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domingo, outubro 28, 2012

I golpe



Sempre erra de forma propositada.... Não pode deixar transparecer a mágica de Mandrake. O mais coerente é parecer que está certo... Se errar... erra mesmo sempre. Nada vai parecer absurdo... Estão se calçando dos dois lados. Eta vidinha "política" desgraçada....essa nossa!!

quinta-feira, outubro 25, 2012

Disputa eleitoral em São Luís e os limites do conforto da vantagem



A disputa eleitoral em São Luís, nos últimos dias, evidenciou que a estratégia paz e amor, pautada no conforto da vantagem, abriu uma situação confortável para a situação. A oposição, no momento, está aceitando passivamente a situação ficar na posição de ataque. Ao invés do atual prefeito ser pressionado a explicar a ineficácia de sua administração, ele é que está pressionando a oposição a se explicar sobre questões desvinculadas da administração municipal e dos problemas mais agudos da cidade.

Ficou mais confortável para Castelo questionar e exigir explicações, sem ter que prestar conta dos 04 anos do seu governo. Tapa assim o tempo do programa eleitoral e dos debates, coisa que não conseguiria se tivesse que explicar como alguns recursos foram empregados e em que consiste seu plano de governo para os próximos 04 anos.

Sem baixar o nível e tratando de forma técnica, as mazelas, as falhas e absurdos da administração Castelo tinham que ser expostas de forma documentada. Além de expor as contradições dos seus pronunciamentos e afirmações que não encontram comprovação na realidade.

O excesso de passividade, por conta do conforto da vantagem, premiou Castelo com uma zona de conforto. Essa economia de esforço de denúncia e informação sobre as contas da prefeitura e a qualidade das obras feitas.

Essa condição de reação de Castelo segue fielmente um roteiro de cinema (bem lembrado por Wagner Cabral). Para quê? Foi produzido para estabelecer um álibi que possa justificar uma reviravolta: Roseana se afasta, WO assume como governador, a tropa de choque do mandonismo entra com fervor na campanha do Caos, vídeo de “milícia” é produzido, policiais são presos, “pesquisa” com “empate técnico” é lançada e, para finalizar, devem jogar para o público uma suposta “vitória” no debate. O resto é máquina amiga.

O empate técnico apresentado foi estabelecido utilizando o extremo da margem superior para Castelo e o extremo da margem inferior para Edivaldo, tendo como referência a margem de erro de 3% para mais e para menos. O empate sugerido pode ser ilustrado com 44,6% (extremo da margem superior) para Castelo e 43,3% (extremo da margem inferior) para Edivaldo. Essa possibilidade estatística também pode ser usada ao contrário. Edivaldo 49,3% (extremo da margem superior) e Castelo 38,6% (extremo da margem inferior). O resulto apresentado foi 46,3% Edivaldo e 41,6% Castelo.

Método e técnicas já conhecidas, mas que ainda encontram despreocupados e incrédulos do poder da maldade dos que só sabem fazer isso. Todo esforço é pouco para quem não tem limite para a maldade.

segunda-feira, outubro 22, 2012

São Luís: o inferno do ocaso político e o desespero pincelado de fascismo



Sou a favor de toda e qualquer reunião pacífica, sem armas... de qualquer categoria profissional visando melhorias na condição de trabalho, de remuneração mais digna e para exercer sua liberdade cidadã. Policiais são cidadãos. Já manifestei minha opinião sobre isso desde a greve de 2011: 

"Salta aos olhos o aumenta da carga de exigências de capacitação e especialização dos policiais. Porém, a exigência por qualificação não é acompanhada por um processo de progressão, retribuição e recompensa equivalentemente justo. O policial militar acaba vivendo à margem dos ganhos e conquistas profissionais existentes para as diversas outras categorias profissionais.


