A ignorância é real também como forma de crítica. Primeira coisa. Quem defende princípios democráticos, republicanos etc. não fica refém de bandeira partidária, nem de sua doutrina, pois é uma visão particular da política. O mais salutar para um cidadão e para a cidadania é ultrapassar continuadamente a barreira do particularismo, do corporativismo e, principalmente,do interesse estrito do próprio umbigo. Sem isso não é possível Política e tudo acaba mesmo no mero e cruel exercício de poder, pois o espaço fica inviável a diálogos e consensos, definha a dimensão do espaço público como locus de vida política. Hoje, no Brasil, há uma legião de ignorantes "esclarecidos" que rugem e berram pelo fim da Política. É como se fosse um protesto da própria alienação em prol dela mesma. É mais simples para essa legião destruir que tentar compreender a complexidade dos fatos (tramas desenvolvidas por vários atores movidos por interesses e inclinações diferentes) e as possibilidades positivas da Política. Mais fácil dizer golpe, conspiração, entreguismo, avermelhamento etc., ou acreditar que há uma verdadeira e nítida linha divisória entre esse NÓS engajados e entrincheirados e o OUTRO, também entrincheirado e engajado, porque é mais cômodo para os neurônios e para o limite de raciocínio que essa legião pratica. Esse embate é uma odisseia fictícia que os líderes, ídolos e senhores dessa legião criaram para ter o capital necessário de convivência entre si, gozando o status que isso lhes proporciona e tudo fica entre eles mesmos, lá no alto, enquanto essa base legionária, com seus urros raivosos fica com o pé na lama. Se tudo aquilo que o Jucá falou é verdeiro e viável, se isso é aceito como fundamento explicativo, o Lula fica onde? Fica onde ele está no sei dessa classe política, no alto. Ele sabe que é necessário negociar e sabe qual jogo está sendo jogado. Ser preso, ser mais desgastado ou acertar uma saída comum com os outros, mas que, no fundo, formam com ele um nós, porque são parte de um mesmo status político, mesmo que em uma hora ou outra em disputa? É lógico que ele sabe que faz parte de uma mesma classe política, que participa de um mesmo sistema político e que reproduz e é produto de uma mesma cultura política. Interessa ao Lula, nesse momento, tal euforia e desarranjo? Se o Jucá e Machado só falaram verdades, é lógico que esse vazamento Não interessa a ele. O que preocupava Lula durante o discurso de Dilma, após ela sair do Palácio? Ela insistindo em lutar até o final e ele abatido, inquieto e, no final, disse: "Eu vou para casa". Se no PT existem interesses que não são idênticos,no PSDB não é diferente. A fala de Jucá é nitidamente favorável a José Serra que começa a retirar Aécio da disputa pela Presidência da República. Ou não é? Peguem o diploma e guardem, dando grau de otários a si próprios, pois se a fala de Jucá é válida o Lula é parte do "golpe".
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terça-feira, maio 24, 2016
sábado, agosto 01, 2015
Quem quer dar golpe? Impeachment é golpe?
Quando pessoas que ocupam postos políticos começam a falar de ameaças sem citar os supostos autores, tenha certeza que é motivo para desconfiar. Onde está qualquer indício de golpe no Brasil? Qual setor quer isso?
Não existe qualquer indício de golpe por nenhuma das nossas forças que compõem as nossas Forças Armadas O Exército, a Aeronáutica e a Marinha estão cumprindo honrosamente seus papéis dentro da constitucionalidade. Por outro lado, não existe nenhum grupo na sociedade civil com vontade ou capacidade de efetivar um golpe.
O certo é que o termo é impróprio para situação e o momento. Falar em Golpe é uma total impropriedade e um ato equivocado dos que apoiam o governo Dilma. Propagandear a "ameaça de um golpe" visando explorar o medo para barganhar apoio para a Presidente nesse momento é quase um suicídio.
