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sábado, março 24, 2012

CASTELO E AS FLORES DO MAL



As rotatórias (lá para as bandas do Calhau) estão recebendo um tratamento “paisagístico”. A fórmula utilizada por Palácio no final de mandato está sendo reeditada por Castelo. Uma patacoada onerosa aos cofres públicos. Trata-se literalmente de flores do mal. São jardins contábeis por onde adubos e folhas fecham cifras monetárias do erário público. Coisa de caudilho, mandão, coronel, patrimonialista e da extrema-direita raivosa.



O que precisa ser plantado nessas rotatórias são viadutos, alças e vias elevadas para acabar com os engarrafamentos que elas geram. 

Vergonhoso ver essas ações infames serem reproduzidas de forma livre e sem maiores constrangimentos. Verdadeira floração anti-republicana.

 A reeleição com a permanência do ocupante do executivo, no cargo, é uma condição favorável ao fortalecimento dessas práticas danosas. Onde ações são forjadas para o mero exercício de promoção eleitoral e criar justificativas de gastos inomináveis.
Trata-se de uma grosseria do ponto de vista político e só a cegueira cúmplice não ver o quanto é oneroso para os cofres públicos uma “maria-sem-vergonha” e uma “palmeira-fênix” em um fim de mandato.



ISSO É UMA VERDADEIRA JARDINAGEM DA NOSSA MISÉRIA POLÍTICA!



quinta-feira, março 22, 2012

O que é o sonho?

Autor que não foi possível identificar

O que é o sonho? A utilidade e função do sonho? Freud buscou relacionar os sonhos com tentativas de realizar desejos. Na verdade o sonho foi um elemento fundante da psicanálise freudiana, sua via régis. Particularmente como manifestação do inconsciente pensado por Freud. 

Lacan e tantos outros mudaram o trato e lugar do sonho. Para esse a atenção deveria se voltar para o significante. Porém, os sonhos se reduzem às formulações psicanalítica? Os sonhos muitas vezes acontecem em uma forma de experiência que podemos diferenciar muito bem de outros sonhos, não só isso, nos traz conteúdos que se colocam no devir. 

Qual a necessidade do cérebro viver essas imagens, produzir sensações enquanto o corpo dorme? Os sonhos são realidades, mas tipos especiais de realidade para nossos sentidos e experiência mundo. O sonho seria um vigília não autorizada do consciente perante o descanso de o resto do corpo? Uma insurgência ou falha no nosso sistema, nas funções do corpo? Os sonhos podem ser a revelação somente que nosso corpo não funciona de forma perfeita, e que as imperfeições são úteis para sua eficiente existência. 

No meu entendimento o sonho é social a partir do momento que vira discurso e fica submetido a duas interpretações em contato comunicativo. Do sonho também percebo que as sensações nele experimentadas são indícios que os sentimentos e prazeres têm uma existência sem o contato físico material e sem a percepção da vigília (acordado). Isso não quer dizer que tal existência seja anterior ou pré-existente à vida e à vida social. 

O testemunho é uma condição de tipificação da experiência e da vivência real. O real precisa de testemunha para a memória de cada indivíduo e para o grupo. É esse atestado de verdadeiro que separa o real da criação fantasiosa, fictícia, ilusória e delirante, se não separa pelo menos os distingue intelectualmente e possibilita uma outra ordenação das múltiplas teias de interação social. Nesse caso a realidade precisa do sonho como o outro (alter). 

O sonho persiste enquanto uma experiência da vida da qual não sabemos suas "razões. 


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