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domingo, novembro 02, 2014

Nem só do primeiro escalão vive um governo

Foto: Autor que não foi possível identificar
Flávio Dino está apresentando e dando a conhecer as pessoas que comandarão as secretarias de estado. Resumindo: apresentando o primeiro escalão de sua equipe de governo. De forma cadenciada e fazendo uso das redes sociais, o governador eleito do Maranhão, vai publicando os nomes para cada pasta. Vale registrar que é uma inovação. 

Dentre os nomes apresentados, até agora, nada que beire o esdrúxulo, o bizarro e que suscite grande temeridade. Alguns são para atender os acordos de campanha e alianças, mas sem problemas. Alguns serão figuras só de representação da pasta e terão tarefas basicamente protocolares. Por qual motivo? Por falta de domínio, por não serem especialistas na área etc. Porém, isso não é um problema em si, não significa que a pasta não terá bom desempenho. 

Todo mundo sabe que a eficiência e a eficácia em cada secretaria serão atingidas ou não dependendo do grau de conhecimento e empenho da equipe constituída. Logo fica evidente a importância das indicações para o segundo e terceiro escalão. Sem pessoas com boa qualificação técnica e empenho na composição desses escalões os secretários, por mais bem intencionados e preparados que sejam, não vão obter grandes resultados. É importante ter clareza da necessidade de formar equipes com conhecedores efetivos dos problemas de cada área. Tem que ter pessoas que carreguem o piano, que saibam o que  o piano é e o que fazer com ele. O risco de reunir grandes formuladores sem reunir o número adequado de executores é sempre grande. O ideal é ter o formulador/executor, mas isso é raro. 

Enga-se quem acha que tudo vai funcionar bem apenas com um extraordinário chefão. Segundo escalão e terceiro escalão formam uma zona problemática administrativamente e politicamente. Por serem dotados de maior número de vagas as indicações carregam, em geral, uma excessiva flexibilidade e relaxamento de critérios técnicos. Ainda mais por ser a zona de acomodação da grande demanda de cargos, oriundas de contas eleitorais e partidárias. 

Vamos aguardar os escalões mais a baixo e ver o rumo das coisas. Fica a torcida pelo acerto. 

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