Na verdade, quem vem promovendo o golpe são os que se querem vítimas de um suposto golpe. Promoveram e estão promovendo golpe na medida que abrigaram e deram mais poder aos antigos aliados da Ditadura. Vide a aliança com Maluf etc. Vendo por esse ângulo, foi um auto-golpe e já ocorreu há tempos. Desta forma é absurdo dizer que vai ocorrer algo que já ocorreu. Não passa de mais uma bizarrice do governo e dos setores que lhe apoiam.
Vejamos os aliados do PT e do governo Dilma: Collor, Maluf, Renan, Barbalho, Temer, Lobão etc. Depois desses vem as facções do baixo clero, extremamente corporativistas. Os que são golpistas historicamente comprovados estão com o governo e estão bem no governo tal como está. No mais,é o fogo "amigo" e a herança maldita que ela recebeu do reinado Lula-Dirceu. Nesse caso, é melhor para Dilma que a operação Lava Jato avance e dê resultados. Por mais paradoxal que pareça a operação Lava Jato não é o pior dos mundos para a condição política de Dilma, ela pode tirar dividendos disso, se nada for provado contra ela. O mesmo não pode ser dito para o fogo "amigo".
Por isso, Dilma não cai! Não cai porque o PMDB, em sua maioria, não quer. Porque para a oposição representada pelo PSDB não quer, porque é melhor para eles a continuidade nessa forma de desastre. O PMDB, ver a situação como útil, pois tira todos benefícios da máquina pública, mas sem responder diretamente pela crise econômica e o desastre administrativo que o país vive. O PSDB com a permanência desse desastre do governo do PT quer acumular recursos e créditos eleitorais para 2018.
O que se ver atualmente é uma articulação não para salvar Dilma, não é bem isso. A articulação na verdade é para viabilizar Lula em 2018. Lula quer manter um rede partidária de sustentação para continuar no poder. O movimento interno do PMDB para minimizar Cunha visa reagrupar e manter o comando do partido nas mãos dos velhos caciques do partido. Os processos de pedido de Impeachment são recursos que o Cunha dispõe para não ser trucidado. Mas na verdade ele não tem desejo de afastar Dilma. Renan, por outro lado, já deve ter percebido que também pode ser descartado. Resta saber se o restante da base vai ainda confiar no PT e no Governo Dilma ou se vai perceber o óbvio, que qualquer um pode ser descartado em conformidade com a conveniência do projeto de manutenção do poder implementado por Lula. Porque é isso que Lula e o PT estão fazendo. Eles querem transferir a mancha da corrupção e da péssima gestão a alguém. Para concretizar isso vale qualquer coisa. Como já disse,o caminho de Dilma recuperação de prestígio e a integridade do seu não tem êxito indo na sombra desse projeto de Lula.
Iniciar um processo de impeachment não quer dizer que o resultado seja o afastamento do Presidente. O pedido pode não passar. Estado de Direito em si, pautado só em existência de legalidade não é o melhor dos mundos (vide a Alemanha nazista). Por isso, é preciso pensar o Estado de Direito como Estado Democrático com amplas garantias de direitos, dentre eles o da liberdade de expressão, de contestação, de oposição e do contraditório. Além disso, também há algo de muito fundamental: o Estado de Direito precisa ser pautado em Justiça, direito com equidade. Falar de golpe diante de mecanismos que são constitucionais é acusar, não é defender o Estado de Direito.
Sempre que ps defensores de Dilma tentar defendê-la argumentando o Estado de Direito, acabam por transformá-lo em algo amorfo, sem historicidade ou em uma visão extremamente minimalista. Lamentável. Porque o desespero e discursos emotivos não corrigem os erros graves em curso. Dito isso, cabe lembrar que Impeachment é um instrumento Constitucional de manutenção da ordem e usado em caso de crimes. Em qual democracia não há previsão contra quem comete crime? Então se trata de crime, mas um processo devidamente legal, constitucionalmente firmado. Sendo assim, impeachment é próprio de Estado de Direito, estranho é o Estado onde os chefes dos poderes não estão submetidos à lei. República é governo de lei. Se estão evocando o Estado de Direito, o impeachment é remédio constitucional. Pois só com provas e com o exercício do contraditório poderá se chegar a um termo (de afastar ou não).
