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segunda-feira, setembro 08, 2014

São Luís: 402 anos de fundação e 20 anos sem prefeito


A Câmara Municipal há tempos sofre com bancadas inexpressivas e inoperantes. Aumentou o número de cadeira e decaiu a qualidade do parlamentar. Não chega ao número de 10 os vereadores realmente atuante e que estão debatendo e buscando defender o que é de interesse público. 

Por outro lado, a prefeitura tem recebido péssimos prefeitos. Somando as más gestões atingimos 20 anos. Estamos sem prefeito nos últimos 20 anos. Até agora a atual gestão, de Holandinha, é a pior nesse intervalo de tempo, seguida pela anterior, de João Castelo. 

A foto: encontrei no Convento da Mercês uma das janelas perfura por projétil de arma de fogo. Essa perfuração é de bala. Pois é, encoste o olho no buraco da bala e veja a cidade e seu patrimônio histórico. 

quarta-feira, junho 11, 2014

Mobilidade urbana I


Esse buraco " me representa"! É isso! São Luís está entregue... Não é de agora, a bem da verdade. Para que serve essas secretarias? Como a administração pública municipal não dispõe de equipamentos e pessoal permanente para reparos e manutenção? Absurdo. 

domingo, maio 11, 2014

As obras sem rumo onde o dinheiro público evapora,,,


Lembram do canal do Cohatrac, obra pronta na propaganda de Castelo, obra a todo vapor na propaganda de Holandinha? Pois é... 
Estão assim as ruas próximas e às  margens do bendito canal. 
Não solucionou nada. Ainda pouco....Passei sufoco.

sexta-feira, janeiro 24, 2014

Propostas urbanísticas para a cidade de São Luís



"                                                                                                                                           por Laíse Frasão
"Era uma casa muito engraçada não tinha árvores não tinha dana..." 

QUE TAL VOCÊ MUDAR ISSO? 
Projeto: Propostas urbanísticas para a cidade de São Luís JÁ!


Em alguns muitos “rolezinhos” técnicos pela cidade de São Luís, juntamente com o sábio professor Francisco José Araújo, foi possível constatar de perto o descaso com as questões relacionadas, sobretudo, à preservação do nosso rico acervo patrimonial arquitetônico/urbanístico; renovação/ manutenção dos espaços e equipamentos urbanos; mobilidade urbana e preservação do meio ambiente. Nossa cidade está abandonada! E isso precisa mudar...


Nesse sentido, em tempos de revisão do Plano Diretor local, a partir de constatações conjuntas, surgiu a ideia de criação de um grupo independente e multidisciplinar de profissionais para elaborar uma série de propostas arquitetônicas/urbanísticas pontuais para serem implantadas na cidade. Entretanto, logicamente, para garantir a intervenção positiva desses projetos no meio circundante imediato – a curto e médio prazo – e para a comunidade como um todo, os mesmos têm como fundamentação aspectos legais, sociais, culturais, econômicos e ambientais. 

Paralelamente à realização de significativos levantamentos socioculturais e físicos, e, posteriormente, da etapa criação projetual, estas propostas serão fortemente defendidas, por nós integrantes da equipe, em assembleias populares e perante os gestores públicos. A ideia é que estes projetos possam realmente sair do papel e JÁ!

Trata-se de pró-atividade e um grito por socorro daqueles que buscam URGENTEMENTE uma cidade melhor.

Dentre as várias propostas que começam a ser esboçadas/ traçadas segue a imagem ilustrativa do Parque do Jacaraty: uma tentativa de criar um ponto de preservação e lazer em um trecho remanescente da criminosa e pouco inteligente obra da via expressa e que está em risco devido a expansão da área de estacionamento do Shopping São Luís (perímetro em amarelo).

Junte-se a nós! 
A quem interessar, meu email é laisefrasao@gmail.com 

sexta-feira, março 22, 2013

Alagamento. Igualzinho: inacabado e impunes


Você deve ter visto uma obra entre o prédio do jornal O Imparcial e o "xopi" Tropical... Pois é. Ficou inacabada mais uma vez. Antes da gestão de João Castelo, quefindou recentemente, dois outros prefeitos também "fizeram" essa mesma obra. Vi todas essas placas ao longo desses anos. O tempo passou e o alagamento desse trecho continua inalterado. Essa foto fiz ontem, 21/03/2013... às 22h07, logo que saí do Ceuma. O que irrita é a impunidade de todos esses que obram com o dinheiro público. Ninguém ver, ninguém sabe... 
Essa mesma obra de drenagem já foi "feita" três vezes por três prefeitos diferentes. Mas está tudo igualzinho e impunemente. Absurdo isso!

quarta-feira, janeiro 16, 2013

Entre a Constatação e a transparência

Ônibus avançando o sinal vermelho no retorno da Forquilha.. 

Coloquei 180 dias de crédito na gestão do Sr. Holanda e os mantenho. Antes de seis meses é difícil avaliar os mandos e desmando de uma administração. Querer algo antes disso é ignorar a real complexidade da máquina administrativa ou é completa e total má fé. Porém, cabe alertar.

O tempo não pára. Hoje completou 16 dias e logo, logo serão 365 dias.  A administração começa quando você faz algo efetivamente. Não se pode perder 06 meses só em reuniões e análises. É preciso agir. 