Em grande medida, o formato organizacional atualmente existente nas polícias militares está alinhado a uma doutrina, onde o ser policial implica em exercer uma espécie de “sacerdócio” cívico. O policial deve estar sujeito a todos os sacrifícios meramente por uma causa maior. Carreira policial não é sacerdócio e deve ser tratada com todos os merecimentos e garantias de carreira profissional. 


Essa doutrina pode até ter seu lado útil, mas começa a se tornar danosa à medida que é convertida em uma ideologia justificadora e legitimadora do não reconhecimento do valor do trabalho dos policiais. Terrivelmente falha e equivocada quando tenta ignorar e desconsiderar as condições reais de existência dos policiais e de suas famílias. É particularmente perversa enquanto tentativa de negar o direito de vida digna desses cidadãos."
Seria hilário se não fosse uma peça deplorável. O militar diz: "CONSCIENTIZAR". Isso é um perigo? É uma ameça miliciana? Isso só é perigoso para quem detesta Democracia e é cria do regime autoritário. Missão que não se pode revelar não quer dizer que será ilícita ou violenta. Missão pode ser uma tarefa de rotina, vários tipos de tarefa (fala típica de caserna). Qual o partido ou comitê eleitoral que não faz reunião reservada? Casotelo quer criminalizar os policiais e tirar o direito deles de ter vida cívica. 

Policiais e familiares de policiais, respondam nas urnas a esse preconceito. Isso tem uma tentativa de vingança...  por conta da Greve de 2011.

Castelo, herança da ditadura, quer criminalizar os policiais que querem conscientizar os colegas. Isso é prova cabal da sua aversão pelo regime democrático. 

Sumiram as postagens dos castelistas anti-Sarney. Só não esqueçam... que as publicações feitas em blogues, em alguns jornais estão arquivadas. Negar agora o anti-sarneísmo é vergonhoso. Humilhante. Cadê o ódio que vocês manifestavam contra o senador Sarney? Por isso... é que nunca botei credibilidade nesses que tratam com ódio o adversário e opositor político.

Vou fazer VOTO ÚTIL consciente de todas as suas implicações e com todo prazer. Nulo jamais. Particularmente diante da persistência dos fósseis autoritários. Quem acha que é tudo ou nada em campo político regulado... está perdendo tempo.. discutindo voto, sistema eleitoral. Melhor é mobilizar as massas para uma insurreição. Só assim todos os ruins podem ser impactados e expurgado pelo tribunal da verdade revolucionária (sobre isso a história está cheia de casos genocidas de doentes autoritários.. tiranos da pior espécie) . Alguma coisa é sempre alguma coisa no campo regulado. 

Quando o cidadão vota não encerra por definitivo sua participação e nem aliena seus direitos de cidadãos. Como não vejo nenhuma mobilização popular de massa para desconstruir a ordem política vigente...e, além da ausência disso, como o processo ainda goza de ampla legitimidade... 

VOU METER meu dedo com força na urna, firme! Motivado ainda mais com a aliança Sarney-Caostelo. Votar não é vender a crítica e nem abdicar dos direitos de cidadania. Depois...se não prestar... o remédio é Bigorna! 

Só ver sarno-castelistas apavorados é... sem igual! 

sábado, agosto 25, 2012

Caos-Telo é o plano A de Sarney


CAOS - 1. Confusão dos elementos antes da criação do universo; 2. [figurado] Confusão; 3. Desordem; 4. PERTURBAÇÃO.
TELO - 1. (grego telos, -eos, fim, conclusão). Exprime a noção de FIM. 