Não acredito que Dima sofra Impeachment, porque isso seria correlato a matar a galinha dos ovos de ouro. Mesmo que o Cunha queira, os caciques do PMDB não vão deixar isso acontecer agora. Quem seguraria o governo até o final? A crise na verdade está só começando e a parte pior ainda estar pela frente.
O que cada cidadãos está realmente preocupado é com suas vidas daqui para frente. O que todos se preocupam é de como serão as condições de trabalho e sobrevivência daqui para frente. E, lógico, o povo está preocupado com a total incapacidade desse governo de conduzir o Brasil. Pois qualquer cidadão comum já percebeu a incompetência de gestão das contas públicas, a falta de investimento no que é essencial e falta de políticas que melhorem o desempenho econômico do país.
O Governo Federal acaba de anunciar mais cortes. Sendo R$ 1 bilhão da educação, R$ 1,2 bilhões da saúde, R$ 1,3 do Ministério das Cidades e R$ 875 milhões do Transporte. Com isso, o PAC terá um corte de recursos de 44% o que afetará programas sociais como o Minha casa Minha Vida. Com o corte anterior de R$ 9,5 bilhões a Educação totaliza um corte no total de R$ 10,5 bilhões.
O agravante é que o déficit das contas públicas atingiu R$ 9,3 bilhões. E os gastos continuam aumentando, com alta 2,1% em junho e um acumulado do semestre alta de 0,5% (R$ 514,899 bilhões) em relação ao mesmo período de 2014. O déficit logo não pode ser atribuído só à queda de arrecadação. Enquanto se corta recursos da Educação, da Saúde e dos Transporte, o Governo acena liberar para os parlamentares R$ 717,4 milhões de emendas parlamentares. Isso sim é grave. Isso sim constitui-se em golpe sobre os brasileiros que pesadamente pagam impostos. Isso não neo-liberal? Isso é um governo de esquerda, popular, democrático? À Dilma resta lutar desesperadamente para tapar o rompo no casco da nau deixado por seu antecessor e se livrar do rótulo do pior governo pós 1985 (a maior desaprovação já tem).
O que todos os brasileiros esperam ainda saber dos seus representantes é como e por quais motivos se chegou a essa situação. Por que só agora tudo isso foi revelado?
quarta-feira, abril 01, 2015
Lula indignado com a corrupção
Matéria de O Estadão reproduz fala de Lula dizendo que está indignado com a corrupção.
Prova do quando ainda é viva a tradição do 1º de abril. (A afirmação foi feita em discurso na quadra dos bancários em São Paulo)
sexta-feira, fevereiro 27, 2015
O custo PMDB e a campanha antecipada de Lula
Não vejo o quadro geral da política brasileira como uma pmdebização. Isso é sintoma. A nossa real enfermidade é autoritarismo e falta de virtude civil. O espaço público e a coisa pública não representam nada para os que dizem que a representam. Não é o PMDB, nem o sistema presidencialista, é um ethos com forte viés demofóbico,anti-res publica.
O que faz o Executivo buscar fazer aliados, uma base ampla de apoio no Parlamento não é tipo de presidencialismo, uma necessidade da Política. Nos sistemas Parlamentarista é o rotina formar coalizões, vide o que aconteceu agora na Grécia. Com quem o festejado Syriza compôs para governa? Com um partido nacionalista de direita. Mas qual o nosso problema? Falta de Política no ela tem de essencial: negociação de interesses públicos. A preferência não é negociar e pactuar sobre projetos que representem interesse público, o que é pactuado é declínio de poder e troca de favores de interesse privado. O que buscam o governante é tão-somente a cumplicidade e obediência do Legislativo. A velha forma autoritária de decidir.