Algumas coisas nem precisa ser o rei da cocada preta e nem Phd nas altas ciências ocultas para saber que sem recursos suficientes para cobrir os gastos, as despesas etc., recomenda-se , desde a Antiguidade, cortar gastos. 

Ora, não se pode cortar todos os gastos. Diante disso, resta selecionar o supérfluo, o não essencial e acessório para serem eliminados e impedir a continuidade dos gastos e reduzir despesas.  

Por que a clientela eleitoral castelista ainda não foi demitida? Por que essa leva de contratados para alavancar a eleição da filha do ex-prefeito permanece inchando a folha de pagamento  que estão inchando a folha de pagamento e  cuja finalidade era tão somente a manutenção do clientelismo eleitoral? 

Quanto maior for a demora das demissões, maior vão ficando os encargos e dívidas. Pois esse contingente vai continuar pesando na folha de pagamento. O Estado (poder municipal) não é para fazer caridade, mas políticas sociais e públicas. Faça ações para atrair investimentos da inciativa privada que gerem emprego. Por outro lado, faça concurso onde for necessário e prioritário. Chega dessa manutenção de clientela eleitoral em prejuízo do bem comum. Se isso é uma tentativa de converter essa gente em aliado... vai repetir a mesma ingenuidade cometida por várias ilhas do governo arquipélago Jackson Lago. 

Quanto a questão da transparência. Já está passando da hora de abandonar discurso e postura de campanha. As irregularidade encontradas ou os indícios de irregularidades devem ser devidamente documentadas e formalmente encaminhadas às autoridades competentes. Blá-blá não é transparência, disse-me-disse também não é. À postura transparente se deve somar a apuração devida e responsabilidade pautada no Direito. Isso evita de ser injusto. 

No mais, a cidade está uma baderna uma "anarquia" (no sentido vulgo e pejorativo). Ninguém está respeitando o mínimo das normas de trânsito. Aí é que se deve atuar imediato com as devidas multas. Cadê a Guarda Municipal? Não tem como cobrir toda a cidade e os principais pontos? Então que se faça um convênio. 

No mais... não se vai negociar sem pauta de negociação. Os itens de reivindicação devem estar acompanhados de planilhas demonstrando os custos, as receitas e a contrapartida deve estar quantificada e delimitada. 



quinta-feira, novembro 29, 2012

Prefeitura de São Luís 2013... a urgência da diferença e as necessidades objetivas



O próximo ocupante do poder municipal não encontrará um mar de rosas... Não existe um montante de condições favoráveis e nem de facilidades. Os recursos são poucos e os débitos são em grande monta.

A maioria dos cidadãos tem uma visão pessimista das condições atuais do poder público municipal. Predomina a ideia de que as contas públicas estão em péssimas condições. A tal terra arrasada.

Além da precariedade dos recursos, existem as demandas reprimidas de serviços e assistência. Somam-se a isso os graves problemas de infraestrutura. A maioria já de conhecimento de todas as autoridades constituídas. 

Em que pese o fato da negatividade das contas municipais, a próximo ocupante tem um desafio enorme de mostrar diferença logo no primeiro mês. 

Mesmo sem poder fazer obras enormes e caras, o próximo prefeito vai ter que mostrar algum diferencial. É isso que o povo espera ver. A ideia do novo, repetida tantas vezes durante a campanha, vai ter que assumir um formato objetivo na administração desde os primeiros momentos. Qualquer discurso de postergação, sob a justificativa de falta de recursos, vai abrir um canal de desconfiança que facilmente poderá se converter em decepção. Será a semente do descrédito dos futuros discursos de renovação e mudança.

Não tem alternativa. O crédito para a mudança tem que ser sustentado em ações que ganhe visibilidade no cotidiano. Nesse ponto, várias medidas podem ser feitas, principalmente as que provoquem mudanças na forma de fazer, por exemplo, substituir as empresas prestadoras de serviços que foram ineficientes e até mesmo irresponsáveis. Enfim, o novo prefeito tem que ter um conjunto de ações de impacto para os primeiros meses do seu governo. Na nossa cultura ainda pesa as primeiras impressões... são as que ficam, costuma-se dizer. Não se pode desconsiderar o meio em que se vive. 

Esse momento é oportuno para desmembrar alguns serviços. Por exemplo, serviço de coleta de lixo deve ser executado por uma empresa e o serviço de manutenção das áreas verdes por outra empresa. E assim tanto outros serviços... 

Exemplos de alguns medidas : 1- melhorar a manutenção e funcionamento dos semáforos; 2- melhorar a manutenção e funcionamento dos terminais de integração; 3- combater o despejo irregular de entulho em vias públicas e áreas verdes; 4- cadastramento e disciplinamento dos serviços dos carroceiros; 5- desobstrução de calçadas; 6- vigilância e multa em estacionamentos irregulares; 7- redução de semáforo nas principais vias e implantação de mais barreiras eletrônicas e foto-sensores; 8 – instalação de passarelas para pedestres; 9- disciplinar a circulação de vans que fazem transporte intermunicipal de passageiros, obrigando-as a se destinarem  à Rodoviária; 10- criar paradas seletivas de ônibus, visando reduzir o número de paradas em cada linha; 11- iniciar mudanças no organograma de algumas secretarias, dando novo formato aos postos de decisão e comando; 12- desencadear campanhas publicitárias de conservação da limpeza nas vias públicas; 13- incentivar um projeto de arborização, premiando os cidadãos  que plantarem árvores  nos seus bairros; 14 – criar um programa de atividades físicas nos bairros, e ir implantando as academias a céu aberto; 15- determinar a higienização dos ônibus coletivos, de transporte urbano, e retirar de circulação os ônibus velhos; 16-  criar um núcleo de gestão de qualidade, que possa servir de fonte de dados e controle de qualidade dos serviços públicos municipais; 17- criar atividades artísticas nos finais de semana, particularmente nas praças dos bairros; 18- oferecer cursos de capacitação profissional gratuitos nos bairros, utilizando a estrutura das escolas municipais - para jovens...  Etc.