Cidadãos de bem e militantes de esquerda e outras denominações anti-direita, anti-capitalista estão cometendo o erro de desconsiderar o contexto e estão tradando a política como tudo ou nada. Eis que muitos desencantados por partidos políticos e pela opções de candidatura tentam  se manter na coerência com a prática do Voto Nulo. Isso, nesse momento, é mais uma justificação pessoal do que uma ação política transformadora. É um direito, faz parte da liberdade de poder optar livremente e manifestar sua opinião. No entanto, a disputa por poder ninguém consegue imunidade por força de excentricidades. O preço recai sobre a totalidade, que essas partes, indistintamente, compõe. Estão inseridos nesse mesmo mundinho em que incidirão os efeitos da vitória de uns ou de outros. Basta ver que não há nenhum indício e condições para romper com o modelo, nada em questão aparece como crise total do sistema. Logo... a indiferença não vai fazer o sistema deixar de ser reproduzido. A vasta maioria do componente social ainda o está legitimando e participando dele. Nem Dom Quixote teria tal visão da realidade. 

Diante disso, é cabível fazer referência a um fato recente da história, particularmente às eleições para Presidente da França de 2002. Naquele momento 28% dos franceses praticaram a abstenção. No dia seguinte, os socialistas e os mais radicais de esquerda tomaram café com o seguinte resultado: Jacques Chirac 20% (Conservador de Direita), Le Pen 17% (Radical de Extrema Direita). Foram os dois mais votados do primeiro turno, credenciaram-se assim para disputar o segundo turno. Detalhe: Le Pen simplesmente é xenófobo, racista, homofóbico etc. 

Os franceses logo viram o preço da indiferença. Porém, saíram às ruas e deram mais um exemplo ao mundo. Os socialistas e as diversas frações de esquerda juntaram-se no propósito de fazer o VOTO ÚTIL para derrotar Le Pen. Isso evidenciou bastante que nesse modelo de política não é tudo ou nada. Alguma coisa é sempre alguma coisa. A questão era evitar o pior. Assumiram a opção estratégica e responsável de evitar o que mais feria seus valores. Le Pen foi derrotado. 

A quem interessa o VOTO NULO nesse contexto eleitoral de São Luís? Quem é o mais favorecido? A resposta tem um duplo, mas uno beneficiado. O duplo são os compadres José Sarney e João Castelo. O uno o poder político conservador, mandonista e residual da Ditadura. 

Castelo não é a oposição a Sarney, trata-se do criador e da criatura, pertencem ao mesmo campo político, comungam a mesma mentalidade e agem igualzinho. Mesmo que estejam "brigados" são parceiros. 

Castelo é o Plano A de Sarney, não é Washington, nem Tadeu. É assim que ele garantirá as condições favoráveis para sair com vantagem para 2014. Sarney já viu que Castelo ajudado pela maquina estadual, em segundo turno, vence. Vide o governo Jackson. 

Os blogues sarneístas, sim, são partidários, começam a enaltecer a solidez de Castelo e, propositadamente, as pesquisas deles começam a mostrar queda na rejeição desse candidato. Aí está a trama para induzir o voto, produzir efeito mecânico. Produzir no imaginário popular o "vai ganhar mesmo". 
Castelo não pode mais ir crescendo. Quem perderia mais voto para ele crescer? O número de indecisos já está indo para casa dos 10%. De onde tirar voto para ele crescer se depois do terceiro colocado o percentual declina consideravelmente? A chave foi apresentar queda na rejeição para preparar terreno para o segundo turno, a justificação para 50+1 (%) dos votos. Para Castelo subir nas próximas pesquisas de opinião vão ter que definhar alguém: Tadeu, Eliziane, Washington ou Edivaldo. Fica a pergunta: qual justificativa ou fato provocaria essa migração dos votos desses candidatos para Castelo? 

Caso contrário, Castelo, nas próximas pesquisas, vai começar a cair, mas isso é mais difícil operar, tratando-se que é o candidato com o maior número de voto-fiéis. Além disso,  só caberia, sem alarde, uma queda na margem 6%, no máximo. A não ser que aconteça algo muito, muito bombástico contra ele. Um fato novo e ruidoso. Isso poderia provocar  efeito mecânico, direcionando o voto para outro candidato. O mais provável e o que parece já estar sendo feito é manter Castelo estagnado com esses percentuais, ir diminuindo a rejeição dele e esperar o segundo turno, onde por debaixo do pano a família Sarney irá dar o empurrão que ele precisa para vencer no segundo turno. Nada mais que uma retribuição ao favor feito por Castelo, por debaixo dos panos, à Roseana, visando claramente derrotar Flávio Dino. Quem pode atrapalhar os planos da família Sarney em 2014? Eis o plano A de armação. 