O quadro tem como agravante a forma frágil e inconsistente da oposição, o que significa dizer que estamos sem opção. Inexiste uma força política organizada que canalize para si a insatisfação nacional e que efetivamente tenha um projeto de mudança sintonizados com as novas aspirações populares e dos demais segmentos sociais indignados com a atual situação do país e sua vida política. E a ausência de forças democráticas organizadas de oposição ao governo propicia o alastramento de minorias conservadoras de tipo reacionário. A corrupção que se alastra é algo mais que a monetária, pautada em propina, mas de decadência de valores fundamentais para sustentar nossas principais instituições democráticas e republicanas.
O PMDB não é uma invenção de si mesmo mas o sumo do ethos que exerce a hegemonia sobre todos o nosso aparelho de poder e nas nossas principais instituições. Dilma e o PT trilharam para o rumo de desse ethos e amálgama foi tão intenso que esvazio e perdeu qualquer força de contraste a esquerda que eles representavam. O exercício do poder pautado em uma coalizão sem projeto político norteadores e sem pactos que priorizem interesse público tornou as alianças uma espiral infinita e desastrosa de troca-troca de favores comprometendo recursos públicos, o funcionamento do Estado e colocando a sociedade em uma situação de risco.
A ausência de uma oposição que represente as atuais demandas e tenha uma identidade de renovação e a incapacidade de fazer política do PT e da Dilma tornaram a reeleição de Dilma um fator conturbador e de elevação do custo PMDB. O PMDB consegue hoje ser o fiel estabilizador da "base de apoio" no Congresso, o que lhe permite exigir mais pelo seu apoio. Isso tem se tornado mais preocupante com a crescente pressão da cúpula do PT contra Dilma e da campanha aberta de Lula para presidente em 2018. É nesse contexto que Dilma vai ser cobrada pelo o PMDB, que certamente reivindicará mais espaço no poder. O real custo desse apoio é a questão maior. O que efetivamente vai significar para a sociedade brasileira o PMDB com mais poder? Para onde o PMDB vai nos levar? O que realmente Lula e a cúpula do PT pretendem pressionando Dilma e antecipando a campanha eleitoral de 2018? É o que temos para ver nos próximos anos... Já é até difícil saber de quem Dilma é avatar e vice-versa.
O quadro tem como agravante a forma frágil e inconsistente da oposição, o que significa dizer que estamos sem opção. Inexiste uma força política organizada que canalize para si a insatisfação nacional e que efetivamente tenha um projeto de mudança sintonizados com as novas aspirações populares e dos demais segmentos sociais indignados com a atual situação do país e sua vida política. E a ausência de forças democráticas organizadas de oposição ao governo propicia o alastramento de minorias conservadoras de tipo reacionário. A corrupção que se alastra é algo mais que a monetária, pautada em propina, mas de decadência de valores fundamentais para sustentar nossas principais instituições democráticas e republicanas.
O PMDB não é uma invenção de si mesmo mas o sumo do ethos que exerce a hegemonia sobre todos o nosso aparelho de poder e nas nossas principais instituições. Dilma e o PT trilharam para o rumo de desse ethos e amálgama foi tão intenso que esvazio e perdeu qualquer força de contraste a esquerda que eles representavam. O exercício do poder pautado em uma coalizão sem projeto político norteadores e sem pactos que priorizem interesse público tornou as alianças uma espiral infinita e desastrosa de troca-troca de favores comprometendo recursos públicos, o funcionamento do Estado e colocando a sociedade em uma situação de risco.