A possibilidade de fazer diferente e atender bem a população é real, mas vai exigir esforço e empenho qualificado. Não serão só grandes obras que agradarão e atenderão as necessidades dos cidadãos. 

O caixa da prefeitura está em baixa, é o que todo mundo fala. Para minimizar essa baixa é preciso chamar os 200 maiores devedores e abrir um diálogo com eles, oferecendo múltiplas formas para quitação das pendências. É preciso redefinir os trabalhos dos fiscais envolvidos nessa questão. Aí precisa de maior controle e transparência. 

Por outro lado, é preciso estabelecer uma fiscalização mais efetiva e sistemática do trânsito.
A nova administração precisa pensar de imediato em um projeto de lei para o IPTU.

Em uma cidade como São Luís, com mais de 01 milhão de habitantes e com infraestrutura precária, governar infelizmente é fazer obras. A médio prazo elas vão ter que aparecer diante dos olhos dos eleitores. Para tal é preciso recorrer ao Governo Federal, buscar e buscar incansavelmente recursos. 

Enquanto os recursos não são viabilizados para iniciar as grandes obras, é preciso fazer pequenas ações compensatórias, visando a minimizar o sofrimento da população. Cabe estabelecer uma lista de prioridades e montar equipes especializadas para elaborarem as medidas cabíveis de imediato para cada problema. Por exemplo, manutenção e melhoria do sistema de drenagem em algumas ruas e  avenidas, melhorias das condições sanitárias e de higiene das feiras e mercados etc.

Entre os maiores dramas do município está o da saúde. Não tem como não ir logo à Brasília buscar recursos. Paralelo a isso é preciso constituir uma comissão especializada para elaborar algumas medidas de melhoria nessa área e, acima de tudo, fazer projetos, sem projeto fica difícil pedir recursos.

O montante das dificuldades é um ensaio do carnaval do insucesso, mas pode ser a condição mesma para o novo prefeito fazer diferente e fazer bem melhor. A crise pode ser o momento perfeito da inovação e sucesso. É a nossa torcida. 

terça-feira, agosto 14, 2012

A grotesca falta de Educação dos Administradores...


Fica patente que os administradores estão sendo, no mínimo, mal educados com nossas crianças. A Educação e a Saúde são os setores mais afetados na nossa capital. Essa dupla carência é um fardo sobre os cidadãos. A falta de um bom sistema educacional tem sido apontado como um verdadeiro entrave para a ampliação da cidadania e desenvolvimento da qualidade de vida no Brasil. No Maranhão e em São Luís é mais que uma verdade, trata-se de um gravíssimo problema. 



Em que pese as melhorias registradas nos últimos anos, as Crianças ainda não receberam o devido tratamento que merecem, tão pouco os profissionais da educação estão sendo devidamente respeitados. Em pleno XXI, em uma cidade que vai completar 400 anos, além de ser a capital  do estado... ainda nos deparamos com escolas em instalações improvisadas, como essa. Onde estão os recursos? Será que todo aquele dinheiro gasto naquela enorme árvore de "natal" não faria um verdadeiro Natal de cidadania para nossas crianças? O que fizeram os vereadores, aliados dessa administração, que estão querendo se reeleger? 


Precisamos ficar mais vigilantes quanto ao destino dos recursos públicos e sermos mais  exigentes quanto aos investimentos na Educação. Que futuro o improviso pode nos reserva r?  Necessitamos de ações planejadas e vinculadas aos interesses da sociedade. Chega de sermos os últimos em tudo! 

Essa escola está situada na Rua Epitácio Cafeteira, bairro do São Cristóvão. 

sábado, agosto 04, 2012

O Voto individual e a consequência coletiva



Sabe-se que em cada eleição todo eleitor passa por um momento único, bastante singular: a solidão da urna. São aqueles segundos últimos quando cada cidadão vai finalizar o procedimento da sua escolha, confirmando seu voto. Para muitos, ali, naquele instante, ainda é momento de pensar, refletir. Passa um pequeno filme na cabeça de cada eleitor, palavras e imagens ganham destaque no borbulhar da memória. Pois bem, muitos eleitores mudam o voto nesse exato momento ou deixam de votar em alguém, simplesmente anulam o voto. Essa parcela dos que mudam ou desistem de votar válido, no exato momento do voto da solidão da urna, é pequena, mas existe. 
Os que buscam ainda refletir rapidamente sobre em quem está votando constituem uma parcela bem maior. No entanto, a estrondosa maioria não se permite nada além de cumprir o dever de votar. Para esses indivíduos o instante deve ser unicamente de se ver livre da obrigação. Não importa a esses o que está fazendo, tão pouco lhe causa preocupação as consequências daquela opção. Semanas depois da votação, a grande maioria nem lembra em quem votou. Simplesmente passa a vigorar o esquecimento fruto da apatia, da descrença e da falta de responsabilidade consigo mesmo. 

