Mostrando postagens com marcador Lixo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lixo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, julho 09, 2012

A Sociedade produtora do Lixo ou Sociedade do Lixo


A questão do lixo é uma questão do tipo de sociedade. Os problemas decorrentes do volume e da variedade de lixo é fruto de um valor dessa própria sociedade: o consumo. Não qualquer consumo, mas ele revestido de uma doutrina do descartável, do supérfluo. Nesse processo a embalagem vai ser a chave da propaganda para estimular o consumo. A embalagem passa a ser peça do marketing e da publicidade. 

O preço da embalagem é cada vez maior, porque precisa ser mais e mais elaborada para atrair o consumidor. Qual o destino da embalagem:  ser lixo. Ora, essa fórmula sequinha ou sozinho não teria e não receberia tantas adesões automáticas, nem teria o certo proselitismo em torno dela. Qual então o elemento legitimador da existência de tantas e tantas embalagens? A assepsia. 

O discurso envolvendo aspectos sanitários foi o recursos para garantir a industria da embalagem e da propaganda a ela relacionada. A necessidade da higiene favoreceu o império das embalagens e, em seguida, das embalagens descartáveis. A higiene convence a necessidade da embalagem e do descartável. 

A indústria das embalagens ganhou força pelo paradigma sanitarista. Os lixões estão repletos de embalagens. Por que os produtos não são condicionados em embalagens reutilizável? Por que os clientes não portadores de embalagens permanentes para recepcionar diversos produtos? Tecnologia não falta para efetivar tal processo. Por que não é feito? Porque se lucra mais com o descartável. Como quase toda embalagem é uma peça publicitária, isso afetaria tanto a indústria da propaganda quanto a poderosa indústria petroquímica. 

O lixo é a lógica material da sociedade do consumo. Lixo é igual a consumir. A sociedade que é pelo consumo também não pode deixar de ser seu próprio lixo sem se modificar enquanto sociedade. O problema do lixo é um imperativo histórico, social, econômico, político, cultural e, por tudo isso, que o mote ecológico não avançará sem ser transacionado em todos os níveis de interação social. 

sábado, março 17, 2012

O LIXO COMO ALIMENTO PARA OS COMEDORES DO ERÁRIO PÚBLICO



Não é uma atitude responsável aceitar esse tipo de descarte de lixo/entulho domésticos e empresariais em áreas verdes, ou que deveriam ser verdes. Principalmente quando essa área está situada em um bairro carente de áreas livres para o lazer e práticas de exercícios físicos e de relaxamento.  

A manutenção e construção das condições de permanência e uso desses espaços cabem ao poder público. Trata-se de um investimento na qualidade de vida dos cidadãos. São Luís é carente de praças e parques. O cidadão está cada vez mais confinado ao seu lar ou aos shoppings.

Esses lixeiros, por incrível e absurdo que pareçam, são ao lado das residências de um conjunto habitacional. Isto é, de um espaço residencial que nasce de uma intervenção “planejada”. O pior é a falta de investimento nessas áreas. O poder público ao invés de coibir e dificultar essas ações, a administração municipal faz é facilitar. Pois toda vez que vai recolher o lixo cria ou amplia os espaços de acesso e despejo nesses terrenos. Isto é, cria condições para veículo de maior porte tenha acesso ao local e traga mais lixo.

Por que a prefeitura não cria barreiras para impedir o acesso ao local? Por que a Prefeitura não faz uma intervenção no sentido de arborizar toda área, fazer um serviço de jardinagem e paisagismo?

Por que tudo isso? Simples. Essa fórmula é uma galinha de ouro. O lixo é lucro para uns. A farra começa pelo método de retirada de lixo pelas carregadeiras. Quando a par vem em apanha o lixo bem por baixo, escavando o chão e levando mais terra do que lixo. Basta ver que nesses locais acabam surgindo poças d’água quando chove. Por quê? 

Porque uma caçamba cheia terra pesa mais que uma caçamba cheia só de saco de plástico. É aí que mora a mágica do lixo que vira ouro. Lá no aterro, na hora da pesagem tudo é contado como lixo, mas a caçamba leva, sem necessidade, uma grande quantidade de terra. Isso "vitamina o peso". É por isso que esses lixões dentro dos bairros nunca acabam, por isso essas áreas nunca recebem tratamento e é por isso que o serviço sempre tem uma carregadeira. Quem fiscaliza essa pesagem e esse lixo lá no aterro? Ninguém.

É exatamente assim que o lixo vira uma galinha de ovos de ouro. 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...