A ausência de uma oposição que represente as atuais demandas e tenha uma identidade de renovação e a incapacidade de fazer política do PT e da Dilma tornaram a reeleição de Dilma um fator conturbador e de elevação do custo PMDB. O PMDB consegue hoje ser o fiel estabilizador da "base de apoio" no Congresso, o que lhe permite exigir mais pelo seu apoio. Isso tem se tornado mais preocupante com a crescente pressão da cúpula do PT contra Dilma e da campanha aberta de Lula para presidente em 2018. É nesse contexto que Dilma vai ser cobrada pelo o PMDB, que certamente reivindicará mais espaço no poder. O real custo desse apoio é a questão maior. O que efetivamente vai significar para a sociedade brasileira o PMDB com mais poder? Para onde o PMDB vai nos levar? O que realmente Lula e a cúpula do PT pretendem pressionando Dilma e antecipando a campanha eleitoral de 2018? É o que temos para ver nos próximos anos... Já é até difícil saber de quem Dilma é avatar e vice-versa.
sábado, abril 07, 2012
PT SEM MEIOS TERMOS
Já
é do conhecimento de todos e muito bem comprovada a Aliança entre o PT(partido dos
trabalhadores) e José Sarney. No plano da direção nacional petista... esse concerto tem mais de uma década. Salvos os contorcionismos mirabolantes... Não
há mais o que discutir sobre quem traiu quem. Sarney procurou Lula ou Lula procurou Sarney? Resposta está estampada aos quatro cantos. Vide as eleições de 2010, quando o então Presidente da República, Lula da Silva, veio ser cabo eleitoral ou garoto propaganda da candidata Roseana Sarney.
É fato líquido e certo: o PT que existe é aliado e governa em parceria com o senador José Sarney, que hoje é, sem dúvida alguma, a maior legenda dentro do Congresso Nacional.
É fato líquido e certo: o PT que existe é aliado e governa em parceria com o senador José Sarney, que hoje é, sem dúvida alguma, a maior legenda dentro do Congresso Nacional.
José Sarney, senador do Amapá, reúne atualmente mais apoio e maior número de parlamentares
que a maioria das siglas partidárias presentes no Congresso. Ele tem uma das ou a maior das bancadas no Congresso Nacional. É uma influência
que se estende aos outros poderes sem nenhuma limitação ou constrangimento. Esse fenômeno mescla
patrimonialismo e absolutismo, mas mantendo sempre o verniz da via dos ritos institucionais. Esse
mandonismo age no interior das entidades institucionalizadas do aparelho de poder. É um mando que vem se sustentando através de diversos arranjos de pactos de cumplicidades recíprocas, articulados cuidadosamente em cada uma das instituições políticas brasileiras.
O que assistimos no PT do Maranhão é um acontecimento tardio, algo já em
descompasso com o ritmo partidário nacional. Macaxeira não inventou a aliança
Sarney/PT, ele apenas tem sido um fiel executor das medidas de ajustamento.
É óbvio que nessa labuta de cumprir as tarefas ditadas pela direção nacional, está agindo de forma a maximizar a realização dos seus interesses. Isto é, colher o bom preço da obediência.
As declarações que Macaxeira sarneyzou o PT sozinho ou que é o mentor disso é puro exercício de enfrentamento. Algo compreensível e válido para o modelo de Arena de Rinha petista. Mas a realidade apresenta provas divergentes. Por outro lado, aquilo que era para ser um destrato acaba sendo um elogio ao Comandante Macaxeira. Pois ele é colocado em uma posição que ainda não ocupa e em uma condição que também não tem: o de negociar (poder falar não quer dizer Poder de negociar) diretamente com Sarney.
Sem nenhum desmerecimento ao Sr. Macaxeira, mas Sarney não vai descer da sua cobertura para negociar no térreo com ele, não no atual contexto. Os acertos do senador Sarney com o PT são feitos diretamente com o ex-presidente Lula e com a Presidenta Dilma. José Sarney sabe o lugar que ocupa e o que tem nas mãos.
Sem nenhum desmerecimento ao Sr. Macaxeira, mas Sarney não vai descer da sua cobertura para negociar no térreo com ele, não no atual contexto. Os acertos do senador Sarney com o PT são feitos diretamente com o ex-presidente Lula e com a Presidenta Dilma. José Sarney sabe o lugar que ocupa e o que tem nas mãos.