O voto tão individual, secreto, nunca deixa de ter consequências sobre o coletivo. O que é individualmente praticado, na forma da livre escolha, penhora o futuro da coletividade. A distribuição do controle e da chefia das instâncias de poder, nesse modelo político eleitoral, está vinculada ao voto. A omissão, o desleixo ou a venda do voto são práticas que fragilizam as instituições políticas, particularmente quando abre espaço para os criminosos usurparem o poder, corrompendo a vontade popular e colocando o Estado como refém dos corruptos.

Todos os criminosos participam da disputam eleitoral, ao contrário do que pensam alguns incautos. Essas pessoas sem compromisso público, que não prezam por ética e pelo bem coletivo, são os que mais investem e os primeiros a se mobilizarem para garantir que seus comparsas e sócios permaneçam no poder. A lógica prevalecente hoje na regulação da propaganda eleitoral serve aos criminosos, corruptores do voto e pune quem vai disputar as eleições de forma limpa e honesta. Por quê? Porque ela tira as possibilidades de igualdade de competição, estabelecendo regras que dão chance de ter maior espaço e visibilidade somente os que podem operar no mercado eleitoral. Só os viciosos conseguem uma quantidade enorme de muros e terrenos para fixarem seus materiais de campanha. Somente eles acham pessoas voluntárias para lhes entregar gratuitamente espaços nos imóveis das principais avenidas.  São esses viciosos que, sem pudor, lançam milhões na corrupção do voto, lavando parte desse dinheiro, cuja fonte são para lá de obscuras. Parte dessas fortuna gasta é oriunda da pilhagem do Estado, do desvio de verbas públicas e de diversas modalidades crimes.  

Onde ficam os bons cidadãos na época das eleições? Quais suas contribuições?  

Observem. Os candidatos sem participação popular, sem serviços prestados à comunidade, que nunca participaram ativamente de nenhum movimento ou organização social foram os primeiro a massificar suas imagens. Isso foi feito para compensar a falta de serviços prestados e de popularidade? Foi para combater o fato de serem notórios desconhecidos? Não. Nada disso! Essa propaganda massiva e de alto custo é um álibi. Não são esses mini-door, nem essa quantidade de cartazes que arrebanham voto para essa "rapaziada", mas a corrupção do voto. Quando eles aparecem com votações estrondosas todos os créditos logo são dados à "brilhante" campanha publicitária. Tudo não passa de um jogo de cena. Uma vergonhosa fraude à Democracia. 

As nossas eleições não terão maior competitividade e não serão mais limpas enquanto não forem limitados os gastos de campanha com recursos publicitários, enquanto o tempo gratuito de rádio e televisão não for igualmente distribuído. Não serão mais limpas enquanto prevalecer doações de pessoas jurídicas. Tudo que aí está é uma legalização das vantagens dos poderosos e viciosos ou simplesmente criminosos. 

O que fazer? Participar. Só a insistência, a persistência e a pressão dos que não concordam, dos que não compartilham disso é que vai provocar mudança nesse estado de coisa.  Mas enquanto os homens e mulheres de bem ficarem na cômoda posição do distanciamento, omissos e silenciosos para garantir seu estado de pureza, tudo permanecerá a favor dos corruptos! Os bandidos vão reinar cada vez mais tranquilos.

sexta-feira, junho 29, 2012

Bumba-meu-boi e o óbvio tantas vezes dito

Francisco Araujo São Luís-MA Brasil
Foto: Francisco Araujo.
Caboclo de pena do Bumba Meu Boi da Maioba. 
Os arraiais estão perdendo o formato de terreiro e assumindo as características de arenas de show. Hoje já tem palco para o bumba meu boi dançar e, sobre o batalhão, jogos de luze. Cada grupo é apresentado por um mestre de cerimônia (um locutor do arraial que muitas vezes fala um monte de coisas desnecessãrias e quer para si a atenção do público) . Mudança! A mudança é um fenômeno presente em qualquer arranjo socialmente produzido. O problema maior é o sentido das mudanças. A tradição é resistir aos eventos modificadores ao longo do tempo, não exclui e nem elimina modificações, mas transaciona as alterações para manter o que há de mais essencial. 

Perdurou por muito tempo uma concepção de tradicional na forma mumificada, congelada. Era uma herança "teórica" dos ensaístas da cultura que pensavam o folclore como algo estático, atividade extinta ou do passado, um fazer socialmente morto. Hoje sabemos que folclore é antes de tudo aquilo que é de domínio de todos e pertence a um todo - uma configuração social. O folclore é socialmente vivo, tem a ver com o presente. 

Volto ao sentido das mudanças. O palco alto torna mais visível a brincadeira ao longe, mas não precisa ser tão alto. Cabe também perguntar: todo o grupo precisa ficar sobre o palco?, não é possível manter o palco e o formato do terreiro? A iluminação ampliada e melhor distribuída faz ressaltar as cores e o brilho, mas jogo de luz à maneira de show de banda de rock não ficou bom, a constante mudança de luz, o apaga e acende, cria dificuldade de localização e distância para os brincantes, que não ensaiam sobre palco. 

