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sexta-feira, julho 06, 2012

Os que trabalham e não recebem vantagens


Hoje foi um belo dia. Passei a tarde vendo como pessoas trabalhadoras empenham suas horas para sobreviverem pelo próprio esforço. O comércio de alimentos tem sido uma grande fonte de renda para milhares de pessoas em São Luís. São pequenos empreendedores, cidadãos que resolveram montar seu negócio em busca renda. Essa atividades, somadas, em cada bairro, garantem ocupação e rendimentos mais que os "grandes" projetos instalados no município. No entanto, não encontramos ações governamentais que melhore as condições dessas atividades, abrangendo instalações, capacitação e condições sanitárias. A maior parte é feita no improviso e de forma precária. Porém, não falta boa vontade e determinação para conseguir sobreviver mais dignamente.

segunda-feira, janeiro 16, 2012

Buda também chupou manga




Através de Gabriel García Márquez, em O general no seu labirinto, descobri que a mangueira não era nativa. Apesar dessa constante presença na paisagem brasileira. A manga é originária do sul e sudeste asiático e chegou às Américas por volta de 1700.

Há vestígios que datam a existência da manga entre de 25 a 30 milhões de anos. O que torna plausível dizer que esse fruto vem sendo utilizado pelos humanos desde tempos mais remotos.

A manga é a fruta mais consumida no mundo, para alguns é a "fruta rei”. No Brasil, essa fruta foi introduzida pelos portugueses, que transacionavam os frutos com os indianos, na exploração do mercado  de especiarias. Os lusitanos logo perceberam a possibilidade de adaptação climática e passaram a disseminar a planta através das sementes. Deu muito certo e a mangueira passou a compor nossa paisagem.

No Maranhão, nos povoados rurais, existe o entendimento que a existência de mangueiras é sinal que o lugar já foi habitado. Dizem os lavradores: “ ali já morou gente”. Para além desse fato, alguns animais da nossa fauna fazem com que a planta vá se espalhando sobre determinadas áreas. São espécies que transportam os frutos para locais mais distantes da árvore, a fim de consumi-los. Porém, deixam as sementes intactas e prontas para germinarem.

Esse povo (nós) também tem um dizer interessante sobre a manga: "Esses políticos são como periquitos, só aparecem em tempo de manga!"  Ou, "Em tempo de manga, toda mucura é gorda". 

Em se tratando de Maranhão, os bosques de manga representam o maior e mais eficiente “programa” "espontâneo" de "segurança alimentar". Graças a esse fruto e sua abundância que a maioria das crianças pobres maranhenses - do interior, ganha sobrevida, adquirindo algumas vitaminas e outros nutrientes para enfrentarem o período sem as mangas. 

Como sabemos, até hoje, os recursos da merenda escolar têm servindo, em grande parte, para alimentar a corrupção nos municípios, enchendo os cofres particulares de prefeitos insensíveis que, logo após iniciarem seus mandatos, passam rapidamente a adquirir caminhonetes, helicópteros, apartamentos caríssimos etc. Enquanto as crianças, nas escolas, ficam só comendo salsicha, macarrão e presunto o ano inteiro. Mas existem escolas onde nem isso é oferecido aos alunos. A merenda simplesmente some. 

A manga é um fruto sagrado para os indianos hindus, representando o amor e a fertilidade. As flores e as folhas são comumente utilizadas em rituais. A folha seria a vida vibrante. Na Índia, conta a tradição hindu, Shiva teria aparecido na sua forma fálica em frente a uma mangueira.

A tradição budista também traz referências à manga. Buda tinha preferência pelos bosques de manga para descansar e meditar. Diante de uma multidão de descrentes fez uma mangueira germinar instantaneamente.

A manga foi meu suplemento alimentar durante a minha infância. Além disso, costumava fazer, da copa da árvore, um refúgio. Ficava lá em cima sempre que o mundo lá em baixo assumia um tom tenebroso. Passava horas lá em cima pensando, observando a paisagem e sonhando acordado. Às vezes, no final da tarde, deitava sobre a areia do quintal, próximo a uma grande mangueira, para ficar olhando para o céu, esperando as primeiras estrelas se tornarem visíveis. 

Sempre que passo pelos povoados, às margens das estradas, fico observando as crianças brincando debaixo das sombras das mangueiras ou vendendo os frutos em pequenos utensílios no acostamento da pista. Fico questionando se tudo mesmo é fruto do sujeito histórico ou se, pelo mesmo de vez enquanto, há uma mexidinha divina, colocando uma saída para os menos favorecidos quando a história deles é uma sequência de desgraças e péssimos governos.

Como seria o Maranhão sem mangueiras? 

sábado, dezembro 17, 2011

Natal, ostentações, perversidades, asneiras e esperança...