Boa
parte das brigas internas do PT nasceu de querelas pessoais. Algumas não passam de auto-justificações, particularíssimas ao extremo. Além disso, existe uma dependência quase absoluta entre alguns indivíduos (ele só é algo se outro continuar existindo). São os que não sabem viver sem o "inimigo". Toda pureza e correção deles está justificado nos defeitos e vícios dos adversários. São aqueles que transformaram a inimizade no próprio mote de vida partidária. São casos que a
psicanálise e a psiquiatria não têm e nem tentam apresentar respostas ou quaisquer explicação.
No PT todos já mediram o temperamento e a coragem do outro (um troca-troca de forças). Por outro lado, todos os segredos, não são verdadeiramente segredos, o que torna bastante fácil as operações visando atender interesses e desejos reprimidos das partes em lide. Isto é, quem quer o quê e o porquê de querer. Para muitos arena de rinha é chave central de ordenação e significação da vida, sem esse palco e com as cortinas fechadas a vida não terá sentido, não serão nada no mundo.
No PT todos já mediram o temperamento e a coragem do outro (um troca-troca de forças). Por outro lado, todos os segredos, não são verdadeiramente segredos, o que torna bastante fácil as operações visando atender interesses e desejos reprimidos das partes em lide. Isto é, quem quer o quê e o porquê de querer. Para muitos arena de rinha é chave central de ordenação e significação da vida, sem esse palco e com as cortinas fechadas a vida não terá sentido, não serão nada no mundo.
Logo
– logo serão acionadas as máquinas ideologizadoras das tendências, de um lado
para justificar as adesões à candidatura de Washington e de outro lado para justificar
a manutenção do dissenso. Tudo vale se a vala vale a vida! Podemos assim resumir essa lógica.
Para
justificar o consenso (ou simples adesão) não faltam dados de realidade: PT
contra os tucanos malvados (PSDB); o “projeto nacional” (2014); a “tomada de
poder por dentro” etc. O certo e bastante provado é que o PT nacional e seus principais
líderes estão em aliança com o senador Sarney há tempos.
Para alguns companheiros, que até há bem pouco tempo estavam na resistência, não existe outra alternativa, a curto e médio prazo, de voltar a ter o abrigo do poder a não ser pela via Macaxeira. Esse abrigo corresponde exatamente ao mundo paradisíaco dos cargos comissionados, ser posto à disposição de algum gabinete e, consequentemente, FICAR longe e livre do fardo da rotina do trabalho. Além de se alforriar de todas as coisas fadigantes destinadas aos cidadãos comuns. Preço: macaxeirizar-se.
Alguns companheiros petistas provaram o gosto da cereja (as benesses do poder) e querem voltar a sentir esse sabor. Já perceberam que o tempo também passou para eles e outras oportunidades poderão não mais surgir. Portanto, estão no limite das chances históricas e precisam barganhar algo agora. Assim refletem alguns de posse da lógica "pragmática". Para eles essa situação-limite tende a piorar com a confirmação da não-candidatura de Flávio Dino. No final das contas, se aderirem à candidatura Washington/sarneísmo não estarão fazendo nada de diferente do que a cúpula do partido já selou. Eis uma forte justificativa.
Para alguns companheiros, que até há bem pouco tempo estavam na resistência, não existe outra alternativa, a curto e médio prazo, de voltar a ter o abrigo do poder a não ser pela via Macaxeira. Esse abrigo corresponde exatamente ao mundo paradisíaco dos cargos comissionados, ser posto à disposição de algum gabinete e, consequentemente, FICAR longe e livre do fardo da rotina do trabalho. Além de se alforriar de todas as coisas fadigantes destinadas aos cidadãos comuns. Preço: macaxeirizar-se.
