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segunda-feira, setembro 08, 2014

São Luís: 402 anos de fundação e 20 anos sem prefeito


A Câmara Municipal há tempos sofre com bancadas inexpressivas e inoperantes. Aumentou o número de cadeira e decaiu a qualidade do parlamentar. Não chega ao número de 10 os vereadores realmente atuante e que estão debatendo e buscando defender o que é de interesse público. 

Por outro lado, a prefeitura tem recebido péssimos prefeitos. Somando as más gestões atingimos 20 anos. Estamos sem prefeito nos últimos 20 anos. Até agora a atual gestão, de Holandinha, é a pior nesse intervalo de tempo, seguida pela anterior, de João Castelo. 

A foto: encontrei no Convento da Mercês uma das janelas perfura por projétil de arma de fogo. Essa perfuração é de bala. Pois é, encoste o olho no buraco da bala e veja a cidade e seu patrimônio histórico. 

terça-feira, maio 20, 2014

O ethos dos extremos boçais


Os dois semáforos em frente ao Shopping São Luís refletem bem o status dos extremos boçais. Existe um viaduto bem próximo a esse estabelecimento, menos de 300 metros, que possibilita contornar e seguir em direção ao Centro via ponte Bandeira Tribuzi. Só boçais  reivindicam e se sentem contemplados com essa estupidez. 


terça-feira, agosto 20, 2013

Onde o interesse público não é nada: MARGINAIS do rio Gangan


Obra do Rio Gangan... entre outras coisas é uma obra que recebeu recursos federais. Cabe a CGU verificar o que está acontecendo.
Essa obra começou no governo João Castelo. Durante a campanha eleitoral foi mostrada como obra "totalmente concluída". A verdade é que a obra não acabou até hoje e tudo indica que sua relevância não justifica o volume dos recursos. Nada até agora melhorou significativamente. As vias marginais estão inacabadas e o interesse público está sendo jogado no ralo, tudo para não "ferir" a total supremacia do interesse privado. 
No lado direito do rio (ou canal de esgoto),  a via marginal não vai poder ter a utilidade que deveria ter: trafegabilidade, circulação de veículos, pois um ponto comercial e um muro novo, que avançou até a calha do rio, impedem a continuidade da via. Isto é, a importância e o interesse do dono do muro novo e do dono do ponto comercial estão infinitamente acima do interesse coletivo. Resumindo o quintal ampliado desse senhor e esse ponto comercial valem mais que qualquer obra que possa resultar no bem comum, na melhoria pública da cidade. 
Se a obra de encimentar a calha de um rio, transformando-o em um canal de esgoto, já era questionável... agora, se as vias marginais ficarem sem utilidade pública, essa obra vai se tornar um total absurdo e desperdício de dinheiro público. 
A obra da ponte interligando a Estrada da Vitória e a rua General Arthur Carvalho continua parada e os pilares - que começaram a ser feitos - estão deteriorando.  
Até agora nenhum ruído da administração atual no sentindo de tornar essa obra útil ao bem estar da comunidade. Empenhar-se na conclusão da obra, particularmente, garantindo a utilidade das vias marginais, removendo esses obstáculos criados pelo avanço de um muro e pela existência de um ponto comercial, já seria algo... Essa obra precisa ter mais prioridade que o circo... 
De circo já estamos cheios!!!  

quinta-feira, novembro 29, 2012

Prefeitura de São Luís 2013... a urgência da diferença e as necessidades objetivas



O próximo ocupante do poder municipal não encontrará um mar de rosas... Não existe um montante de condições favoráveis e nem de facilidades. Os recursos são poucos e os débitos são em grande monta.

A maioria dos cidadãos tem uma visão pessimista das condições atuais do poder público municipal. Predomina a ideia de que as contas públicas estão em péssimas condições. A tal terra arrasada.

Além da precariedade dos recursos, existem as demandas reprimidas de serviços e assistência. Somam-se a isso os graves problemas de infraestrutura. A maioria já de conhecimento de todas as autoridades constituídas. 

Em que pese o fato da negatividade das contas municipais, a próximo ocupante tem um desafio enorme de mostrar diferença logo no primeiro mês. 

Mesmo sem poder fazer obras enormes e caras, o próximo prefeito vai ter que mostrar algum diferencial. É isso que o povo espera ver. A ideia do novo, repetida tantas vezes durante a campanha, vai ter que assumir um formato objetivo na administração desde os primeiros momentos. Qualquer discurso de postergação, sob a justificativa de falta de recursos, vai abrir um canal de desconfiança que facilmente poderá se converter em decepção. Será a semente do descrédito dos futuros discursos de renovação e mudança.

Não tem alternativa. O crédito para a mudança tem que ser sustentado em ações que ganhe visibilidade no cotidiano. Nesse ponto, várias medidas podem ser feitas, principalmente as que provoquem mudanças na forma de fazer, por exemplo, substituir as empresas prestadoras de serviços que foram ineficientes e até mesmo irresponsáveis. Enfim, o novo prefeito tem que ter um conjunto de ações de impacto para os primeiros meses do seu governo. Na nossa cultura ainda pesa as primeiras impressões... são as que ficam, costuma-se dizer. Não se pode desconsiderar o meio em que se vive. 

Esse momento é oportuno para desmembrar alguns serviços. Por exemplo, serviço de coleta de lixo deve ser executado por uma empresa e o serviço de manutenção das áreas verdes por outra empresa. E assim tanto outros serviços... 