Mais um ano passou. Passou (assim) desprovido de novidades. A inércia reforçada, da nossa “política”, nos  coloca sempre em páginas de noticiários como os últimos. Não só últimos, mas os últimos por sermos os mais miseráveis.

Por outro lado,  as riquezas se avolumam, as ostentações perdem o bom senso e a razoabilidade. Riquezas mágicas, dignas de contos de fadas. Mágicas incríveis. Em um mar de baixos salários e pessoas situadas abaixo da linha de pobreza emerge, como encanto, megaempresas maranhenses, proliferam empreendimentos em setores de luxo e de padrão de consumo financeiramente mais elevado. Negócios que esnobam pujança em um mercado consumidor constituído de funcionários públicos que, na sua grande maioria, tem salários baixos. Os empregados não-estatais, em larga maioria, estão no setor de serviços e também são poucos os com rendimentos acima de 05 salários mínimos. Muitos nem gozam de trabalho formalizado, são explorados sem carteira de trabalho assinada, sem qualquer outra garantia. Vide os bárbaros casos de trabalho escravo ainda existentes entre nós. 

Para piorar, o inferno, diversos arranjos produtivos locais estão sendo fragmentados ou destruídos, diminuindo ainda mais a produção de riqueza internamente e aprofundando a dependência de repasses, verbas e convênios da União. Será que é para ter orgulho de ter quase 900 mil famílias cadastras no programa Bolsa Família? Hoje nem o doce que se vende na beira da estrada é produção local, nos festejos as barraquinhas só ofertam produtos piratas do Paraguai e as burundangas chinesas. Cadê nosso artesanato?

Como então explicar tanto vigor de negócios que precisam exatamente de pessoas com níveis de rendimento acima do salário mínimo? Aqui jabuti sobe em árvore, sabe ler e sabe escrever. Para quem quer manter sua ingenuidade cúmplice e sua inocência proveitosa, tudo isso pode ser explicado pelo sucesso e competência técnica proprietários. Para quem não serve à cumplicidade e nem teme reclamar sua dor, a explicação segue outro curso... Hoje, no Maranhão, a maioria das riquezas (No Maranhão qualquer classe média arrota riqueza. Não é esse arroto) são constituídas e mantidas a partir da pilhagem do Estado (sentido amplo e o aparelho nos diversos níveis), por transferências recheadas de favorecimentos e truques “legais”. No mais...  é corrupção e a lavagem do dinheiro desviado do erário público.  Graças ao aumento de recursos enviado diretamente para os cofres das prefeituras, os viciosos, estão triplicando suas riquezas nesse estranho estado de miséria. 

Como alguém pode achar prazer em arrotar riqueza vivendo ilhado por essa imensa pobreza? Lucrando em cima da desgraça de crianças e mulheres indefesas? Qual a festa? Que natalidade é essa? As luzes piscando? O conformismo diante tantos viciosos e a deterioração da coisa pública? É a omissão e a liberdade negativa diante da destruição do espaço público e da política? 

O Natal só pode ser de esperança se ultrapassar esse natal do velhinho do shopping, esse marqueteiro de vendas: papai noel.

O Natal de esperança só encontrar justificativa e forma de existência em referência que seja contrária a esses viciosos e seus vícios. Por exemplo, JESUS. 
Somente nos opondo às práticas, às riquezas de imoralidade e de  perversidade desses indivíduos maus (apegados ao mal e desdenhadores do bem) que concretizamos o sentido real do Natal.  

quinta-feira, dezembro 01, 2011

1º de DEZEMBRO: JORNADA MUNDIAL CONTRA A AIDS




No Brasil a AIDS recuou, hoje a taxa de incidência é de 17,9 casos para cada 100 mil. Mas houve aumento entre algumas faixas etárias e regiões.

Infelizmente o Nordeste apareceu entre as regiões onde a AIDS avançou, saiu de 7,1 foi para 12,6 em número de incidência.



Entre jovens voltou a crescer, principalmente nas jovens (mulheres) na faixa etária entre 15 – 19 anos, única faixa em que o número de aids é maior entre as mulheres. Também cresceu 10,1% entre os jovens (rapazes) gays na faixa etária entre 15 – 24 anos.  Fonte: http://www.aids.gov.br/pagina/aids-no-brasil


Prevenção ainda é o melhor método. Camisinha ainda é uma necessidade.
Para maiores informações disque saúde: 0800 61-1997

A organização Grupo VHIVER lançou o antivírus contra AIDS. O download é gratuito e está disponível no site da entidade: http://www.vhiver.org.br/antivirusvhiver/


Goze a vida, mas com cuidado! 

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...