Alguns companheiros petistas provaram o gosto da cereja (as benesses do poder) e querem voltar a sentir esse sabor. Já perceberam que o tempo também passou para eles e outras oportunidades poderão não mais surgir. Portanto, estão no limite das chances históricas e precisam barganhar algo agora. Assim refletem alguns de posse da lógica "pragmática". Para eles essa situação-limite tende a piorar com a confirmação da não-candidatura de Flávio Dino. No final das contas, se aderirem à candidatura Washington/sarneísmo não estarão fazendo nada de diferente do que a cúpula do partido já selou. Eis uma forte justificativa.
Para
o dissenso de Washington não tem justificativa fácil. Inúmeras questões emergem
de pronto: votar nulo? Votar em outros partidos? Apoiar Castelo? Omissão? Adesão
ao sarneísmo?
Tendo
em vista que o senador Sarney é o aliado preferencial do PT no Maranhão, será
que apoiar o governo Dilma é fortalecer indiretamente o sarneísmo? Nem sempre, pode ser o argumento. Essa adesão indireta, o fortalecimento por tabela não é automático e depende muito das opções tomadas pela Presidente. Mas quais são as opções da Presidenta? O fortalecimento
do governo Dilma poderá ser a condição de criação de novas potencialidades para a disputa do poder no Maranhão ? Isso está em aberto.
Quem
quer manter a coerência de não aderir ao sarneísmo tem também que não aderir ao
castelismo (sub-produto do sarneísmo). Voto nulo ou abstenção favorece Castelo.
Castelo significa um retrocesso político que ficou como legado do governo
Jackson.
Votar
em outro partido é um direito do cidadão que está acima do dever partidário.
Além disso, votar em outro partido nem sempre significa trair o partido. Mas
qual o partido que estaria bem mais acima do bem e do mal do que o PT? Qual
partido no Maranhão que não acumula alianças esdrúxulas, em descompasso com o
discurso?
O
certo é que a saída de Flávio Dino da disputa municipal de 2012 alarga mais as chances
de permanência dos setores mais conservadores à frente do poder político local e
adia, no mínimo, por mais 08 anos as chances de um início de alternância política no
Maranhão. O desenho de uma "transição" "conciliada" mais à direita parece querer tomar forma, o que provocaria a minimização da alternância...
PS.:
Nossas obras são vistas por outros olhos... A vida não finda para os que
recebem a Salvação; para os que bebem da Fonte Viva. A Páscoa é a celebração da
vitória da Vida sobre a morte. A vida na sua plenitude e abundância. Feliz
Páscoa!
sábado, outubro 29, 2011
LULA E 66 OUTRAS INTENÇÕES
Os 66 anos de Lula deixou
visível que não era para apagar velas, mas para traçar a comida do bolo. Por
quê?
Paira no ar um cheiro de
descontentamento. Lula e seus principais parceiros de poder parecem
descontentes com a porção de influência que estão tendo no Governo Dilma. Além
do caso particular de Dirceu, que não se conforma com o banimento e quer voltar a cargo político com uma
absolvição no Supremo Tribunal Federal sob as influências da mão invisível do Planalto.
Dilma, mesmo sem querer
confrontar com os companheiros, vem construindo seu espaço e modo de gestão.
Antes de tudo para não ser guilhotinada pela sua ampla base, que não mede
escrúpulos para mantê-la como refém. Nesse ambiente é nítido o perigo que
representa a vaidade de Dirceu por espaços.
Os parabéns a Lula foram com
gosto de quero mais, se não é uma pré-candidatura para valer, pelo menos é uma
pré-candidatura de aviso.
Fala-se em Belém (PA) que
Lula quer ser senador em um dos dois novos estados (Tapajós e Carajás). Eis a
razão da rapidez na criação desses dois novos estados. Quem duvida? Senador Sarney
é pai dessa receita e atualmente uma das pessoas mais próximas de Lula!
Tudo indica que em
meio a tantas felicidades há algo errado na liga do bolo. Dilma vem se
resguardando com um diálogo menos agressivo com os tucanos e, por outro lado, Lula vem festejando e falando como candidato.
Cá entre nós... Esse olhar não deixa dúvida que existem fortes saudades do poder presidencial.
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