Exemplos de alguns medidas : 1- melhorar a manutenção e funcionamento dos semáforos; 2- melhorar a manutenção e funcionamento dos terminais de integração; 3- combater o despejo irregular de entulho em vias públicas e áreas verdes; 4- cadastramento e disciplinamento dos serviços dos carroceiros; 5- desobstrução de calçadas; 6- vigilância e multa em estacionamentos irregulares; 7- redução de semáforo nas principais vias e implantação de mais barreiras eletrônicas e foto-sensores; 8 – instalação de passarelas para pedestres; 9- disciplinar a circulação de vans que fazem transporte intermunicipal de passageiros, obrigando-as a se destinarem  à Rodoviária; 10- criar paradas seletivas de ônibus, visando reduzir o número de paradas em cada linha; 11- iniciar mudanças no organograma de algumas secretarias, dando novo formato aos postos de decisão e comando; 12- desencadear campanhas publicitárias de conservação da limpeza nas vias públicas; 13- incentivar um projeto de arborização, premiando os cidadãos  que plantarem árvores  nos seus bairros; 14 – criar um programa de atividades físicas nos bairros, e ir implantando as academias a céu aberto; 15- determinar a higienização dos ônibus coletivos, de transporte urbano, e retirar de circulação os ônibus velhos; 16-  criar um núcleo de gestão de qualidade, que possa servir de fonte de dados e controle de qualidade dos serviços públicos municipais; 17- criar atividades artísticas nos finais de semana, particularmente nas praças dos bairros; 18- oferecer cursos de capacitação profissional gratuitos nos bairros, utilizando a estrutura das escolas municipais - para jovens...  Etc.

A possibilidade de fazer diferente e atender bem a população é real, mas vai exigir esforço e empenho qualificado. Não serão só grandes obras que agradarão e atenderão as necessidades dos cidadãos. 

O caixa da prefeitura está em baixa, é o que todo mundo fala. Para minimizar essa baixa é preciso chamar os 200 maiores devedores e abrir um diálogo com eles, oferecendo múltiplas formas para quitação das pendências. É preciso redefinir os trabalhos dos fiscais envolvidos nessa questão. Aí precisa de maior controle e transparência. 

Por outro lado, é preciso estabelecer uma fiscalização mais efetiva e sistemática do trânsito.
A nova administração precisa pensar de imediato em um projeto de lei para o IPTU.

Em uma cidade como São Luís, com mais de 01 milhão de habitantes e com infraestrutura precária, governar infelizmente é fazer obras. A médio prazo elas vão ter que aparecer diante dos olhos dos eleitores. Para tal é preciso recorrer ao Governo Federal, buscar e buscar incansavelmente recursos. 

Enquanto os recursos não são viabilizados para iniciar as grandes obras, é preciso fazer pequenas ações compensatórias, visando a minimizar o sofrimento da população. Cabe estabelecer uma lista de prioridades e montar equipes especializadas para elaborarem as medidas cabíveis de imediato para cada problema. Por exemplo, manutenção e melhoria do sistema de drenagem em algumas ruas e  avenidas, melhorias das condições sanitárias e de higiene das feiras e mercados etc.

Entre os maiores dramas do município está o da saúde. Não tem como não ir logo à Brasília buscar recursos. Paralelo a isso é preciso constituir uma comissão especializada para elaborar algumas medidas de melhoria nessa área e, acima de tudo, fazer projetos, sem projeto fica difícil pedir recursos.

O montante das dificuldades é um ensaio do carnaval do insucesso, mas pode ser a condição mesma para o novo prefeito fazer diferente e fazer bem melhor. A crise pode ser o momento perfeito da inovação e sucesso. É a nossa torcida. 

terça-feira, agosto 21, 2012

Eu quero mais, eu quero mais: a lamúria como justificativa da incapacidade




O Governo Federal disponibiliza inúmeros recursos para que as prefeituras executem obras  e melhorias de instalações visando a qualidade de vida dos cidadãos. O repasse para construção de ACADEMIAS AO AR LIVRE está garantido pela Lei de Incentivo do Ministério do Esporte. Elas estão sendo instaladas em diversas cidades do Brasil e produzindo qualidade de vida para os cidadãos. Particularmente a idosos e quem não possui recursos para pagar uma academia.


São Luís de 400 anos, por pura falta de capacidade administrativa, ainda não disponibilizou aos seus cidadãos, particularmente nos bairros, esse modelo de academia. O que existe é irrisório diante do tamanho da população. Na verdade, é algo praticamente inexistente nos bairros mais populosos. A Sedel, secretaria estadual, inaugurou duas academias ao ar livre em junho desde ano, mas ambas na Avenida Litorânea, bem longe dos grandes bairros e das pessoas de menor recurso financeiro. Foi academia para quem já tem academia. O que a Prefeitura fez? 

Por outro lado, as áreas verdes estão sucessivamente GRILADAS ou transformadas em lixões. Temos como exemplo os bairros da Cohab, Cohatrac, São Cristóvão etc. Por que tais recursos não são buscados? Simples. A mentalidade atrasada dos que estão governando não os permite perceber e visualizar as necessidades da população. A falta de compromisso público desses senhores impede a população de ter espaços para prática de atividades físicas. Isso é importante para a melhoria das condições de saúde dos cidadãos. Esse repasse é feito pelo Ministério do Esporte e a Prefeitura só precisa entrar com a contrapartida.

Por que esses benefícios não são vistos como importantes por tal “gestor”? As escolas funcionam em instalações precárias, o calçamento é vergonhoso, os transportes coletivos são caros, ineficientes e desconfortáveis, o trânsito está caótico, o abastecimento de água precário e o atendimento médico deficiente. Quais são então as prioridades dessa administração?
Essa academia ao ar livre é na cidade de Belém (PA). Não mostramos as do Rio e São Paulo para a comparação não ficar muito distante.





terça-feira, agosto 14, 2012

A grotesca falta de Educação dos Administradores...


Fica patente que os administradores estão sendo, no mínimo, mal educados com nossas crianças. A Educação e a Saúde são os setores mais afetados na nossa capital. Essa dupla carência é um fardo sobre os cidadãos. A falta de um bom sistema educacional tem sido apontado como um verdadeiro entrave para a ampliação da cidadania e desenvolvimento da qualidade de vida no Brasil. No Maranhão e em São Luís é mais que uma verdade, trata-se de um gravíssimo problema. 



Em que pese as melhorias registradas nos últimos anos, as Crianças ainda não receberam o devido tratamento que merecem, tão pouco os profissionais da educação estão sendo devidamente respeitados. Em pleno XXI, em uma cidade que vai completar 400 anos, além de ser a capital  do estado... ainda nos deparamos com escolas em instalações improvisadas, como essa. Onde estão os recursos? Será que todo aquele dinheiro gasto naquela enorme árvore de "natal" não faria um verdadeiro Natal de cidadania para nossas crianças? O que fizeram os vereadores, aliados dessa administração, que estão querendo se reeleger? 


