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sábado, junho 11, 2011

MARANHÃO, QUEREM ACABAR CONTIGO!


QUE MARANHÃO DO SUL É ESSE?

No mês agosto publico a parte iii dessa discussão, onde apresentarei dados e depoimentos para deixar mais evidente os reais interesses desse projeto e seus principais beneficiados. Alguns políticos do anti-sarneísmo estão acreditando que dividir é ruim para os Sarney e que eles não desejam isso. Será? Mas essa parte fica para agosto.
Defendo o Maranhão unido, forte e livre! Sem oligarquia e sem miséria!
O texto abaixo foi publicado originalmente em 21/03/2007:

 I

Nada contra a parte maranhense que quer se transformar em outro Estado. No entanto, a decisão de como e sob quais condições isso vai ocorrer não pode ficar restrita à parte separatista.

Onde começa e onde termina tais limites desse novo Estado não pode ser sem critérios claros e fundamentados. Pergunto:

1-     Por que o novo Estado (Maranhão do Sul) tem que ficar com a metade do atual território maranhense?
2-     Onde se localiza tal vontade e quem são seus representantes?
3-     O Maranhão, assim como outros Estados membros, não é homogêneo, tem suas variações sócio-culturais internas. Qual o problema nisso?
4-     Que identidade comum tem esse sul?
5-     Que identidade comum tem Imperatriz e sua periferia com as populações residentes nas margens do Rio Parnaíba?
6-     Quais as vantagens sociais e econômicas para os indivíduos comuns que residem em Imperatriz e periferia?
7-     Os problemas existentes são de concentração política ou administrativa? É de falta de político ou de falta de política pública e políticos que prestem?
8-     Quem vai bancar a construção desse novo Estado?
9-     A que interesse serve essa fragmentação do poder político? Dividir não vai ficar mais fácil para a oligarquia continuar controlando?

 II

A forma elitista e o caráter restrito das discussões sobre o Maranhão do Sul apontam significativamente para um viés casuísta e egocêntrico. Precisamente ressalta a vaidade e ganância de alguns políticos, empreiteiros, latifundiários etc. que, pautados em conveniências pessoais e oportunismos, não tratam da questão com um mínimo de racionalidade e comprometimento com o interesse público.

Essa proposta, na verdade, equivale a uma feudalização dos feudos (conforme a acepção weberiana). O território será esquartejado para que as idiossincrasias  de diversos senhores possam se efetivar. Na prática, esses senhores querem ampliar domínios, mais postos e verbas para que possam mandar mais. (os mesmos senhores com mais cadeiras na Câmara Federal e no Senado)



Os atuais problemas do Maranhão (miséria, falta de asssitência médica, saneamento, educação, segurança etc.) não são produzidos pela concentração política, mas pela concentração administrativa. O que é peciso fazer é desconcentrar administrativamente, ter políicos  comprometidos com a causa pública e efetiva aplicaçao das leis. A impunidade e a cumplicidade estão alimentando a corrupção (econômica / moral).

O que corrói o Maranhão de norte a sul, de leste a oeste é a falta de gestões competentes,  alto índice de corrupção, de enriquecimento ilícitos e falta de projetos a curto, médio e longo prazo para elevar a qualidade de vida dos cidadãos. Os cidadãos não têm as garantias mínimas para o exercício efetivo de suas cidadanias.
A separação não assegura que esses “novos” parlamentares e esse “novo” governador do Maranhão do Sul cuidarão ou estarão imbuídos pela melhoria da qualidade de vida das pessoas que lá moram.

Basta ver a média da qualidade das administrações municipais, a postura ética dos prefeitos e parlamentares da região para saber que governantes o novo estado federativo terá e, principalmente, o que os cidadãos ganharão nessa "engenharia política".



Com a criação do novo Estado (Marahão do Sul) os políticos lá existentes passarão para um estágio ético-administrativo superior? Haverá um salto de qualidade automático? A qualidade dos políticos vai mudar? Os políticos dessa região também não são cúmplice da miséria e do atraso que recai sobre todo o Maranhão? As misérias de do sul do estado são  irmãs das misérias do "norte " do Maranhão e os responsáveis os mesmos.

A criação de mais um estado federativo ampliará os custos com parlamentares, desembargadores e assessores. Tudo isso será mais um peso para os contribuintes. São recursos que deixarão de ser invetidos em obras e projetos sociais para sustentar toda essa leva de cargos.

O efeito imediato da criação desse novo estado: recursos deixarão de ir para investimentos sociais e irão para a manutenção e instalação dessa nova máquina, dessa nova burocracia. Já imaginou o desperdício de recursos públicos? Os novos cabides de emprego?

ABAIXO A PROLIFERAÇÃO DE GASTOS COM CARGOS POLÍTICOS! Estamos precisando é de mais investimentos sociais e melhores condições de vida! A Unidade é fundamental para nossa libertação!

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