? Mas como dissipar qualquer dúvida de que o fator gerador foi o mesmo e em níveis próximos? Isso não é talvez a questão. Não é tanto a prova objetiva. Mas o saber do possível de uma forma de ser, o que podemos ser frente ao mundo, a determinados contextos. 

(depois continuo)  


Uma gestão que não conseguiu ser a primeira nem no Maranhão




Nem sou detalhar.... as imagens já sintetizam bem e cada um pode consultar diretamente no site. São fica em 9º lugar no ranking dos municípios (só Maranhão). 

sábado, outubro 22, 2016

Eleições em São Luís (2º Turno): piorando sempre

Segundo Turno das Eleições de 2016 em São Luís. Além de ser uma campanha de baixíssimo nível e ações deploráveis de blogueiros e cabos eleitorais, as "pesquisas" viram peças do realismo fantástico, uma verdadeiro malabarismo de números ao bel prazer dos senhores que se acham mais espertos que o povo e que se sentem capazes de criar "verdades" em passes de mágica. Desde o primeiro turno mentiras postas em números estão sendo divulgadas sem nenhuma interferência da justiça eleitoral. Nada foi feito. Agora no segundo turno continua igual.Entre as curiosidades das pesquisas está a queda acentuada nos votos nulos e brancos (7,41% no primeiro turno) que aparecem igual ou inferior a 4%. Será que há realmente um estímulo á diminuição dos votos Nulos e Brancos? Não creio, principalmente diante do nível de campanha. Os votos dados ao PSTU, ao PSOL e ao PPL não tentem ao voto nulo (mesmo que a soma dos votos dessas legendas totalize só 1,4%)?Vejo como um elemento significativo nessas eleições o índice de abstenção registrado no primeiro turno. As abstenções atingiram a marca de 14,07% (o número nada desprezível de 92.804 eleitores). Isso sim pode gerar um impacto significativo no resultado das eleições se o comportamento desses eleitores mudarem nessa reta final e irem na direção do voto válido. a questão é: essas campanhas estão estimulando o eleitor a não se abster?Minha "previsão" é que o resultado é do peixe.

quarta-feira, outubro 19, 2016

O lugar de sempre: o atraso


É preciso perceber o atraso não em relação a uma referência externa, a um tempo ou configuração que não está na mesma condição da atualidade considerada enquanto melhora e avanço, mas o atraso como uma impossibilidade de se fazer presente na atualidade com inovação e rupturas com o estabelecido, com o passado. Eis o forte atraso, o mais genuíno atraso vivido no Maranhão.

O atraso está intacto, só ganhou "nova" roupagem e "novos" líderes, mas é atraso. Esse novo sugerido é um recurso velho do próprio atraso, e é o atraso. 

As campanhas em São Luís, nesse momento, chegaram aos patamares mais baixos de operacionalização da desconstituição da política, de ir contra o interesse público. O nível de argumentação e questionamento e o que está sendo discutindo não revela só despreparado dos candidatos, mas a irresponsabilidade e decadência da classe política. 

Nada de fundamental em torno do interesse público é posto de forma clara e objetiva. Nada de significativamente novo está sendo apresentado em termos de gestão. O que há é só a continuação do atraso. 

Transformar uma entrevista em uma arena para uso da técnica de banditismo: a intimidação não poderia ter maior selo enquanto continuação do atraso. Deprimente e decadente! 

O atraso vai bem, merci! 


sábado, outubro 15, 2016

15 de outubro o dia demagogia e outras guloseimas


Uma dos fantasma brasileiros é a qualidade da Educação. A importância do professor no processo educacional ainda é significativa, mas nem por isso há um verdadeiro reconhecimento profissional. 

A docência nunca fez parte das políticas de Estado e enquanto política pública é uma sucessão de improvisos e paliativos. O descaso é tamanho que não há uma política salarial e quase todo ano os professores precisam recorrer às greves para ter simplesmente reajuste, diante de perdas reais do seu poder aquisitivo. O descaso é tamanho que nunca os reajuste e revisão dos salários dos professores entram no planejamento e gestão dos recursos como algo prioritário e permanente. 

Eu comecei a lecionar no ano de 1995 como professor substituto da Universidade Federal do Maranhão - UFMA, apoós aprovação em um processo seletivo simplificado. Logo depois comecei a lecionar na Universidade Ceuma e, em 2003, através de Concurso Público adquirir a condição de professor efetivo do magistério superior na Universidade Estadual do Maranhão - UEMA. Não são poucos anos de exercício de ofício e isso é o que faz ter conteúdo para algumas considerações que farei sobre esse dia 15 de outubro de 2016.

