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domingo, setembro 09, 2012

São Luís 400 anos uma Festa de Compadres...e um rei para a Realeza...



Festa, mas podem chamar de Festejo.... 08 de setembro foi o dia que o rei cantou para a Rainha. Um espetáculo de um rei para uma Realiza. Aliás uma singular marca: o estado-membro de uma federação republicana com uma realeza. 

Muitos foram convidados, mas poucos foram os escolhidos para o camarote... Lá embaixo... o vendedor de flores artificiais, luminosas e piscantes... faz o V da vitória. Com o seu quepe de almirante... 

Os compadres sabem o que fazem... Resolveram partir a fórmula para empregar mais realismo à cena das suas diferenças.


Eis quatro séculos... 03 milhões desembocaram no "eu vivo esse momento lindo", porque essa quantia nesse estado são "detalhes tão pequenos"!  

sexta-feira, agosto 24, 2012

Caos na ilha da Serpente: ingratidões e perversidades


Aproxima-se a data dos 400 anos de São Luís. Muito falatório, propagandas e, pasmem, um enorme circo. Sim, a cidade será transformada em um verdadeiro circo, promovido pelos Governos Estadual e Municipal. O primeiro, ocupado pelo mesmo grupo há 46 anos, vai utilizar a fórmula circo e circo, tão construída por eles. O segundo, ocupado por um dissidente que, em nada, fica atrás do seu mentor, muito pelo contrário, o supera em diversos níveis. Esse está aplicando a fórmula do absurdo. Quanto mais distante e destoante da realidade melhor. 

No meio desse jogo de cena dos compadres, Sarney e Castelo, está o povo, cada cidadão dessa cidade que sofre diariamente com a falta de água, de saneamento básico e quase todos os serviços básicos... Deficiente e absurda é a capitação e destinação dos esgotos e o tratamento é quase inexistente. Não bastando isso... alarga-se a questão do lixo, deficiente tanto na coleta quanto no destino, que conta com um aterro com   a capacidade já praticamente esgotada. 

Entretanto, as deficiências administrativas e entraves políticos não param por aí. São Luís tem um sistema de transporte coletivo ruim e totalmente inadequado para a configuração da cidade, que pouco sofreu intervenções planejadas, de caráter mais global e que desse melhores condições de trafegabilidade e acessibilidade. 

O transporte coletivo é todo feito por ônibus (ruins, velhos e sujos), complicando ainda mais o trânsito nessas avenidas e ruas estreitas. Com a sobrecarga de veículos particulares nas ruas, em boa parte pela ausência de um sistema de transporte coletivo de qualidade, inviabiliza a ampliação da frota de ônibus, o que geraria mais engarrafamentos e lentidão no trânsito. Isto é, o que existe hoje é insuficiente para a demanda. Principalmente para quem precisa ir para o trabalho em transporte público.

A medida adotada de criar terminais de integração  tem se mostrado ineficiente e onerosa, o custo da manutenção dos terminais é alto e a entrada e saída dos ônibus desses terminais aumenta muito o tempo de viagem. 
Completando o caos desse modelo de transporte, durante o percurso dos ônibus não existe disciplinamento e planejamento mais racional das paradas, não há paradas seletivas nem de interligação. Todos os ônibus param nas mesmas paradas ou em locais não sinalizados. As paradas podem servir de núcleo de integração e o passageiro só pagar uma passagem, basta adaptar as paradas e adotara a bilhetagem eletrônica. 

Para quem está na condição transeunte, andando a pé, enfrenta todo tipo de dificuldades.  Faltam calçadas, algumas calçadas são ocupadas por carros, desnível de calçada, artefatos de contenção: grades, tocos, barras de ferro etc. Em diversa avenidas, tais como Holandeses e Jerônimo de Albuquerque tem centenas de metros sem calçada, o que dificulta o deslocamento de quem está a pé. Em alguns trecho, não falta só a calçada, mas o espaço está tomado por mato ou entulho. Em diversas áreas de concentração comercial e de difícil travessia não existem passarelas, nem passagem subterrâneas. 

Para quem se arrisca, é isso mesmo, quem se arrisca andar de bicicleta as dificuldades são muitas e perigosas. Não existem ciclovias e nem há um projeto de adequação das avenidas para isso. A violência no trânsito avança a cada dia. Condutores de carros que não respeitam as sinalizações mínimas e muito menos respeitam os ciclistas. Para aumentar o problema do trânsito existem uma quantidade significativas de condutores de moto sem o menor preparo, conduzido alguns desses veículos sem respeitar qualquer sinal. Está em curso um processo de multiplicação dos acidentes.