Precisamos ficar mais vigilantes quanto ao destino dos recursos públicos e sermos mais  exigentes quanto aos investimentos na Educação. Que futuro o improviso pode nos reserva r?  Necessitamos de ações planejadas e vinculadas aos interesses da sociedade. Chega de sermos os últimos em tudo! 

Essa escola está situada na Rua Epitácio Cafeteira, bairro do São Cristóvão. 

segunda-feira, agosto 13, 2012

HOSPITAL CARLOS MACIEIRA: ONDE HÁ FUMAÇA E FOGO NÃO HÁ SAÚDE


O Maranhão vive uma enfermidade pública, o que seria a res publica está em estado terminal. Não há um só culpado, um só grupo. Só falácias e a incapacidade de ver a realidade para além da ilusão da transparência que consegue não perceber um certo contínuo entre esses diversos grupos que competem pelo poder. Exceções existem, mas bem a baixo do centro da disputa. Não são forças efetivamente competitivas e de máxima influência na sociedade.

No Núcleo da classe política maranhense conforma-se uma certa homogeneidade e indistinção. Basta ver os que ocupam as 217 Câmaras Municipais, as 217 Prefeituras. O posição existe, mas aquela técnica: os que não estão no governo. Porém, a oposição Política ao modelo de exercício de poder vigente ainda não tem face, forma e mínima organização. Isso salta aos olhos nos períodos eleitorais, quando a rinha das vaidades e projetos estritamente pessoais são sobrepostos aos elementos de composição e consenso em torno de projeto Político, onde possa preponderar o interesse público. A carência de indivíduos na condição de pessoas públicas (homens públicos) é um dos componentes dessa enfermidade. O Estado encontra-se, em todos níveis de poder, pilhado e tomado pelo patrimonialismo, familismo e privatismo... Virou um entende depositário de todos os vícios e viciosos.

Hospital onde tem fumaça e fogo, tem o dinheiro público queimando. Nossos direitos de cidadãos ardem na fogueira da ausência de efetividade. O estado patológico dos ocupantes do poder também é de altíssima complexidade. A fagulha para acender esse fogo é um composto de vaidade, falta de humildade e descompromisso público. Como sempre o combustível para alimentar as chamas é o erário. A cidadania não pode ter outro assento a não ser as cinzas. 

Acidentes ocorrem, tragédias e o acaso existe, mas a falta de equipamentos e um sistema básico contra incêndio não são obras do acaso, mas da irresponsabilidade administrativa. Por que o “gestor” não fez e/ou não tinha conhecimento? A ÁGUA QUE FALTOU PARA APAGAR O FOGO É A MESMA QUE FALTA PARA OS CIDADÃOS BEBEREM. O NASCEDOUROU DA TRAGÉDIA TEM OS MESMOS COMPONENTES. Caema e Saúde são reféns da mesma altíssima complexidade que nos assola. Torço para que a situação clínica dos pacientes que estavam no hospital Carlos Macieira, no momento do incêndio, não tenha se agravado. Que nenhum deles piore de saúde. Porém, como cidadão comum, penso  também nos custos que isso produzirá para os cofres públicos, principalmente com uma provável "nova" reforma. Existe no meio político uma expressão que diz: fogo amigo. 

Não podemos aceitar como normais Hidrantes sem água, falta de sensores e um alarme que possibilite a saída de dentro do prédio o mais rápido possível. A saúde está mal. Nos municípios do interior e na capital, onde os Socorrões viraram sinônimos de horror. A saúde na órbita do governo estadual é tão sólida quando a fumaça que subia do incêndio no Hospital Carlos Macieira. Hospital que bem antes do incêndio já estava encoberto de nuvens escuras, em uma total in- transparência sobre sua situação. Esse hospital faz ou não faz parte do patrimônio público? Por que deixou de ser o hospital dos servidores públicos? Se não é, como e em que circunstância passou ao patrimônio privado? Onde foram parar os milhões anunciados para reforma do hospital? Ninguém incluiu nessa reforma o sistema de segurança do prédio? Em um hospital de altíssima complexidade não ter detector de fogo e fumaça nos corredores e ambientes? É estranho, no mínimo. 

Realmente é um hospital de altíssima complexidade.. ao ponto de não nos deixar transparecer o que ocorre ali verdadeiramente. Tão complexo que os bombeiros e voluntários encontraram inúmeras dificuldades para controlar o fogo e resgatar os pacientes.

Desse complexo nos resta a simplesmente e pura miséria. Isso é politicamente e moralmente vergonhoso. Não merecemos mais isso.



sexta-feira, julho 06, 2012

Os que trabalham e não recebem vantagens


Hoje foi um belo dia. Passei a tarde vendo como pessoas trabalhadoras empenham suas horas para sobreviverem pelo próprio esforço. O comércio de alimentos tem sido uma grande fonte de renda para milhares de pessoas em São Luís. São pequenos empreendedores, cidadãos que resolveram montar seu negócio em busca renda. Essa atividades, somadas, em cada bairro, garantem ocupação e rendimentos mais que os "grandes" projetos instalados no município. No entanto, não encontramos ações governamentais que melhore as condições dessas atividades, abrangendo instalações, capacitação e condições sanitárias. A maior parte é feita no improviso e de forma precária. Porém, não falta boa vontade e determinação para conseguir sobreviver mais dignamente.

segunda-feira, junho 18, 2012

João Traquinagem: o ideal de maximizar a miséria política




É óbvio que toda essa configuração política, refletida enquanto miséria política, não é obra de um homem só. Não cabe ao senhor João Castelo responder sozinho por ela, basta ver a inoperância da maioria dos vereadores. No entanto, o Sr. Castelo insiste de agudizar o caráter miserável do fazer "política" em nosso estado, em caricaturas grotescas e piadas. Por último, lançou um trem que, em pouco tempo, já virou ônibus iguais aos de Curitiba. Propaganda antecipadíssima. Quando diz "vai" joga para o futuro. Para não ser propaganda antecipada deveria dizer a data de início e término ainda neste ano. O que dizer da foto?

quinta-feira, maio 10, 2012

A ESTÉTICA DO PODER E A POLÍTICA COMO PIADA



Apesar do Maranhão nunca ter sido batizado de estado-fascista, é a unidade político-administrativa que mais tempo vem sustentando uma política na forma de espetáculo. O poder foi posto em cena e convertido em ritualização publicitária, tanto na fórmula “romana” adulterada: do circo e circo, como pela via da força midiática, usada pelos governos. 