O comandante Washington vai cumprindo sua penitência (para não usar outro termo), com as aparições constante de Roseana, vai atrair toda a ira anti-Sarney. Se não aparecer com uns pontinhos a mais nas próximas pesquisas, fica caracterizado que ele não está só cumprindo as funções de BARRAR BIRA e distrair a atenção para que Castelo possa pousar de anti-Sarney, mas que está sofrendo mais uma humilhação dos Sarney. Qual o outro objetivo de colocar o vice-Governador nessa situação? Provar sua impopularidade e o forçar a desistir de assumir governo quando Roseana sair para se candidatar a senadora. Caberia a ele a prebenda de uma cargo vitalício no Tribunal de Contas. Com todo respeito ao vice-Governador, mas é o que o contexto está mostrando. Cadê os caros de som de Washington? Quantos você já viu na rua? Cadê o núcleo da militância sarneísta? Onde estão os mais graduados articuladores do sarneísmo nessa campanha? Não estão! Blogues sarneístas estão minando o Vice dia a pós dia, nas entrelinhas e em linhas inteiras. É só ler atentamente. 

Cabe aos que se consideram puros, ilibados, progressistas e de esquerda pensarem no caso francês, não vivem enaltecendo a fundação francesa (?), e praticar firmemente  VOTO ÚTIL. Depois é só viabilizar candidaturas mais probas, mas agora é isso!!! 




sexta-feira, agosto 17, 2012

Política: a Crônica crônica da coisificação

Autor: não foi possível identificar.

No Maranhão, intelectualidade é exercício de vaidade, deleite ou qualquer outra coisa, mas bem pouco tem a ver com compromisso acadêmico e responsabilidade com o conhecimento científico. Impera, desde os primórdios, uma intelectualidade predominantemente estética e poética. Agora, no entanto, o achismo começa a assumir o controle do pensamento. Difícil encontrar uma exposição fundamenta ou que seja fruto de observações e investigações cuidadosas. As generalizações nascem e são lançadas movidas exclusivamente pelas idiossincrasias.

Nesse meio há uma dificuldade enorme de fazer uso de aspas e de indicar o que está parafraseando. Cada um procura dizer de um jeito “inovador” o que já foi dito para não citar o trabalho alheio. Essa arrogância é recorrente. Não é à toa que diariamente encontramos textos onde os autores repetem:  “Eu já disse isso”, “eu escrevi isso anteriormente”, “como escrevi no passado”. Enfim, todos são donos, ninguém toma nado emprestado, tudo nasce originalmente dessas super-cabeças.  

A Crônica é a ferramenta da narrativa desse meio “analítico”, “crítico”, “reflexivo”, “interpretativo”. Observa-se que são poucos os adeptos da forma padrão - narrativa na primeira pessoa. Outros desconsideram a ordem cronológica dos acontecimentos. No entanto, há uma notável impecabilidade no subjetivismo. Também de grande monta o uso dos recursos literários: metáfora, ambiguidade, antítese... Porém, é o estilo que encontra leitor. Quem vai ler textos na forma de artigos científicos?

Consolidou-se no Maranhão tratar os fenômenos políticos por uma via literária e humorística. Existe nessa literatura uma dificuldade de considerar a totalidade e o contexto, além de tratar de forma indiferenciada conjuntura e estrutura. Porém, os problemas mais agudos são: monocausualismo e coisificação dos fenômenos sociais. Essa visão torna imperativo ver os fenômenos como coisa para fora, tudo acontece de um lado de fora, como se fosse possível existir um lugar desligado e imune aos efeitos e à composição da totalidade, do contexto. Soma-se diluição e enfraquecimento da complexidade dos fenômenos, que são multiplamente produzidos. A dimensão multicausal parece ser algo herege. Prepondera uma dialética-sem-mundo.