Sobre o trânsito também podemos dizer que a sinalização é precária e extremamente mal planejada. Existem semáforos cuja função é só gerar multas ao condutores. Já em outro trechos, não existe um só. Essa forma desorganizada e não planejada de sinalização é dos provocadores de acidentes e congestionamento em diversos pontos da cidade, por exemplo avenida Guajajara, Jerônimo de Albuquerque, São Luís Rei de França. 

Como se não bastasse a sinalização deficiente e imprópria a estrutura viária é arcaica, precária e caótica. Continuações de ruas e avenidas tem sido interrompidas por condomínios, casa e prédios comerciais, o que tem impedido novas interligações e sobrecarregando vias de alto fluxo, exemplo, o Turu, onde os condomínios foram construídos de forma aglomerada sem serem intercalados por novas vias.

Os cruzamentos das grandes avenidas não dispões de intervenções que eliminem os cruzamentos, os elevados feitos foram pessimamente projetados, verdadeiros atestados de incapacidade técnica. Hoje os maiores engarrafamentos são nesses elevados. Faltam viadutos e vias elevadas para que o trânsito flua normalmente.  Mas tem uma necessidade séria e que ninguém trata: o alargamento de ruas e avenidas. Inexiste qualquer propósito dos governantes de indenizar prédios e moradias em alguns trechos e eliminar com afunilamentos e gargalos que existes em pontos crucias, tais como no Anil, entre a faculdade  Cest e a Rotatória da Cohab, a ponta da avenida do Barramar, que dá acesso à Litorânea, o trecho entre a avenida 04 da Cohab e a estrada da Maioba etc. 
A cobertura asfáltica e as demais formas de calçamento precisam de reparos sérios, com serviços integrados de pavimentação e drenagem. O Jardim São Cristóvão é desses exemplos. Existem verdadeiras lagos nas ruas desse bairro, e o revestimento asfáltico não sustenta por falta de drenagem, meio fio e canaletas. 

Por último, na contramão de um desenvolvimento sustentável, João Castelo resolveu encimentar as calhas naturais dos rios e os condenar a serem canais de esgoto. Ao invés de retirar os esgotos de dentro dos rios, a prefeitura está transformando os rios em puro esgoto. Verdadeiros atentados ambientais e confirmação de uma mentalidade atrasada e em descompasso com o tempo.  

São Luís não possui nenhuma avenida que com uma arborização adequada e que seja paisagisticamente interessante. Faltam árvores na nossa cidade. O modelo de jardinagem implantado por Jackson/Tadeu vem sendo seguido por Castelo. É caro, não causa grande impacto na paisagem, aliás... pouco são notados. A consequência maior é para os cofres públicos, pois são milhões já gastos nesses canteirinhos com essas plantas exóticas. Hoje os cidadãos dessa cidade não dispõem de uma só área verde equipada para a prática de esporte e lazer. Não existe nenhum investimento nesse sentido. Não existe vontade e nem ideia. O atraso complementando a ganância. 

Os moradores de São Luís estão condenados a ter como locais de passeio as prais e as praças de alimentação dos shoppings. Esses últimos de arquitetura de mal gosto e de acabamento deficiente. Vide o desabamento do teto, alagamento e incêndios que já ocorreram no interior desses estabelecimentos. As prais estão tomadas de fezes. As construtoras não só construíram sobre falésias e dunas, não satisfeitos com isso, lançaram o esgoto dos condomínios in natura nas praias. A taxa de coliforme fecais é alta.  São Luís está em uma ilha de estuário o que complica mais a situação, pois isso afeta diversos ecossistemas. 

O abastecimento de água de São Luís é uma vergonha, mais vergonhosa é o sucateamento da CAEMA e a contratação de carro pipa para fazer abastecimento, alguns ex-carros de transportar combustível. Pode? O tanque é o mesmo. Pois bem, essa carência de água é fruto da incompetência, do descaso e da pura e absoluta perversidade. O sistema do Batatã pode ser ampliado e pode se fazer outros reservatórios desse tipo com fontes perenes de água ainda existentes na ilha. O sistema Italuís pode ser complementado com capitação de água de outros rios menores, criando um sistema interligado. Três grande rios correm na direção da Ilha: Itapecuru, Pindaré e Mearim. Isso é um privilégio e não se justifica faltar água nessa cidade de São Luís. Faltou investimento e compromisso com coisa pública. A estratégia é descredibilizar a CAEMA, colocar a população em um situação de calamidade e depois privatizarem. Adivinhem que vai privatizar... 