Sucessivamente os programas de governo e os pronunciamentos dos governantes não passam e de meras peças publicitárias, em sedução e fantasia.  Trata-se de um processo contínuo de espetáculos de sedução, onde governar é seduzir, é manter o povo entorpecido por promessas grandiosas, atos e obras megalomaníacas, frutos não do planejamento ou da percepção das prioridades dos negócios públicos, mas de rompantes, vaidades e idiossincrasias.  

O altíssimo gasto público com publicidade deixa inequívoco seu caráter predominante na forma de governar. Mitos, fantasias, falseamentos, apelos sentimentais e a exploração do medo, promessa de amparo e proteção são elementos recorrentes no preenchimento das peças publicitárias, que são transformadas em alimento para os anseios políticos, já totalmente despolitizados.


A ritualização pública dos feitos, inverídicos ou falseados, tem sido a tônica da publicidade do governo municipal de São Luís, cujo ocupante se convenceu que pode a todos convencer, porque acredita que suas versões fazem a realidade ser o que ele bem quer que os outros vejam. Estado mental análogo ao dos líderes de regimes autocráticos que, em surtos agudos de personalismo, viam-se como pessoas especiais, portadores de uma revelação e uma verdade superior. Assim age o atual prefeito de São Luís. Ele está convencido de que sabe convencer e por isso a realidade não influi no juízo das pessoas.

Qual a qualidade de gestor público ou que projeto de governo Castelo possui? O prefeito de São Luís na ausência desses requisitos prende a atenção do eleitor e tenta levar a opinião pública a tratar de uma matéria que não sua: o humor do poder. Buscar entreter fazendo galhofa, ridicularizando e caricaturando as questões públicas, ao passo que traveste sua raiz autoritária e hereditária do Golpe Militar de 1964 assumindo o papel de um humorista, de um piadista ou stand-up. Isso tudo para que o Castelo real: autoritário e truculento seja ocultado por uma pessoa “engraçada”.

Nesse cenário circense, a estética do horror "político" se impõe ao  debate público: o ilusionismo toma o lugar das questões públicas. Ao invés do compromisso público e do gestor público/estadista aparecem, respectivamente, a piada e uma pessoa exótica de cara pintada!  É por isso que o fascismo é uma constante ameaça às democracias! 

domingo, abril 01, 2012

SAÍDA PELO VOTO, NÃO PELO ÓBITO


Este post é alusivo ao Golpe Militar de 1964, que muitos dizem ter acontecido no dia 01 de abril, dia da mentira. O segundo ato ditatorial, depois do próprio golpe, foi manipular a data e antecipar para 31 de março. 

Por ser alusivo à Ditadura, não podia ser diferente, expresso meu desejo da morte e do enterro político de João Castelo, enquanto resquício da Ditadura. Ele e todos os que ainda alimentam o autoritarismo, o mandonismo, o personalismo como forma de manutenção do exercício do Poder. Todos que tentam anular a Política e seu ethos democrático humanizante devem ser sepultados (em uma forma de superação). O Brasil precisa caminhar mais em prol de consolidação de Democracia, Justiça e valores Republicanos. 

Enquanto ex-governador biônico e aliado da ditadura, Castelo figura como um fóssil de um dos piores momentos da nossa vida Republicana. No entanto, não quero que ele saia pelo óbito, mas pelo voto. Foi com o voto (livre expressão da opinião e da vontade soberana do povo) e será com ele que iremos continuar sepultando o autoritarismo e os vícios dos anti-republicanos/anti-democráticos que agem contra o Estado Brasileiro e sua comunidade política.

Democracia e Política para vivermos de maneira verdadeiramente humana!

sábado, março 24, 2012

CASTELO E AS FLORES DO MAL



As rotatórias (lá para as bandas do Calhau) estão recebendo um tratamento “paisagístico”. A fórmula utilizada por Palácio no final de mandato está sendo reeditada por Castelo. Uma patacoada onerosa aos cofres públicos. Trata-se literalmente de flores do mal. São jardins contábeis por onde adubos e folhas fecham cifras monetárias do erário público. Coisa de caudilho, mandão, coronel, patrimonialista e da extrema-direita raivosa.



O que precisa ser plantado nessas rotatórias são viadutos, alças e vias elevadas para acabar com os engarrafamentos que elas geram. 

Vergonhoso ver essas ações infames serem reproduzidas de forma livre e sem maiores constrangimentos. Verdadeira floração anti-republicana.

 A reeleição com a permanência do ocupante do executivo, no cargo, é uma condição favorável ao fortalecimento dessas práticas danosas. Onde ações são forjadas para o mero exercício de promoção eleitoral e criar justificativas de gastos inomináveis.
Trata-se de uma grosseria do ponto de vista político e só a cegueira cúmplice não ver o quanto é oneroso para os cofres públicos uma “maria-sem-vergonha” e uma “palmeira-fênix” em um fim de mandato.



ISSO É UMA VERDADEIRA JARDINAGEM DA NOSSA MISÉRIA POLÍTICA!



sábado, março 17, 2012

O LIXO COMO ALIMENTO PARA OS COMEDORES DO ERÁRIO PÚBLICO



Não é uma atitude responsável aceitar esse tipo de descarte de lixo/entulho domésticos e empresariais em áreas verdes, ou que deveriam ser verdes. Principalmente quando essa área está situada em um bairro carente de áreas livres para o lazer e práticas de exercícios físicos e de relaxamento.  

A manutenção e construção das condições de permanência e uso desses espaços cabem ao poder público. Trata-se de um investimento na qualidade de vida dos cidadãos. São Luís é carente de praças e parques. O cidadão está cada vez mais confinado ao seu lar ou aos shoppings.