Presenciei, nessa última quarta-feira, um fato inédito: um brincante do Boi de Morros se machucou. Por quê? Porque caiu do palco, a altura do palco tornou o tombo mais grave. A iluminação não pode ser de improviso e tem que ser pensada a segurança dos brincantes. Nesse particular, segurança, a contenção feita, envolta do palco, são cordas presas a estacas de pinho. Madeira frágil e que produz muita farpa, isto é, totalmente inadequada. 

O óbvio tantas vezes dito: precisamos estender mais esse período de festejo, a fim de aproveitar mais o período de férias escolares. Os arraiais hoje movem grande volume de recursos e não podem ser tão pouco aproveitados. Imaginem se é lógico montar e desmontar toda essa estrutura em tão pouco tempo. Esse  encerramento logo no dia 30 de junho é contraprodutivo. 

O prolongamento dos festejos de São João até a metade do mês de julho é crucial para alavancar o turismo e para viabilizar maior retorno financeiro para os diversos grupos e brincadeiras tradicionais. Esses grupos precisam ter sustentabilidade financeira, gerar renda e se manter tanto pelo mercado interno como externo. Em Salvador o carnaval-baiano é o ano todo, o que tem possibilitado as bandas e os blocos carnavalescos obterem maior retorno do investimento feito no período de Carnaval propriamente dito. Precisamos pensar em saber oferecer MAIS o que temos de MELHOR: Bum-meu-boi, tambor de crioula e cacuriá. 

Crianças e jovens entrando de férias, turistas chegando, mas os arraiais vão fechar. 
Em qual parte do mundo o setor turístico desperdiçaria uma oportunidade como essa? No Maranhão. Só aqui mesmo. 

quinta-feira, março 08, 2012

CHUVAS E LAMAS



Chuvas. Quando chove, em qualquer parte do mundo, as ruas ficam molhadas, mas, em alguns lugares do mundo, as ruas ficam ALAGADAS. Por que? Porque nesses infelizes lugares existem sucessões de péssimos gestores e administradores "públicos" (gerações após gerações). 

São Luís É um desses lugares com uma péssimos sucessão de administradores e gestores. A avenida dos Holandeses, uma das áreas com maior valorização imobiliária da cidade, não existe o básico para o escoamento das águas pluviais: bueiros, boca-de-lobo, canaletas etc. Existem 03 pontos  graves de alagamento. Ontem ficou assim.

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

MÍNIMOS A MAIS: ACORDA RAINHA.



Acorda, Rainha! Levanta e vem tomar café!
O Maranhão tinha tudo para ser um dos grandes, mas ficou só no “podia ser”. A rainha dorme e o Estado todo tem pesadelo. Por que INSISTIR com o mais do mesmo?

Desde a década de 50  Maranhão vem perdendo o ritmo de conjugação entre desenvolvimento, crescimento e qualidade de vida. Nas décadas 80, 90, 2000 o Maranhão entrou em profundo processo de descompasso, até mesmo diante dos demais estados da região Nordeste. Isso lhe rendeu ser alçado ao posto de estado da miséria.

No Maranhão, agudiza-se uma forma geral de administração “pública” pautada no não-fazer, não-manter e pilhar. Bem aquém da fórmula malufista do rouba, mas faz. Coisa duplamente lamentável. Trata-se de uma geração de políticos sem causas e sem princípios, que entram e saem sem projetos, sem propostas consistentes de interesse público. O mais alarmante que a média do nível de escolaridade tanto dos prefeitos como dos vereadores vem aumentando. São descasos e desonestidades de notórios bacharéis.

Proliferaram “cidades” e espaços “urbanos” ao gosto e ao interesse umbilicais de pequenos grupos que transformaram a coisa pública em negócio privado. Criaram municípios para a promoção dos seus próprios benefícios, como empresas ou empreendimentos privados, cujo objetivo é saciar a vaidade de alguns egos e a ganância do lucro fácil. Há um verdadeiro vazio em termos de Intervenções urbanísticas nessas localidades.

Criar municípios virou um bom negócio e assim foi criado o mercado da municipalização e da criação de novos municípios. Aumentando de forma exorbitante o custo público-administrativo e diminuindo os recursos para o Estado fazer investimento social. Ao invés de mais escolas, hospitais, saneamento, transporte, segurança, habitação etc., cria-se mais cargos comissionados, gastos com folhas de pagamento, manutenção de prédios, gabinetes etc. Sangria do erário...

Campos de pastagens foram invadidos de forma desordenada e não planejada, construções de prédios meramente para figurar como prédios da administração pública, formar um cenário de cidade e do urbano. Logo o que era fazenda vira “cidade” e “perímetro urbano” todo não passa de um cenário teatral. 

Localidades que não passam de um povoado ou distrito são irresponsavelmente batizadas de “cidades”.  Aí mora uma lacuna na estrutura política-administrativa, no texto Constitucional da nossa república Federativa, e que os mestres da pilhagem do Estado estão deitando e rolando. 

Magicamente surgem, em municípios miseráveis, sem capital produtivo, inúmeros milionários. Todos ligados ou agarrados ao poder público. 

O que há de consistente em termos de projetos e programas para reverter os dramas que são gerais, que persistem em todo o estado do Maranhão (miséria e falta de saneamento básico e educação, em cada um dos municípios)? Nada.