Porém, essa situação não persiste sem cumplicidades e omissões. O poder público municipal, o Executivo também é responsável por isso. Esse serviço de captação, tratamento e distribuição de água é uma concessão. Cabe ao poder público municipal questionar a qualidade dos serviços prestados. Soma-se a isso a inoperância e cumplicidade do poder Legislativo Municipal, que efetivamente não buscou defender os interesses da população. É uma irresponsabilidade produzida pelo criador e a criatura. Tudo isso é a somatória desses fósseis políticos, herança da ditadura. Diversas cidades brasileiras já abriram licitações e já trocaram de empresa, visando a qualidade desse serviço.

sexta-feira, agosto 17, 2012

Política: a Crônica crônica da coisificação

Autor: não foi possível identificar.

No Maranhão, intelectualidade é exercício de vaidade, deleite ou qualquer outra coisa, mas bem pouco tem a ver com compromisso acadêmico e responsabilidade com o conhecimento científico. Impera, desde os primórdios, uma intelectualidade predominantemente estética e poética. Agora, no entanto, o achismo começa a assumir o controle do pensamento. Difícil encontrar uma exposição fundamenta ou que seja fruto de observações e investigações cuidadosas. As generalizações nascem e são lançadas movidas exclusivamente pelas idiossincrasias.

Nesse meio há uma dificuldade enorme de fazer uso de aspas e de indicar o que está parafraseando. Cada um procura dizer de um jeito “inovador” o que já foi dito para não citar o trabalho alheio. Essa arrogância é recorrente. Não é à toa que diariamente encontramos textos onde os autores repetem:  “Eu já disse isso”, “eu escrevi isso anteriormente”, “como escrevi no passado”. Enfim, todos são donos, ninguém toma nado emprestado, tudo nasce originalmente dessas super-cabeças.  

A Crônica é a ferramenta da narrativa desse meio “analítico”, “crítico”, “reflexivo”, “interpretativo”. Observa-se que são poucos os adeptos da forma padrão - narrativa na primeira pessoa. Outros desconsideram a ordem cronológica dos acontecimentos. No entanto, há uma notável impecabilidade no subjetivismo. Também de grande monta o uso dos recursos literários: metáfora, ambiguidade, antítese... Porém, é o estilo que encontra leitor. Quem vai ler textos na forma de artigos científicos?

Consolidou-se no Maranhão tratar os fenômenos políticos por uma via literária e humorística. Existe nessa literatura uma dificuldade de considerar a totalidade e o contexto, além de tratar de forma indiferenciada conjuntura e estrutura. Porém, os problemas mais agudos são: monocausualismo e coisificação dos fenômenos sociais. Essa visão torna imperativo ver os fenômenos como coisa para fora, tudo acontece de um lado de fora, como se fosse possível existir um lugar desligado e imune aos efeitos e à composição da totalidade, do contexto. Soma-se diluição e enfraquecimento da complexidade dos fenômenos, que são multiplamente produzidos. A dimensão multicausal parece ser algo herege. Prepondera uma dialética-sem-mundo.

O que deveria ser exploração de conceitos não passa de reprodução naturalizada dos mesmos. Não informa, não descreve o dado, mas mistifica. O problema da subjetividade não é ela existir, é ignorar a necessidade do esforço de seu policiamento. É amiga e inimiga (E.Morin). A palavra jogo pouca vezes é utilizada enquanto conceito e referida à teorias. Por exemplo, teoria dos jogos, das escolhas racionais. Tão pouco é entendido sobre o jogo que o mesmo não é visto com disputa que possui regras e diversos níveis de complexidade, dentro de uma dada configuração (N.Elias).

O achismo tem feito assento em clivagens a partir de categorias que não possuem comprovação de terem centralidade e grande influência nas interações e ações políticas, não motivam e não dão sentido as mesmas. Isto é, categorias que nunca foram comprovadas como elementos ordenadores dos posicionamentos e tomadas de decisões políticas.

O sarneísmo é uma manifestação contemporânea de mandonismo. As oposições com a mentalidade corrente estão produzindo, nesse espaço político, um paradoxo ortodoxo, similar ao formulado por Kahler.  

Estamos confortavelmente tomados por crenças e dogmas puristas, coisificação de fenômenos sociais, dualismo determinista e falseamento.  Nunca fomos tão obscuros e superficiais... Realidade. O que é realidade?


 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...