O que deveria ser exploração de conceitos não passa de reprodução naturalizada dos mesmos. Não informa, não descreve o dado, mas mistifica. O problema da subjetividade não é ela existir, é ignorar a necessidade do esforço de seu policiamento. É amiga e inimiga (E.Morin). A palavra jogo pouca vezes é utilizada enquanto conceito e referida à teorias. Por exemplo, teoria dos jogos, das escolhas racionais. Tão pouco é entendido sobre o jogo que o mesmo não é visto com disputa que possui regras e diversos níveis de complexidade, dentro de uma dada configuração (N.Elias).

O achismo tem feito assento em clivagens a partir de categorias que não possuem comprovação de terem centralidade e grande influência nas interações e ações políticas, não motivam e não dão sentido as mesmas. Isto é, categorias que nunca foram comprovadas como elementos ordenadores dos posicionamentos e tomadas de decisões políticas.

O sarneísmo é uma manifestação contemporânea de mandonismo. As oposições com a mentalidade corrente estão produzindo, nesse espaço político, um paradoxo ortodoxo, similar ao formulado por Kahler.  

Estamos confortavelmente tomados por crenças e dogmas puristas, coisificação de fenômenos sociais, dualismo determinista e falseamento.  Nunca fomos tão obscuros e superficiais... Realidade. O que é realidade?


terça-feira, agosto 14, 2012

A grotesca falta de Educação dos Administradores...


Fica patente que os administradores estão sendo, no mínimo, mal educados com nossas crianças. A Educação e a Saúde são os setores mais afetados na nossa capital. Essa dupla carência é um fardo sobre os cidadãos. A falta de um bom sistema educacional tem sido apontado como um verdadeiro entrave para a ampliação da cidadania e desenvolvimento da qualidade de vida no Brasil. No Maranhão e em São Luís é mais que uma verdade, trata-se de um gravíssimo problema. 



Em que pese as melhorias registradas nos últimos anos, as Crianças ainda não receberam o devido tratamento que merecem, tão pouco os profissionais da educação estão sendo devidamente respeitados. Em pleno XXI, em uma cidade que vai completar 400 anos, além de ser a capital  do estado... ainda nos deparamos com escolas em instalações improvisadas, como essa. Onde estão os recursos? Será que todo aquele dinheiro gasto naquela enorme árvore de "natal" não faria um verdadeiro Natal de cidadania para nossas crianças? O que fizeram os vereadores, aliados dessa administração, que estão querendo se reeleger? 


Precisamos ficar mais vigilantes quanto ao destino dos recursos públicos e sermos mais  exigentes quanto aos investimentos na Educação. Que futuro o improviso pode nos reserva r?  Necessitamos de ações planejadas e vinculadas aos interesses da sociedade. Chega de sermos os últimos em tudo! 

Essa escola está situada na Rua Epitácio Cafeteira, bairro do São Cristóvão. 

sábado, agosto 04, 2012

O Voto individual e a consequência coletiva



Sabe-se que em cada eleição todo eleitor passa por um momento único, bastante singular: a solidão da urna. São aqueles segundos últimos quando cada cidadão vai finalizar o procedimento da sua escolha, confirmando seu voto. Para muitos, ali, naquele instante, ainda é momento de pensar, refletir. Passa um pequeno filme na cabeça de cada eleitor, palavras e imagens ganham destaque no borbulhar da memória. Pois bem, muitos eleitores mudam o voto nesse exato momento ou deixam de votar em alguém, simplesmente anulam o voto. Essa parcela dos que mudam ou desistem de votar válido, no exato momento do voto da solidão da urna, é pequena, mas existe. 
Os que buscam ainda refletir rapidamente sobre em quem está votando constituem uma parcela bem maior. No entanto, a estrondosa maioria não se permite nada além de cumprir o dever de votar. Para esses indivíduos o instante deve ser unicamente de se ver livre da obrigação. Não importa a esses o que está fazendo, tão pouco lhe causa preocupação as consequências daquela opção. Semanas depois da votação, a grande maioria nem lembra em quem votou. Simplesmente passa a vigorar o esquecimento fruto da apatia, da descrença e da falta de responsabilidade consigo mesmo. 