Esses lixeiros, por incrível e absurdo que pareçam, são ao lado das residências de um conjunto habitacional. Isto é, de um espaço residencial que nasce de uma intervenção “planejada”. O pior é a falta de investimento nessas áreas. O poder público ao invés de coibir e dificultar essas ações, a administração municipal faz é facilitar. Pois toda vez que vai recolher o lixo cria ou amplia os espaços de acesso e despejo nesses terrenos. Isto é, cria condições para veículo de maior porte tenha acesso ao local e traga mais lixo.

Por que a prefeitura não cria barreiras para impedir o acesso ao local? Por que a Prefeitura não faz uma intervenção no sentido de arborizar toda área, fazer um serviço de jardinagem e paisagismo?

Por que tudo isso? Simples. Essa fórmula é uma galinha de ouro. O lixo é lucro para uns. A farra começa pelo método de retirada de lixo pelas carregadeiras. Quando a par vem em apanha o lixo bem por baixo, escavando o chão e levando mais terra do que lixo. Basta ver que nesses locais acabam surgindo poças d’água quando chove. Por quê? 

Porque uma caçamba cheia terra pesa mais que uma caçamba cheia só de saco de plástico. É aí que mora a mágica do lixo que vira ouro. Lá no aterro, na hora da pesagem tudo é contado como lixo, mas a caçamba leva, sem necessidade, uma grande quantidade de terra. Isso "vitamina o peso". É por isso que esses lixões dentro dos bairros nunca acabam, por isso essas áreas nunca recebem tratamento e é por isso que o serviço sempre tem uma carregadeira. Quem fiscaliza essa pesagem e esse lixo lá no aterro? Ninguém.

É exatamente assim que o lixo vira uma galinha de ovos de ouro. 

quinta-feira, março 08, 2012

CHUVAS E LAMAS



Chuvas. Quando chove, em qualquer parte do mundo, as ruas ficam molhadas, mas, em alguns lugares do mundo, as ruas ficam ALAGADAS. Por que? Porque nesses infelizes lugares existem sucessões de péssimos gestores e administradores "públicos" (gerações após gerações). 

São Luís É um desses lugares com uma péssimos sucessão de administradores e gestores. A avenida dos Holandeses, uma das áreas com maior valorização imobiliária da cidade, não existe o básico para o escoamento das águas pluviais: bueiros, boca-de-lobo, canaletas etc. Existem 03 pontos  graves de alagamento. Ontem ficou assim.

sábado, março 03, 2012

Esgoto: fonte de riqueza e cascata administrativa


Três governos municipais já anunciaram e "fizeram" obras de drenagem nesse local. A última e atual é da responsabilidade do prefeito João Castelo. Esse senhor não conseguiu fazer essa drenagem em quatro anos de governo. Na maior parte do período sem-chuvas a obra ficou paralisada ou em ritmo de tartaruga. Ainda está inacabada e os resultados já se mostram duvidosos em termos de eficácia e gestão dos recursos públicos. 

No entanto, pasmem, João Castelo é o único candidato já definido para concorrer na eleição de prefeito de 2012. Isto é, quer ser reeleito. 

O Brasil deve começar a romper com essa paralisia sobre o processo de democratização. Precisamos estabelecer mecanismo efetivos de controle externo ao Executivo em molde de democracia semi-direta, o RECALL tem tudo para ser essa ferramenta de democrática de controle popular sobre os governantes. 

Gestões como essa não devem ter continuidade durante longos 04 anos. Tão pouco devia haver possibilidade de um indivíduo desse se lançar candidato novamente. Democracia, Brasil! 

sexta-feira, fevereiro 17, 2012

CASTELO DE BARRO E PARA O BARRO OLIGÁRQUICO



Castelo estranhamente nunca sentiu o verdadeiro gosto da vingança dos Sarney, mesmo se dizendo de “oposição”. Esse senhor vive alegando “perseguições”, “pressões” e que luta para que a Prefeitura não seja tomada por “eles”. Quem são "eles"? Nunca especifica quem é realmente seu adversário. Esse “eles” é como um inimigo imaginário. Diz que existe, mas nunca mostra mesmo quem é. 

Castelo faz um teatro à moda de um arremedo caipira, tentando sempre se apresentar como um homem de vínculos e hábitos humildes, não poupando gestos que beiram a bizarrice para comprovar sua performance. Não raro, teatraliza ser um apóstolo da sagrada experiência administrativa. 
Castelo insulta a inteligência de todos de forma recorrente através de justificativas tacanhas sobre a violência policial na greve de 1979. Sobre esse fato afirma que  não teve nada com isso e que nem estava aqui. Ele era simplesmente o governador do estado do Maranhão. Quem então deu tal ordens de reprimir os estudantes? Como isso pôde acontecer sem o conhecimento do governador? Foi o vice-governador que mandou descer a porrada nos estudantes? Foi um "outro alguém" que governava dos bastidores? Ou foram diretamente os militares que ocupavam o poder? Conte outra, senhor dos magos, mestre do ilusionismo!!!

João Castelo atualmente usufrui de um mandato que está no rol das heranças malditas do conturbado e, por vários motivos, equivocado governo Jackson. Como já é habitual na sua carreira política, não retribuiu a ajuda dada pelo Sr. Jackson para conseguir o mandato de Prefeito. Mais uma de suas ingratidões e traições. Depois de eleito não fez nenhum gesto de gentileza à altura do que lhe foi oferecido. Castelo não deu ao ex-governador cassado, Jackson, o apoio devido e merecido. Não teve a delicadeza da compaixão no momento pós-cassação. Não se satisfazendo só em praticar tal ingratidão, logo em seguida, de forma dissimuladamente, designou aos seus principais peões (vereadores aliados) a tarefa de apoiar Roseana, tendo como objetivo derrotar Flávio Dino. Ingratidão. 