O Maranhão tem enormes potenciais em termos de geração de renda e produção de riquezas. O potencial turístico é enorme, mas além da distância (o problema maior é a falta de eficiência dos transportes e preço vantajoso) tem inúmeros entraves por falta de governo, políticas públicas focadas na alteração da situação.  Esse setor é importante para aumentar a empregabilidade e a renda da população. Porém, o que está sendo feito para impulsionar e elevar o patamar da indústria turística do estado? Nada! Ações incipientes e temporárias. 

A erradicação da miséria no Maranhão precisa ser encarada como política prioritária de governo, visando elevar a qualidade de vida, educacional, de saúde e renda de uma massa significativa da população. Cujos resultados deverão incidir sobre a elevação da renda per capita familiar, do potencial de mercado, maior qualificação da mão de obra, maior índice de empreendedorismo, elevar a produção alimentar local, elevar e diversificar a produção de bens industrializados. Além, de estruturar a indústria turística como meio de sustentação e incorporação dos arranjos produtivos locais e a inventividade social. Criar estímulos e atrativos para novos empreendimentos que aumente o uso da mão de obra local. Arranjos produtivos e cadeias produtivas articuladas em todos os municípios. 

Ora, turismo para gerar ganhos e efetivamente alavancar o PIB (Produto Interno Bruto) precisa ter investimento de infraestrutura nos locais com potencial turístico, garantindo saneamento, acessibilidade, intervenções urbanísticas e paisagísticas, incentivo de qualificação dos serviços hoteleiros, de restaurantes, de comunicação, transporte e pronto atendimento médico.

Com isso, torna-se necessário manter um calendário efetivo de eventos (variado) que case o turismo de evento com o patrimonial/arquitetônico e o ecológico. Agregar aos atrativos arquitetônicos e naturais os eventos (festivais, congressos, feiras etc.), de forma continuada. Quais os reais incentivos ou atrativos hoje existentes para que aqui sejam realizados Congressos, Convenções, Encontros nacionais e internacionais?  

Para que essas medidas tenham maior abrangência e efetividade é preciso criar polos de desenvolvimento e incremento turístico em cada região do nosso estado. Onde tem água implantar tudo que se possa oferecer em termos de entretenimento, lazer etc. a partir desse recurso. Água X, Água Y etc. Da mesma maneira fazer com todos os outros recursos disponíveis. Incentivar a implantação de empreendimentos voltados para esse fim, como parques temáticos, eco-parques  etc.

Os arranjos produtivos locais podem e devem ser inseridos na indústria do turismo, visando maior empregabilidade, elevação da renda familiar e capacidade de consumo dos indivíduos (variado). O mercado interno não oferece grandes chances aos investidores com esse índice alarmante de renda abaixo de 02 salários mínimos. 

Torna-se necessário dispor de projetos e programas que agreguem valor aos produtos dos arranjos produtivos locais. Ter foco nas tecnologias sociais e articular redes de produtores, visando distribuição, escoamento e cooperação. Envolvendo todos: doceira, costureira, bordadeira, marceneiro, carroceiro etc. para que cada um desses trabalhadores obtenham  ganhos reais com os negócios do turismo. Isso não ocorre sem a valorização dos seus produtos, apoio às atividades desenvolvidas localmente e treinamento. 

Até hoje os grandes empreendimentos existentes no Maranhão não provocaram nenhuma horizontalização da produção que incorporasse uma quantidade significativa da mão-de-obra ao emprego formal. Eles não provocaram um choque de redução da mão-de-obra ociosa, de redução de baixos salários e da pobreza.

Além disso, esses grandes projetos, especialmente Vale e Alumar, não contribuíram para beneficiar os produtores locais através de suas cadeias produtivas. Nem cabo de baladeira e furador de coco d’água se produz com o alumínio processado pela Alumar em São Luís.  Não existe uma só fábrica que produza algo aqui com esse alumínio. Os fazedores de grelha e fogareiro de alumínio estão é desaparecendo.

A empresa Vale não atraiu nada de significativo para as cidades impactadas pela estrada e pelo transporte de minério de Carajás. Seus programas de apoio e de responsabilidade social junto a essas comunidades são irrisórios em comparação a grandiosidade dos seus lucros e participação no mercado internacional. 
Essa duas empresas investem menos aqui do que em outros países e outros estados em que se fazem presentes.

É preciso rever isso enquanto política de governo, o governo estadual deve comprometer essas empresas em um programa estadual de combate à miséria, de elevação educacional e incremento do turismo. Alumar e Vale deveriam oferecer recursos e técnicos para atuar no desenvolvimento desse programa.  

Existem tantas outras coisas, mas não é viável descrever e analisar aqui... Só queria registrar minha indignação com essas secretarias de Turismo, Cultura etc. Inconcebível essa inércia e esse desperdício de potencial.  

Rainha, por favor, acorde! Tome um café e pare de nos torturar com esse pesadelo oriundo do seu sono. Se ainda resta alguma caridade e alma nesse corpo faça algo pelo povo desse estado. É irritante ver todo dia uma notícia sobre índices negativos do Maranhão.  

Vou tratar agora só de São Luís.