O voto tão individual, secreto, nunca deixa de ter consequências sobre o coletivo. O que é individualmente praticado, na forma da livre escolha, penhora o futuro da coletividade. A distribuição do controle e da chefia das instâncias de poder, nesse modelo político eleitoral, está vinculada ao voto. A omissão, o desleixo ou a venda do voto são práticas que fragilizam as instituições políticas, particularmente quando abre espaço para os criminosos usurparem o poder, corrompendo a vontade popular e colocando o Estado como refém dos corruptos.

Todos os criminosos participam da disputam eleitoral, ao contrário do que pensam alguns incautos. Essas pessoas sem compromisso público, que não prezam por ética e pelo bem coletivo, são os que mais investem e os primeiros a se mobilizarem para garantir que seus comparsas e sócios permaneçam no poder. A lógica prevalecente hoje na regulação da propaganda eleitoral serve aos criminosos, corruptores do voto e pune quem vai disputar as eleições de forma limpa e honesta. Por quê? Porque ela tira as possibilidades de igualdade de competição, estabelecendo regras que dão chance de ter maior espaço e visibilidade somente os que podem operar no mercado eleitoral. Só os viciosos conseguem uma quantidade enorme de muros e terrenos para fixarem seus materiais de campanha. Somente eles acham pessoas voluntárias para lhes entregar gratuitamente espaços nos imóveis das principais avenidas.  São esses viciosos que, sem pudor, lançam milhões na corrupção do voto, lavando parte desse dinheiro, cuja fonte são para lá de obscuras. Parte dessas fortuna gasta é oriunda da pilhagem do Estado, do desvio de verbas públicas e de diversas modalidades crimes.  

Onde ficam os bons cidadãos na época das eleições? Quais suas contribuições?  

Observem. Os candidatos sem participação popular, sem serviços prestados à comunidade, que nunca participaram ativamente de nenhum movimento ou organização social foram os primeiro a massificar suas imagens. Isso foi feito para compensar a falta de serviços prestados e de popularidade? Foi para combater o fato de serem notórios desconhecidos? Não. Nada disso! Essa propaganda massiva e de alto custo é um álibi. Não são esses mini-door, nem essa quantidade de cartazes que arrebanham voto para essa "rapaziada", mas a corrupção do voto. Quando eles aparecem com votações estrondosas todos os créditos logo são dados à "brilhante" campanha publicitária. Tudo não passa de um jogo de cena. Uma vergonhosa fraude à Democracia. 

As nossas eleições não terão maior competitividade e não serão mais limpas enquanto não forem limitados os gastos de campanha com recursos publicitários, enquanto o tempo gratuito de rádio e televisão não for igualmente distribuído. Não serão mais limpas enquanto prevalecer doações de pessoas jurídicas. Tudo que aí está é uma legalização das vantagens dos poderosos e viciosos ou simplesmente criminosos. 

O que fazer? Participar. Só a insistência, a persistência e a pressão dos que não concordam, dos que não compartilham disso é que vai provocar mudança nesse estado de coisa.  Mas enquanto os homens e mulheres de bem ficarem na cômoda posição do distanciamento, omissos e silenciosos para garantir seu estado de pureza, tudo permanecerá a favor dos corruptos! Os bandidos vão reinar cada vez mais tranquilos.

 SEM PROPOSTAS - ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 2022 O que tem movido os eleitores brasileiro diante das candidaturas à presidência da República este ...