Castelo nasceu do barro autoritário acumulado na olaria golpista de 1964. Foi modelado pelo seu pai-compadre José Sarney, principal responsável para que ele obtivesse o cargo de governador, sem-voto. Mesmo diante tamanho gesto, Castelo acabou sendo ingrato com o compadre. 
No exercício do mandato de governador João Castelo operou com um encarregado de obras dos generais. Os militares abriram os canteiros de obras e deixaram ele na função de encarregado das obras. Assim Castelo provou e tomou gosto pelo autoritarismo, a mandar e desmandar sem prestar contas, sem inserir transparência nos seus atos e agir de forma totalmente irresponsável, do ponto de vista público.
Seu talento administrativo é próprio de lugares onde o ar não é democrático. Sempre que acha uma brecha exercita seu talento intimidador e violento.
Nasceu desse barro e para as mãos do seu criador voltará. Basta ver suas constantes aparições ao lado da governadora vitalícia do Maranhão. Não é outra coisa, podem anotar... Fecharão acordo em segundo turno se o outro candidato for alguém que represente uma ameaça à continuidade da hegemonia oligárquica mandonista.

A única restrição dos Sarney a Castelo é a falta de confiança nele. Portanto, não há oposição, enfrentamento, mas desconfiança. Pois ingratidão para ele é hobby. Como prefeito provou sua total falta de competência como gestor público em um Estado Democrático e de Direito. A cidade de São Luís já foi massacrada duas vezes por Castelo.  Primeira,  como tragédia, foi efetivada através do mandado de sua esposa, a Sra. Gardênia. Segunda, como farsa, sob o seu próprio rótulo de mandato, obtido graças ao apoio de Jackson Lago. Entregar o terceiro mandato para Castelo é abortar as possibilidades de mudança por mais duas décadas. Será a confirmação do atraso e de nossa miséria política, pois ele nada mais é que um típico produto autoritário!

Atualmente existem três candidatos do grupo Sarney à prefeitura de São Luís, a saber: Washington, Castelo e o intrépido laranja sarneísta (Bob).

Torna-se necessário desconstituir esses disfarces e fazer essas criaturas voltarem solenemente para o barro donde surgiram e queimarem nos fornos dessa olaria maldita! Chega!

terça-feira, janeiro 10, 2012

Castelo, o tratado da surdez, o tempo verbal e surrealismo.


Foto: postada na internet por Valdizan. 

Este post trata de forma sucinta a entrevista concedida pelo prefeito João Castelo ao blogue do jornalista Roberto Kenard e postada no dia 09 de janeiro de 2012, sob o título de “Castelo rompe o silêncio em entrevista exclusiva”.

Desde já quero registrar a qualidade do trabalho realizado pelo jornalista Kenard.  No entanto, concordar ou aceitar de pronto o que Castelo afirma é outra coisa.

O prefeito João Castelo fez, mais uma vez mostra seus dons artísticos. Tanto repetir seu heroico governo estadual, transformou o seu discurso em uma peça surrealista. Vamos por partes.

Primeiro ponto. Todo o insucesso de sua gestão até aqui foi consequência da administração anterior e das chuvas rigorosas. Uma combinação da “mão do homem” e da “incontornável ação da natureza”. Como ele sempre apregoa a grandeza de seu mandato de governador (biônico), cabe saber se naquele período não choveu e se o governador que o antecedeu foi um excelente administrador.

Segundo ponto. Castelo demonstrou seu estilo comedido diante dos Sarney. Confirmou a característica que destacamos no post do dia 06 de janeiro de 2012, com o título de Castelo, anti-sarneísmo de areia, poeira e franchising, onde é possível ler: “nunca fez uma ruptura extrema, nunca chegou nem a encenar ódio aos modos do Ricardo-cunhado”. Nas palavras de Castelo, na entrevista concedida a Kenard, fica assim: “Eu nunca fiz e jamais farei política do rancor ou com o fígado”. Não era para menos, além das exigências da civilidade, seria demais não ter o mínimo de consideração com o compadre que lhe deu o mandato de governador (indicado), ainda na vigência da ditadura militar.  

Terceiro ponto. Castelo deu uma dica de ter problema auditivo: “Nunca ouvi ninguém dizer que desconfia do Castelo”. Pode até ser surdo, mas é extremamente surrealista.

Quarto ponto. Castelo afirma: “Nunca mandei reprimir manifestação, muito menos de estudantes. Eu sequer me encontrava no Maranhão quando estourou o movimento.” Aí o prefeito faz brilhar todo o seu talento de mestre surrealista. O governador realizador, administrador competente some da história, logo no período da greve de 1979, e só volta para ser o que fez o Castelão, a Ponte Bandeira Tribuzi etc.?   Não estava no Maranhão. Onde o governador do estado estava? O estranho é como o governador só era governador para construir obras, não mandava em nada e não sabia de nada quando era para tratar de greve. Era um governador ou um encarregado de obras da Ditadura? Quem então deu a ordem para reprimir? Quem finalmente estava mandando no Maranhão? Nomes? 


Caro Prefeito, o senhor está sob o manto da Lei da Anistia (Lei nº 6.685, 28/08/1979), cite os nomes dos responsáveis pela repressão e os motivos disso ter acontecido sem suas ordens ou seu conhecimento. O senhor desconhecia quem dava ordens dentro do seu governo? Desconfio que o senhor não dará esses nomes. Porém, seria muito importante que o senhor revelasse o que sabe sobre esse episódio. Mostre sua versão de forma integral, por favor.   

Quinto ponto. O prefeito considera o tempo verbal igualmente como o tempo climático, onde impera um “inverno de chuvas rigorosas”. Ele está sempre no passado. Ao se rebelar contra os tolos diz: “antes e depois do governo Castelo nenhum outro governo fez tantas obras”. Não faz mais que repetir seu mestre, quando afirma que tudo que existe no Maranhão foi feito por ele. Esse tal governo glorioso deve ser mesmo creditado a ele? Pois ele mesmo disse que não mandou reprimir os estudantes. Esse governo glorioso não deve ser creditado a quem mandou reprimir? Essa  recorrente volta ao seu mandato de governador biônico é uma forma de encobrir dois fracassos administrativos à frente da Prefeitura de São Luís: o seu próprio mandato e o mandato de sua esposa. Fica provado que ele não sabe administrar nada em tempos de democracia. Os créditos de realizador e grande administrador devem ser dados ao que mandou reprimir os estudantes, pois esse alguém é que realmente mandava.