Para não deixar que esse quarto governo fique registrado apenas com o do fatídico desfile dos 400 anos de São Luís encenado pela escola de samba Beija-Flor e a promessa não cumprida dos 72 hospitais, faça algo por São Luís. Mínimos a mais nos seguintes pontos:

01-    Obras de adequação e melhorias dos elevados e rebaixamentos feitos pela senhora nas rotatórias da Cohama, Cohab, Alcione Nazaré;
02-    Construção de elevados na Rotatória do Aeroporto, da Forquilha, Calhau, Olho D’Água, Madre Deus;
03-    Ponte interligando Recanto Vinhais ao bairro da Alemanha;
04-    Duplicação da Estrada da Vitória no trecho entre o hospital Sarah Kubitschek e a Av. dos Franceses;
05-    Nova Ponte sobre o Rio Anil no Caratatiua;
06-    Criar 03 vias de interligação entre as estradas (MAs) da Maioba e de Ribamar;
07-    Construir uma Avenida da Rotatória da UEMA até a estrada de Ribamar;
08-    Duplicar a estrada da Raposa;
09-    Criar acostamentos e ciclovia em trechos da estrada da Maioba;
10-  Concluir a reforma da Biblioteca e fazer uma nova Praça do Panteão;
11- Criar um programa de revitalização da Praia Grande instalando diversos cursos universitários nos prédios lá existentes (universidades públicas e as faculdades e universidade privadas);
12-  Intervenção do traçado da Avenida Litorânea, dando um melhoramento paisagístico e criando novas praças, com parques infantis. Arborização e jardinagem em alguns trechos e a criação de uma ciclovia extra;
13-  Higienização e novo terminal da Fonte do Bispo;
14-  Tornar o Aterro do Bacanga útil para a cidade. Fazendo a área ser uma referência de espaço de lazer, eventos, de atração turística etc. Coloque um mirante lá para o turista ficar olhando do alto o Centro Histórico e a baía de São Marcos (vejam o que foi feito em Belém);
15-  Implantar um trem de superfície para transporte urbano nas áreas de maior concentração: Itaqui-Bacanga, Cidade Operária, Maiobão;
16-  Criar estrutura para visitação (trilhas, postos de educação ambiental, bebedouros, sanitários, pontos de observação) nas Reservas do Rangedor (trilha para caminhada etc.), Batatã, Itapiracó;
17-  Construção de um Novo Mercado Central (parceria com a prefeitura);
18- Transformar o antigo prédio do Colégio Maristas em uma Escola Superior de Administração Pública, abrigando diversos Núcleos de Desenvolvimento de Políticas Sociais e Culturais. 
  9- Escolas de tempo integral devem ser feitas nos bairros, nos locais onde existem demandas, onde os jovens moram. Principalmente nos bairros mais pobres;
110- Implantação de Jardins Filtrantes para tratamento de esgoto, nos moldes dos implantados em Nanterre, próximo de Paris. Façamos um parque aos moldes do Parque Chemin de I’lle. Em uma só obra você tem tratamento de esgoto e atração turística.  
 11-  Do lado do rio Anil, parte do São Francisco em frente ao palácio dos Leões, naquela ponta, às margens da Av. Ferreira Gullar, onde hoje é só palafita podia ser urbanizado com a construção de um centro cultural e mais uma torre para servir de mirante. O centro cultural seria um complexo com concha acústica, teatro, biblioteca digital, espaço para escolas de dança, teatro, cinema/foto, música etc., galerias para exposição e cafés.
12- Implantar uma política agressiva de atração de empreendimentos para a cidade. Acabando com esse ágio de 40% e liberar para todo mundo que queira investir aqui. Se esse mar de gente que vive com renda entre 0 - 3 salários for reduzido em 20%, graças à elevação de salários, o mercado interno vai bombar e os shoppings chegarão ao paraíso. Vocês ganharão horrores de grana. 
13-  Ampliar a Av. dos Holandeses, e a Jerônimo de Albuquerque no trecho Angelim retorno da Cohama;
 14- Higienizar o Mercado da Praia Grande (parceria com poder municipal);
15-  Instale nos bairros as academias ao ar livre. Faça as praças. Já existem aparelhos para exercícios físicos ao ar livre; 
16-  Instale uma usina de processamento de lixo. Incentive a inciativa privada a investir na reciclagem; 
17-  Implante uma agenda cultural com eventos itinerantes nos bairros e eventos permanentes em alguns pontos turísticos e de grande concentração de pessoas; 
18-  Transplante para alguns canteiros centrais das avenidas ipês-amarelos, angelins etc. Essa cidade precisa ter árvores, flores etc; 
19-  Melhore a rua Grande, revitalize toda a área, com fiação subterrânea, iluminação especial, incentivo para que todas as lojas tenham vitrines adequadas aos casarões, segurança especializada para essa área. Para que o espaço possa continuar sendo frequentado durante a noite (isso não vai falir os shoppings); 
10- Coloque em funcionamento as tais estações de tratamento de esgoto "já existentes"; 
11- Melhore as condições de abastecimento de água: o Italuís; 
12- Retorne o Hospital do Servidor para seu local de origem. É só melhorar e ampliar; 
13-  Faça passarelas cobertas, com rampas e iluminadas na frente dos shoppings (cadê a compensação?); 
14-  Deixe uma marca arquitetônica e paisagística na cidade, como retribuição mínima a esse povo que aguentou pacificamente vocês no poder durante 50 anos. Chega de inércia! Depois vá curtir seus netos e deixe a gente em paz! 

terça-feira, janeiro 10, 2012

Castelo, o tratado da surdez, o tempo verbal e surrealismo.


Foto: postada na internet por Valdizan. 