Uma observação: sou sociólogo e nunca deixei de ser em aula alguma. Isso, obviamente, tem implicações sobre como vejo, analiso, critico e interpreto o processo educativo e o modelo educacional.  

A ortodoxia e conservadorismo são duas pragas terríveis sobre a Educação formal brasileira. Todas estão vinculadas a posturas ideológicas inflexíveis de direita ou dita de esquerda. Além disso, ambas são patrocinadoras da "obrigatoriedade" e muito avessas à autonomia do ensino, da escola e ao livre pensamento. 

O caso Paulo Freire. Não faço parte da turba que queimar tudo de Paulo Freire porque representa um pensamento de esquerda. Não suporto fascismo nenhum, seja de direita ou de esquerda. Freire tem sua contribuição assim como tantos outros, mas há uma problema: a mística e a doutrina criada em torno do seu pensamento. Virou dogma, algo a temporal e autoexplicativo. Isto é, perdeu o mínimo de face acadêmica e entrou no campo religioso do dogma. O que é de natureza acadêmica está passível a ser superado, tem sempre limitações e está sujeito a adequações diante do tempo que muda produzindo novas necessidades. Isso precisa ser superado urgentemente.  

Outra praga perigosa é a visual mistificado do professor que produz essa guloseima demagógica em torno da profissão escudada em uma ideologia perversão da vocação. No fundo só serve para neblinar a os direitos profissionais negados e a injustiça salarial quanto à categoria. É pura hipocrisia dos que não respeitam o valor do trabalho do professor. Sempre no dia 15 de outubro essa lai de descompromissados recorrem ao mesmo discurso de que tem que "ter vocação, devoção, é um sacerdócio". Isto é, ser capaz de qualquer sacrifício mesmo diante da ultrajante usurpação e negação de seus direitos de cidadão e trabalhador. Mais que isso, um imbecil útil capaz de renunciar sua dignidade em prol do ensino.  Professor tem que ser é útil, eficaz na formação e consciente que tem direito a um salário proporcional ao seu esforço e qualificação. Escola não é família, professor não é parente; escola é escola e professor é só professor. A tarefa da escola é o ensino formal, técnico e científico em primeiro plano. O professor é um professor que tem que ter técnicas, habilidades, competência e domínio do que deve ensinar. Precisa receber salários dignos e correspondente à complexidade do nível de ensino que pratica. 

A carreira de professor é hoje a que mais tem desistência, evasão de profissionais, uma com maiores índices de insatisfação com os salários e com as condições de trabalho. Índices preocupantes de doenças de ordem psicológica como a depressão, ansiedade etc. 
Hoje no Brasil não existe nenhuma carreira com maior exigência de produtividade e volume de títulos e com tal nível salarial. Basta comparar com os salários iniciais de várias outras carreiras (muitos já buscaram equiparação: ministério público, justiça, delegados, defensor público, advogado da união, procuradores etc). Não existe uma referência de equipação a um minimo de decência em termos salariais. Deveria existir uma equiparação no nível do Professor Adjunto válido nacionalmente, mesmo que service de teto, mas que existisse. Algo que sinalizasse uma remuneração equivalente à qualificação exigida. 

A qualidade do ensino passa pelo professor, mas ele não é milagreiro. Esse modelo foi construído para aumentar a lucratividade das editoras de livro didáticos, um esquema que articula agentes políticos e empresários da educação. Essa quantidade de aulas, esse número exorbitante de disciplinas é surrealismo puro. Temos que acabar com essa ideia que todas as disciplinas tem que estar como obrigatórias. 
O que tem que existir obrigatoriamente é uma matriz curricular nacional mínima mesmo. Com um conteúdo enxuto e focado no que é mais essencial. Fora isso é deixar as escolas terem autonomia e exigir que elas ofereçam múltiplas conteúdos e práticas que fique a critério da escolha dos alunos: música, esportes etc. 
Mudar essa forma de avaliação é uma necessidade.
É preciso tirar os professores desse sacrifício de dar cinco, seis disciplinas diferentes. É um absurdo o que fazem com os professores do ensino fundamental. Isso sim é desejar um feliz dia dos professores e não essa demagogia barata com essa ideologia para conformar os professores ao auto-desrespeito. 

Certamente existem outras questões muito pertinentes a serem. Existem sim. Eu também tenho algo para dizer além do já dito: Foda-se guloseima ideológica! Sou profissional e quero ter bom salário tal qual os políticos! 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...