Sexto ponto. Castelo  na sua “crítica real” afirmou que “Muito antes deles, a um alto preço, eu estive na oposição. Oposição a que? Quem são esses “deles”? O tempo verbal ficou beleza: Eu estive. Alto preço, sem dúvida que sim. Traduzindo: ele foi opositor do movimento democrático contra a Ditadura. Para completar sua “critica verdadeira” ele diz: “Se alguém da oposição me criticar está fazendo o jogo dos adversários”. Que absurdo. Ele nunca diz quem são os opositores e os adversários. Quem são os adversário? O adversário é imaginário. Castelo só quer fazer as pessoas acreditarem que o adversário imaginário que ele criou é o adversário real que cada identifica como seu. Na verdade ele não deu nome algum e pode depois dizer que não disse que era seu fulano ou seu beltrano. O anti-sarneísmo dele é o mais dócil sarneísmo.

Sétimo ponto. Os convênios com o Governo Jackson. Ele simplesmente não disse nada de importante e fundamental sobre a questão. Limitou-se ao possível motivo para o governo do estado pedir anulação dos mesmos. Em momento algum falou do paradeiro, movimentação ou existência dos 73 milhões de reais.

Enfim, a única diferença entre Castelo e os Sarney é que ele consegue ser bem pior politicamente.

A entrevista completa de Castelo está disponível em:

sexta-feira, janeiro 06, 2012

CASTELO E O ANTI-SARNEÍSMO DE AREIA, POEIRA E FRANCHISING


  

Todos os que estão atentos aos noticiários já depararam com algum capítulo da novela Mexicana Maranhense: O MIGUÉ DOS MILHÕES.


Breves questionamentos sobre a novela: 
João disse que não viu, não sabe por onde a grana passou, nem seu paradeiro. Os meninos do José querem a grana de volta, mesmo que parcelada. Pois é. Já parcelaram o que não existe? Ou parcelaram o que existe e ninguém sabe onde está? Ou sabem? Será que vão jogar a culpa em alguém já falecido? O que importa é: no meio dessa discussão entre os de João e os de José está a falta de transparência, que resulta em uma miséria da coisa pública. Os 73 milhões não podem ser esquecidos. O repasse foi uma farsa montada pelo ex-governador? Algo aconteceu e precisa ser esclarecido.

São 73 milhões de reais que estão em disputa entre os de José e os de João. Dezenas de versões já surgiram, textos belíssimos já foram escritos para racionalizar a imoralidade e prova nossa imbecilidade. Fato inequívoco, trata-se de dinheiro público que, tudo indica, não foi contabilizado devidamente - cujo paradeiro ninguém sabe. A isso como já deixa dúvidas se tal repasse existiu realmente. A certeza é somente que o dinheiro público, mais uma vez, não recebeu cuidados republicanos.

Os de José já falaram em CPI etc. e os de João tentam provar sua inocência, seu desconhecimento e uns, pasmem, até insinuaram que o ex-governador Jackson não chegou a repassar tal dinheiro para a Prefeitura, pois afirmaram que o dinheiro não existe. Se não existe os aliados de José estão dizendo que ele não chegou na Prefeitura e, consequentemente, foi o governo estadual que disse mas não fez. Deu para entender? Estão sutilmente querendo incriminar o Dr. Jackson quando dizem que o dinheiro nunca existiu na Prefeitura. O atual mandato do João é uma dádiva do senhor Jackson, logo essa fala é, no mínimo, ingrata!

Porém, isso tudo que parece ser uma ferrenha luta, uma briga etc. não passa de uma dança de acasalamento político. Isso são pressões para seduzir na direção de um acerto, concerto para um conserto de poder intra-oligárquico. José quer se prevenir de brechas que possam surgir, requer participação no comando dessa Prefeitura para não ter sérias ameaça ao que lhe é mais precioso: o Governo do Estado. José já sentiu o quanto é perigo deixar essa Prefeitura cair nas mãos de que tem  realmente potencial de confrontá-lo. Na prefeitura seria um concorrente mais forte e com maior lastro. José não é bobo e nunca dormiu no ponto.

João é cria de José, compadre e nunca fez uma ruptura extrema, nunca chegou nem a encenar ódio aos modos do Ricardo-cunhado. Sabe o peso da rejeição consolidada contra ele, que a máquina da prefeitura não tem o poder de arrasto ilimitado, que precisa de uma facilitação por parte dos Leões e qualquer nome mais jovem que apareça pode atrair votos para forçar um segundo turno, que não lhe é nada favorável. Por isso, João empenha-se em afastar os jovens com potencial eleitoral do páreo. Ao mesmo tempo tenta manter Edivaldinho sob suas asas e empurrar Flávio para um tal de 2014 “certo”. Sendo que o segundo é a sua mais aguda preocupação, pois esse já reúne experiência eleitoral, está melhor posicionado nas pesquisas e já conquistou a confiança de vários setores populares e empresariais. Além de poder mobilizar, em torno de si, a maior fração da oposição ao sarneísmo, ainda encarna mais facilmente a alternância política. Esse pode lhe tirar o controle da Prefeitura e lhe impor uma disputa com Roseana pela única vaga para o Senado, em 2014, sem estar calçado em nenhum dos poderes.

José não tem nenhum nome eleitoralmente viável e, certamente, não quer reviver a saga Jaime Santana, mas tem a fórmula e todos os Leões estaduais e nacionais sob seu mando. Já colocou um vice-seu em um mandato de Jackson e pode reeditar o feito. Deve estar apostando em 2014, sem Flávio na Prefeitura, parai ser mais fácil operar a sucessão da filha. Esse senhor nunca foi de desprezar adesões que sejam úteis aos seus objetivos e a cooptação é técnica de seu pleno conhecimento. Resta-lhe até junho para trazer de volta o compadre ou cooptar um bom nome de outro grupo. Porém, vai fazer o básico para garantir o fundamental para manter seu status político: o governo do estado e a maioria da bancada federal (vagas de senadores e deputados federais). Se João não vier, para punir mais uma ingratidão, José poderá apimentar a novela bem no meio da campanha, mesmo que o adversário de Castelo seja Flávio, pois ainda terá tempo (quatro anos) para pensar como diminuir as potencialidades deste último na sucessão de 2014. Mas já terá minado Castelo como candidato ao Senado.  Não vai querer deixas sua filha sem um mandato.