Este post trata de forma sucinta a entrevista concedida pelo prefeito João Castelo ao blogue do jornalista Roberto Kenard e postada no dia 09 de janeiro de 2012, sob o título de “Castelo rompe o silêncio em entrevista exclusiva”.

Desde já quero registrar a qualidade do trabalho realizado pelo jornalista Kenard.  No entanto, concordar ou aceitar de pronto o que Castelo afirma é outra coisa.

O prefeito João Castelo fez, mais uma vez mostra seus dons artísticos. Tanto repetir seu heroico governo estadual, transformou o seu discurso em uma peça surrealista. Vamos por partes.

Primeiro ponto. Todo o insucesso de sua gestão até aqui foi consequência da administração anterior e das chuvas rigorosas. Uma combinação da “mão do homem” e da “incontornável ação da natureza”. Como ele sempre apregoa a grandeza de seu mandato de governador (biônico), cabe saber se naquele período não choveu e se o governador que o antecedeu foi um excelente administrador.

Segundo ponto. Castelo demonstrou seu estilo comedido diante dos Sarney. Confirmou a característica que destacamos no post do dia 06 de janeiro de 2012, com o título de Castelo, anti-sarneísmo de areia, poeira e franchising, onde é possível ler: “nunca fez uma ruptura extrema, nunca chegou nem a encenar ódio aos modos do Ricardo-cunhado”. Nas palavras de Castelo, na entrevista concedida a Kenard, fica assim: “Eu nunca fiz e jamais farei política do rancor ou com o fígado”. Não era para menos, além das exigências da civilidade, seria demais não ter o mínimo de consideração com o compadre que lhe deu o mandato de governador (indicado), ainda na vigência da ditadura militar.  

Terceiro ponto. Castelo deu uma dica de ter problema auditivo: “Nunca ouvi ninguém dizer que desconfia do Castelo”. Pode até ser surdo, mas é extremamente surrealista.

Quarto ponto. Castelo afirma: “Nunca mandei reprimir manifestação, muito menos de estudantes. Eu sequer me encontrava no Maranhão quando estourou o movimento.” Aí o prefeito faz brilhar todo o seu talento de mestre surrealista. O governador realizador, administrador competente some da história, logo no período da greve de 1979, e só volta para ser o que fez o Castelão, a Ponte Bandeira Tribuzi etc.?   Não estava no Maranhão. Onde o governador do estado estava? O estranho é como o governador só era governador para construir obras, não mandava em nada e não sabia de nada quando era para tratar de greve. Era um governador ou um encarregado de obras da Ditadura? Quem então deu a ordem para reprimir? Quem finalmente estava mandando no Maranhão? Nomes? 


Caro Prefeito, o senhor está sob o manto da Lei da Anistia (Lei nº 6.685, 28/08/1979), cite os nomes dos responsáveis pela repressão e os motivos disso ter acontecido sem suas ordens ou seu conhecimento. O senhor desconhecia quem dava ordens dentro do seu governo? Desconfio que o senhor não dará esses nomes. Porém, seria muito importante que o senhor revelasse o que sabe sobre esse episódio. Mostre sua versão de forma integral, por favor.   

Quinto ponto. O prefeito considera o tempo verbal igualmente como o tempo climático, onde impera um “inverno de chuvas rigorosas”. Ele está sempre no passado. Ao se rebelar contra os tolos diz: “antes e depois do governo Castelo nenhum outro governo fez tantas obras”. Não faz mais que repetir seu mestre, quando afirma que tudo que existe no Maranhão foi feito por ele. Esse tal governo glorioso deve ser mesmo creditado a ele? Pois ele mesmo disse que não mandou reprimir os estudantes. Esse governo glorioso não deve ser creditado a quem mandou reprimir? Essa  recorrente volta ao seu mandato de governador biônico é uma forma de encobrir dois fracassos administrativos à frente da Prefeitura de São Luís: o seu próprio mandato e o mandato de sua esposa. Fica provado que ele não sabe administrar nada em tempos de democracia. Os créditos de realizador e grande administrador devem ser dados ao que mandou reprimir os estudantes, pois esse alguém é que realmente mandava.

Sexto ponto. Castelo  na sua “crítica real” afirmou que “Muito antes deles, a um alto preço, eu estive na oposição. Oposição a que? Quem são esses “deles”? O tempo verbal ficou beleza: Eu estive. Alto preço, sem dúvida que sim. Traduzindo: ele foi opositor do movimento democrático contra a Ditadura. Para completar sua “critica verdadeira” ele diz: “Se alguém da oposição me criticar está fazendo o jogo dos adversários”. Que absurdo. Ele nunca diz quem são os opositores e os adversários. Quem são os adversário? O adversário é imaginário. Castelo só quer fazer as pessoas acreditarem que o adversário imaginário que ele criou é o adversário real que cada identifica como seu. Na verdade ele não deu nome algum e pode depois dizer que não disse que era seu fulano ou seu beltrano. O anti-sarneísmo dele é o mais dócil sarneísmo.

Sétimo ponto. Os convênios com o Governo Jackson. Ele simplesmente não disse nada de importante e fundamental sobre a questão. Limitou-se ao possível motivo para o governo do estado pedir anulação dos mesmos. Em momento algum falou do paradeiro, movimentação ou existência dos 73 milhões de reais.

Enfim, a única diferença entre Castelo e os Sarney é que ele consegue ser bem pior politicamente.

A entrevista completa de Castelo está disponível em:

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