Muitos dos de João terão que inventar uma boa justificativa se João remediar a situação dos milhões com uma aliança providencial com José. Boa parte desse anti-saneísmo-castelista é castelo de areia ou poeira de obra inacabada. Outra parte segue a fidelidade pessoal (amizade) a João ou são profissionais defendendo seu pão-de-cada-dia no ofício de assessores (nada contra).

Flávio tem o que perder nessa “querela” e é indesejado por ambos. Qualquer abraço vindo dessas partes será igual ao abraço do urso. Melhor é que Flávio trabalhe para que eles se abracem fortemente como no abraço dos afogados.

É visível que, em termos de habite-se de shopping, o papo já demonstra congruência. Coisas que uma boa loja de franchising famosa vai arrumando e apaziguando em prol da união. No mais é poeira barata...

quarta-feira, dezembro 28, 2011

PREFEITURA DE SÃO LUÍS,GATO COM FOME, O GUERREIRO DE SACO DAS ALMAS E MAQUIAVEL



Dois Eitos é texto de autoria do Deputado Federal Domingos Dutra, publicado recententemente no blog Conversa de Feira (24/12/2011), nele o deputado expõe alguns ensinamentos retirados da sua experiência de vida para tratar da sucessão municipal de São Luís. 


O deputado petista Domingos Dutra, o caçador de Futi, começa Dois Eitos discorrendo sobre suas origens de lavrador e quilombola, depois faz emergir a sabedoria orgânica do quilombo de Saco das Almas, que é ilustrada na através das qualidades dos eitos. O ponto crucial da análise de Dutra, para resumir, é que Flávio tem que colher o que plantou em 2008/2010 sendo candidato em 2012 e preparar o terreno para 2014/2018. Isto é, o eito ruim deve ser tratado depois, quando este estiver em situação bem pior (finaliza assim o oráculo quilombola). 

Nas confraternizações que participei, nas últimas semanas, ouvi algumas análises sobre a possível não-candidatura de Flávio Dino a prefeito de São Luís, nas eleições de 2012. Aqui resumo: “Não se guarda comida com fome, pois o gato vem e come”. “Os acertos de agora não vão ter validade alguma em 2014. O contexto é outro e novos nomes podem emergir”. “Ele vai criar brecha para ‘eles’ gerarem uma cria novinha em folha”.  (Ocultei os nomes propositalmente). 

A experiência de vida e de política do guerreiro de Saco das Almas e o ditado popular do gato com fome são pertinentes.

O ano de 2014 tem uma vaga de senador  em disputa e, no mínimo, terá 04 fortes candidatos. As 18 vagas para deputados federais estarão em disputa. O senador Sarney sabe, desde o início, o quanto é crucial ter a maioria da bancada federal e deter o controle do governo estadual. Portanto, não vai haver nenhuma facilidade em 2014.

Os defensores da tese que Castelo é imbatível, porque esse senhor está com a “máquina municipal”, devem também pensar em não disputar o governo do estado em 2014. Pois a “máquina estadual” é bem mais ampla e o lastro de permissividade e cumplicidade a favor dos donos do Maranhão é imenso.

Essa capa de anti-saneísmo, como álibi, para forçar a união de diversos setores da política eleitoral é conservadora e predatória. Muitos dos que se vestem de anti-sarney não oferecem nenhuma qualidade política renovadora ou densidade moral diferenciada. Ao contrário, muitos que estão no anti-sarneísmo são perfeitos exemplos de que podem ser bem piores do que o que dizem combater. 

Essa tal oposição ampliada é uma mistura sem liga. Muitos estão lá por mera conveniência e podem mudar de lado a qualquer momento (dependendo da oferta. Exemplos não faltam). Dentre estes encontramos os grupos-partidários-de-barganha cujo projeto maior é a obtenção de cargos e assessorias para viverem tranquilos nas sombras do poder. Depois vem uma legião de pseudo-notáveis que, entre tantas deficiências, não possui qualquer peso eleitoral (sem votos). Cabe refletir se vai valer a pena chegar ao poder com todos esses pesos? Como acomodar todos esses egos e fazer uma administração limpa e eficiente? Eito bom não quer dizer pronto. É preciso ceifar as ervas daninhas mais robustas. 

Lembrem-se dos dois anos do senhor Jackson sentado na cadeira dos Leões.

A empreitada é difícil, longa, porém, um passo à frente tem que ser dado. A prefeitura de São Luís precisa ser ocupada, desde logo, por quem tenha condições de representar uma renovação política para o Maranhão.

O que justificaria apoiar a continuidade de Castelo na prefeitura de São Luís em um contexto como esse? No mínimo, oferecer mais condições de continuidade desse ethos político que vem nos enterrando na miséria e no atraso. Castelo é um “fóssil antropológico” do mandonismo.

Quanto ao ex-deputado Flávio, desconfio que a ala de velhacos dessa  oposição o quer engessado. Assim como antes, o querem como candidato, mas sempre para as “próximas” eleições.   Os velhacos querem que ele vire o eterno candidato das “próximas”.

Todas as disputam envolvem riscos. Em 2014 vai ser mais fácil? Por obra da sorte? Não devemos viver inteiramente à custa da sorte. Mesmo que ela exista, nos cabe cuidar de, pelo menos, 50% dos rumos das nossas vidas (alerta de Maquiavel).

Ninguém vai doar poder para ninguém. Compromissos eleitorais são todos de risco, independentemente do prazo (curto ou longo). Esperar 2014 é apostar no “certo” criado por duvidosos. O que se tem de mais concreto agora é a Prefeitura de São Luís! Por que recusar o Poder agora? Por que deixar São Luís refém de tão sórdidas mãos? Temos que salvar a alma e a face de São Luís, mas isso tem que ser agora! 

Obs.: A expressão “fóssil antropológico” é de autoria do senador José Sarney (criador político de Castelo), que a cunhou em um artigo sobre as tradições do Maranhão.


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